Mensagem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil para o Dia do Trabalhador

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REFLEXÃO
No Evangelho de hoje, Jesus nos mostra um dos aspectos mais importantes do amor que é o desejo do bem maior para o outro. O mundo nos apresenta uma falsa idéia de amor que é o amor possessivo: quando amamos uma pessoa, queremos que ela esteja constantemente ao nosso lado porque assim somos felizes. Na verdade estamos pensando na nossa felicidade e não na da pessoa amada. Jesus diz: "Se me amasseis, ficaríeis alegres porque vou para o Pai, pois o Pai é maior do que eu". Assim, de fato, somos nós, uma vez que nos entristecemos quando a felicidade maior do outro não é como gostaríamos que fosse. Na verdade, confundimos paixão e sentimentalismo com amor verdadeiro.
COMEMORAÇÕES
Nascimento
  • Dom Armando Cirio, OSJ, Arcebispo Emérito de Cascavel - PR
  • Dom José Eudes Campos do Nascimento, Bispo de Leopoldina - MG
Ordenação Episcopal
  • Dom Jacyr Francisco Braido, CS, Bispo de Santos - SP
NOTÍCIAS
Representantes dos departamentos do Conselho Episcopal Latino- Americano (Celam), da Visão Mundial e Pastoral da Criança do Brasil e da Colômbia    reuniram-se em Bogotá, entre os dias 17 a 19 de abril, para debater as condições da criança no continente, em suas diferentes perspectivas. O Projeto Centralidade da Criança (Centralidad de la Niñez), apresentado durante o fórum na Colômbia, responde ao apelo dos bispos na Carta de Aparecida para que a infância seja destinatária de ação prioritária da Igreja, da família e do Estado.
Iniciado há cerca de um ano, o projeto pastoral integral é uma ação conjunta entre o Celam, Pastoral da Criança (Brasil) e a organização não-governamental cristã Visão Mundial, que tem atuação em mais de cem países. A proposta é criar uma comunidade, uma rede de interação permanente voltada para a  promoção da vida plena e desenvolvimento integral das crianças da  América Latina e Caribe.
“O objetivo é reconhecer a infância como uma etapa decisiva de especial cuidado por parte da Igreja, da sociedade e do Estado, inspirado na atitude de Jesus para com as crianças, que eram as prediletas do reino”, afirmam as entidades que desenvolvem o projeto no documento enviado aos presidentes das conferências episcopais. “A igreja atenderá a formação integral, para defender a dignidade e direitos inalienáveis, velar pela educação em um ambiente solidário e afetivo que garanta o pleno desenvolvimento da criança”, assinalam.
O projeto será ancorado em uma plataforma virtual (internet) com todas as possibilidades que essa tecnologia oferece. De acordo com a proposta apresentada aos participantes do fórum, o site será um espaço de encontro e intercâmbio de conhecimentos, trabalho e experiências em torno da criança.  Nessa perspectiva, a ideia é promover a Pastoral da Criança - cuja metodologia já é adotada em mais de vinte países –  como modelo replicável para o cuidado com a criança na América Latina e Caribe. O site será, assim, um espaço privilegiado para a difusão das ações, práticas e materiais educativos da Pastoral da Criança.
Objetivos e propostas da rede “Centralidad de Niñez”
. Criar sinergia entre os voluntários da Pastoral da Criança na  América Latina e  Caribe.. Promover e fortalecer a espiritualidade e acompanhamento pastoral das pessoas que trabalham com a criança.. Ser um instrumento de animação do desenvolvimento espiritual das crianças, famílias e comunidades.. Espaço para reflexão pastoral de caráter ecumênico que tenha como público tanto as crianças como os adultos.. Criar sinergia entre as diferentes instituições que trabalham com a primeira infância e a criança dentro de um enfoque integral e holístico.
. Oferecer cursos de formação virtual ou presencial para o fortalecimento das competências para os membros da rede.. Identificar e publicar as ações de desenvolvimento integral da criança na América Latina e Caribe.. Biblioteca, com livros eletrônicos – ferramenta para integrar a informação disponível em desenvolvimento da criança para consulta e aperfeiçoamento das práticas.. Espaço de Arte – divulgar vídeos e filmes com valores que promovam a interculturalidade.

