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A BATALHA ESTRATÉGICA DA COMUNICACÃO

Artigo da jornalista Renata Mielli, que integra a coordenação executiva do FNDC, para a revista Princípios sobre a urgência de uma nova lei geral para as comunicações e a omissão do governo Dilma em enfrentar essa pauta política.
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Manu inaugura nova creche para 120 crianças na Avenida Firmo Vieira de Camargo
Nova unidade no Jardim Planalto será entregue já no próximo mês

Em uma cerimônia concorrida, o prefeito José Manoel Correa Coelho, Manu, realizou a primeira inauguração do ano. A creche da Vila Doutor Laurindo, localizada na Avenida Firmo Vieira de Camargo, paralisada pela administração anterior, foi finalmente entregue à população, menos de dois meses após o reinício das obras, cumprindo o cronograma emergencial estabelecido já nos primeiros dias da nova gestão. Mais de 300 pessoas compareceram à solenidade, realizada no último sábado, 9, que teve a participação Banda Musical Infanto-juvenil da Associação Pro Arte de Tatuí (Projeto Criança na Banda),
A Creche Cacilda Rodrigues de Almeida Hoffman atenderá 120 crianças, 24% do déficit atual de vagas, estimado em cerca de 500 postos. A nova unidade tem 564 metros quadrados construídos, com espaço administrativo, sala multiuso e de informática, anfiteatro, playground, além de quatro salas destinadas exclusivamente para o atendimento de crianças de 4 meses a 3 anos de idade. Mais de R$ 767 mil foram investidos na construção, através de parceria com o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), por meio do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 2), mantido pelo Governo Federal.  
A Prefeitura foi obrigada a desembolsar mais R$ 147 mil para serviços complementares, como a construção do muro, grade frontal, portões e aplicação de grama. O município também teve que arcar com parte do mobiliário, já que o recurso para essa finalidade ainda não foi liberado. Também por medida emergencial, a unidade inicia suas atividades com móveis reutilizados, enquanto aguarda a entrega das novas mesas, cadeiras e outros equipamentos.
Em seu pronunciamento, o prefeito lembrou as dificuldades enfrentadas no início de sua gestão, mas contabilizou os primeiros avanços. “Iremos também, já no início do próximo mês, entregar mais uma creche, no Jardim Planalto, e não descansaremos enquanto não zerarmos o déficit de vagas, que é hoje um dos sérios problemas do município”, argumentou Manu, que também citou a conclusão da unidade do Jardim São Conrado, prevista para os próximos meses.  
As três novas unidades irão oferecer juntas 240 vagas, totalizando 360 e chegando a 72% do déficit. A expectativa é também iniciar, ainda no primeiro semestre do ano, a construção de uma nova unidade no Jardim Santa Rita. Além de outra creche já autorizada pelo Governo Federal, com investimento de mais de R$ 1 milhão.
Antes de descerrar a faixa e a placa inaugural, o prefeito, acompanhado da primeira-dama, Ana Paula Cury Coelho, plantou uma muda de ipê amarelo. “Esta será, de hoje em diante, também uma marca do novo governo, toda vez que um prédio for construído, uma árvore será plantada, simbolizando o cuidado e a preservação do meio ambiente”, complementou Manu.

Homenageada
A professora Cacilda Rodrigues de Almeida Hoffman nasceu em Tatuí, filha de Antonio Rodrigues de Almeida, conhecido como Zé Chico, e Balsamina Adami Rodrigues de Almeida.
Estudou em Itapetininga, na escola Peixoto Gomide, onde fez o curso normal. Começou sua carreira no magistério em Cesário Lange, mas, passou por Itararé e Sorocaba, antes de lecionar no João Florência, Escola Modelo e Barão de Suruí.
Já de volta a Tatuí, Casou-se com Francisco Hoffman. Cacilda era conhecida por sua personalidade altruísta, sempre pronta para atender o próximo, em especial os menos favorecidos. Liderava a chamada Campanha do Berço, realizada anualmente pelo monsenhor Silvestre Murari.
Como professora, foi talentosa e reconhecida como uma das grandes mestres das primeiras lições. Em 1990, na gestão do ex-prefeito Wanderlei Bocchi, através da lei municipal 2.209, por meio do projeto de lei da então vereadora Vera Lúcia de Sá, deu denominação ao Cepem, homenagem mantida pela atual administração, após a construção da nova unidade de educação infantil.