Na beatificação da Venerável Nhá Chica, dia 4 de maio próximo, em Baependi (MG), estarão presentes o Prefeito da Congregação das Causas dos Santos, cardeal Angelo Amato, representante do Papa, e o presidente da CNBB, cardeal dom Raymundo Damasceno Assis.
Entrevistado pela Rádio Vaticano, o cardeal fala sobre a futura beata.
Cardeal Amato: "É um grande presente que o Papa Francisco faz à Igreja no Brasil. O Santo Padre, primeiro papa latino-americano, conhece bem a bondade do povo brasileiro, seu espírito religioso, o amor por Jesus e seu Evangelho de vida e alegria, a devoção à Virgem Maria, o apego filial à Igreja, o amor pelo Papa, bispos e sacerdotes, o respeito pelos idosos, a disponibilidade de acolher a vida como um dom inestimável de Deus, a caridade para com os pobres, o seu senso de igualdade e fraternidade, e o respeito pela natureza. Esta riqueza de valores humanos e espirituais faz do Brasil uma terra abençoada por Deus e uma moradia digna de toda pessoa humana. Nhá Chica viveu plenamente estes valores, deixando-os como herança para todos os brasileiros, mas também para toda a Igreja."
Em que época viveu a nova beata?
Cardeal Amato: "Francisca de Paula de Jesus, familiarmente conhecida como Nhá Chica, nasceu em 26 de abril de 1810, na cidade de Santo Antônio do Rios das Mortes, distrito de São João Del Rey (MG). Era filha da escrava Izabel Maria, solteira. Tinha um irmão, Teotônio Pereira do Amaral, que se tornou muito rico. A futura beata herdou dele a herança que foi distribuída como esmola para os pobres e utilizada na construção de uma capela para a Imaculada. Decidida a não se casar, Nhá Chica preferiu levar uma vida dedicada à caridade e oração, como sua mãe tinha lhe aconselhado antes de morrer. Não entrou no mosteiro, mas optou por fazer parte das mulheres beatas, que consagravam a vida ao Senhor, permanecendo em suas casas e fazendo a caridade aos necessitados. Morreu em 14 de junho de 1895 com fama de santidade."
O senhor pode traçar o perfil desta futura beata leiga brasileira?
Cardeal Amato: "Nós entrega o Papa Francisco, que em sua carta de beatificação disse que Nhá Chica era uma mulher de oração assídua e uma fiel testemunha da misericórdia de Cristo para com os necessitados no corpo e no espírito. Por unanimidade as testemunhas afirmam que Nhá Chica rezava muito e tinha sempre o rosário na mão. Incansável adoradora do Santíssimo Sacramento e contempladora da Paixão de Jesus, tinha uma profunda devoção a Nossa Senhora, que chamava de Minha Sinhá. A Salve Rainha era a sua oração preferida. A nossa futura beata era humilde. Não atribuía nada à sua pessoa, mas tudo a Deus e a Nossa Senhora. Ela colocava os pedidos dos fiéis diante da Virgem Maria. Quando uma pessoa voltava para agradecê-la por uma graça alcançada, ela dizia: 'Eu peço a Nossa Senhora, que me escuta e me responde'. A fama de santidade de Nhá Chica sempre foi consistente e persistente. Ela era chamada a Santinha de Baependi. A sua beatificação é uma lição autêntica de vida cristã.
 


Em comemoração ao Dia do Trabalhador, nesta quarta-feira, 01 de maio, a CNBB manifesta através de uma nota “o seu apoio aos que pelo trabalho contribuem na construção de um mundo melhor”. Leia a íntegra da nota.
Mensagem da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil para o Dia do Trabalhador Meu Pai trabalha sempre, e eu também trabalho (Jo, 5,17)
Ao celebrar o dia do Trabalhador e da Trabalhadora, a CNBB manifesta seu apoio aos que pelo trabalho contribuem na construção de um mundo melhor. O trabalho tem uma dimensão que vai além da produção de riquezas. É o processo de humanização da pessoa e do mundo. Ele “comporta em si uma marca particular do homem e da humanidade, a marca de uma pessoa que atua numa comunidade de pessoas; e uma tal marca determina a qualificação interior do  próprio trabalho e, em certo sentido, constitui a sua própria natureza” (Laborem Exercens 1).
Saudamos com alegria especial os empregados domésticos que, após grande esforço, têm reconhecidos pelo Congresso Nacional seus direitos, no mesmo regime de outros ramos de atividade, com a aprovação da PEC 66/12. Esta vitória implica agora a necessidade de vigilância para que o preceito legal seja cumprido integralmente.
Causa-nos preocupação o grande número de pessoas em situação de trabalho análoga à escravidão, nas atividades rurais e urbanas, especialmente migrantes e imigrantes.  Esta violação à dignidade humana precisa ser coibida e punida com severidade. Um sistema produtivo que desconsidera a centralidade da pessoa, priorizando o lucro e o acúmulo de bens, peca contra a dignidade humana.  Reiteramos o apelo ao Estado brasileiro para que se comprometa efetivamente na defesa e proteção das pessoas vitimadas e também dos que combatem este mal, e que crie políticas públicas que ataquem os fatores geradores: a miséria e a impunidade.
Neste ano em que a Campanha da Fraternidade tratou do tema da Juventude lembramos as condições ainda difíceis pelas quais passa a maioria dos nossos jovens em relação ao trabalho: desemprego, baixa renumeração, condições de trabalho precárias, informalidade, necessidade de conciliar estudos e trabalho e a alta taxa de rotatividade. A sociedade tem a missão de dar à juventude as condições para o pleno desenvolvimento dos seus dons e potencialidades, incluído o que se refere à atividade produtiva. É importante aprofundar a política governamental de incentivo ao primeiro emprego para os jovens.
Lembramos à classe trabalhadora a importância da atenção para a preservação dos seus direitos, garantidos constitucionalmente, especialmente a seguridade social. Os constantes processos de desonerações do chamado setor produtivo, operados pelo governo, não podem implicar em perdas para os trabalhadores e trabalhadoras.
A CNBB convida a todos os trabalhadores e trabalhadoras a continuarem colaborando no aperfeiçoamento da obra da criação, na busca de relações justas e solidárias no mundo do trabalho e na sociedade.
Que São José Operário acompanhe e proteja a todas as famílias trabalhadoras do Brasil.
Brasília-DF, 1º de maio de 2013
Cardeal Raymundo Damasceno AssisArcebispo de AparecidaPresidente da CNBB
Dom José Belisário da SilvaArcebispo de São Luís do MaranhãoVice-Presidente da CNBB
Dom Leonardo Ulrich SteinerBispo Auxiliar de BrasíliaSecretário Geral da CNBB

“Catequese, protagonismo indígena e inculturação”: este foi o tema do III Seminário Nacional de Catequese e Povos Indígenas, realizado entre os 25 e 28 de abril, em Manaus (AM). O evento foi promovido pela Comissão Episcopal Pastoral Bíblico-Catequética da CNBB, em parceria com as Comissões Episcopal Pastoral para a Ação Missionária e Cooperação intereclesial e Comissão para a Amazônia, com o apoio da equipe de Catequese do Regional Norte 1 da CNBB.
Entre os cerca de 80 participantes de todo o país estavam lideranças indígenas de povos como, Makuxis, Tukanos, Wapixana e Tarianos. As conferências e debates destacaram a finalidade da catequese no contexto histórico e social dos povos indígenas. Segundo os organizadores, o Seminário realizado com a participação ativa de lideranças indígenas, pretende escutar os próprios indígenas, na busca de intensificar a missão e a catequese a partir deles, conforme afirmam as próprias Diretrizes Gerais da CNBB, “na perspectiva de uma evangelização cada vez mais inculturada pelas atitudes de serviço, do dialogo, do testemunho” (n. 79).

O caderno “PEC 215: ameaça aos direitos dos povos indígenas, quilombolas e meio ambiente” foi lançado pelo Conselho Indigenista Missionário Regional Sul na aldeia Morro dos Cavalos na Grande Florianópolis, dia 23 de abril. Objetivo do organismo vinculado à Conferência Nacional dos Bispos do Brasil é debater as implicações desta Proposta de Emenda à Constituição.
O missionário Clovis Brighenti explicou que os parlamentares pretendem “ter o poder de demarcar não só as terras indígenas mas, também, as áreas quilombolas e de conservação, como reservas florestais”.  Para ele, a PEC “é uma das ameaças mais contundentes aos direitos dos povos indígenas”.
Um trecho do caderno diz que “passar a responsabilidade da demarcação das terras aos deputados é o mesmo que dizer que os indígenas não possuem o direito originário”, se aprovada PEC, as homologações dependerão de negociações políticas. Atualmente a competência é do Poder Executivo.
Brighenti afirmou que é necessário pressão para que parlamentares não aprovem a proposta. Para isso, o caderno relaciona os nomes e correios eletrônicos dos deputados federais de Santa Catarina, Rio Grande do Sul e Paraná.
A recente a criação de um colegiado composto de dez deputados e de representantes das comunidades indígenas para discutir relacionadas às demarcações, entre elas a PEC 215, é tido como resultado do protesto realizado em Brasília no dia 16 de abril. Centenas de índios ocuparam vários espaços da Câmara e, inclusive, o plenário da Casa, durante sessão. A cacique Eunice Antunes contou que, inicialmente, o objetivo não era entrar no Congresso. "Aconteceu uma coisa muito forte nesse dia. Deus colocou a sua mão naquele momento. Íamos só fazer um ritual na frente [do Congresso], mas de repente a porta se abriu", contou.
Ela acredita que a força dos povos indígenas unidos pode “enterrar a PEC” porque agora “eles [os deputados] terão que pensar bastante [antes de aprová-la]”.
O lançamento do caderno foi acompanhado por lideranças da comunidade, professores e estudantes das universidades federal e estadual de Santa Catarina além de representantes de pastorais sociais da Igreja Católica. Na ocasião, também aconteceu o lançamento do livro “A terra que volta ao verdadeiro dono”, que conta a história das aldeias Guarani ao logo do litoral catarinense.

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