Autoridades
Diversas autoridades participaram do evento, entre eles o presidente da Câmara, Oswaldo Laranjeira Filho, os vereadores Alexandre de Jesus Bossolan, Antonio Carlos Prestes, Antonio Marcos de Abreu, Job dos Passos Miguel, José Eduardo Morais Perbelini, Jorge Sidnei Rodrigues da Costa, Luis Donizetti Vaz Junior, Marcio Antonio de Camargo, Rosana Nochele Pontes, Valdeci  Antonio de Proença e Wladmir Faustino Saporito, os secretários municipais Alexandre Batiston Facioli (Infraestrutura, Meio Ambiente e Agricultura), Isabel Cristina Pires de Campos (Educação, Cultura e Turismo), Marcos Rogério de Campos Camargo (Administração), Miguel Lopes Cardoso Junior (Esporte, Lazer e Juventude) e Vicente Menezes (Governo e Segurança Publica); o comandante da Guarda Civil Municipal, José Carlos Ferraz Fiuza, o comandante interino do Corpo de Bombeiros de Tatuí, Edson Francisco Pinto, e os familiares da homenageada Cecília Portela Pereira Lima, Cicero Portela Filho, Fausto Pereira Lima e Terezinha Rodrigues de Almeida.






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Evento será no domingo, dia 17, a partir das 15 horas.
divulgação
Foto
Troca de livros em Itu
Que tal renovar sua estante? Se você tem livros que não usa mais, poderá trocá-los por outros de seu interesse. A Feira de Troca de Livros, realizada pela Editora Rosa Rosé, acontece no dia 17 de março (domingo), das 15 às 17 horas, no Café Constância, em Itu. A entrada é gratuita.
Na mesma ocasião, acontecerá a tarde de autógrafos dos autores da obra "Todo o tempo do Mundo - Memórias de Ficção e Realidade", que participaram da Oficina de Escrita realizada pela Editora.
A feira ocorre na rua Barão do Itaim 188, centro – Itu/SP. Mais informações: contato@editorarosarose.com.br
 

Começa na próxima segunda-feira, dia 18 de março, mais uma edição da Semana das Águas em Itu. O evento, promovido pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente, busca sensibilizar a sociedade sobre a situação dos mananciais, estimular a cooperação, pesquisa e a cidadania nos processos de gestão sustentável das águas.
A abertura da Semana das Águas será às 10 horas desta segunda-feira com a reinauguração do Centro de Estudos Ambientais (CEA) Villa, um espaço educador com práticas que demonstram alternativas em sustentabilidade, por meio de uma visita monitorada ao local, que fica na rua Anthígio Cavachini, s/nº, no bairro Presidente Médici.
Segundo a secretária municipal de Meio Ambiente, Patrícia Otero, a Semana das Águas tem uma diversidade de temas desde vivências até a Conferência Municipal de Meio Ambiente, conectando pessoas e instituições pela melhoria da qualidade da vida, em colaboração com a Unesco (Organização das Nações Unidas para a Educação, Cultura e Ciência), que indicou 2013 como sendo o Ano Internacional de Cooperação pela Água.
Questões de cooperação pela água na Bacia Hidrográfica dos Rios Sorocaba e Médio Tietê também serão tema para o Dia Mundial da Água, celebrado no dia 22 de março.
PROGRAMAÇÃO DA SEMANA DAS ÁGUAS
18/03 - segunda-feira
10h - Inauguração do Centro de Educação Ambiental “Miguel Villa” (CEA Villa), seguida de visita monitorada
Local: Rua Anthígio Cavachini, s/nº - Presidente Médici
19/03 - terça-feira
7h30 às 11h30 – Capacitação em Educação Ambiental – Pegada Ecológica
13h às 17h – Capacitação em Educação Ambiental – Pegada Ecológica
Local: Parque Geológico do Varvito (Av. Parque do Varvito, s/n – Pq. Nossa Sra. da Candelária)
20/03 - quarta-feira
19h às 20h30 – Palestra: O Varvito de Itu: um lago glacial no passado, um patrimônio natural no presente
Prof. Dr. Salvador Carpi, Universidade Estadual de Campinas – UNICAMP
Local: Parque Geológico do Varvito (Av. Parque do Varvito, s/n – Pq. Nossa Senhora da Candelária)
21/03 - quinta-feira
9h – Capacitação em Gestão Ambiental - Comissão Interna de Meio Ambiente – A3P
Local: Auditório do Centro de Capacitação de Professores - Av. Itu 400 anos, 111 – Novo Centro
9h30 – Trilha das águas pelo Bosque
10h – Dança Circular – Cooperação das Águas
Local: Bosque Alceu Geribello (Rua Niterói, 133 – Bairro Brasil)
10h30 - Uso Eficiente da água - visita monitorada ao Prédio Municipal e Quiz das Águas
Local: Centro de Capacitação para Professores – Av. Itu 400 anos, 111 – Novo Centro
19h – Conferência Municipal de Meio Ambiente – Vamos Cuidar do Brasil - IV Conferencia Nacional do Meio Ambiente- Resíduos Sólidos
Local: Centro de Capacitação para Professores – Av. Itu 400 anos, 111 – Novo Centro
22/03 - sexta-feira
9h – Conferência: Cooperação Água - Gestão das Águas na Bacia do Sorocaba e Médio Tietê
Prof. Dr. André Cordeiro – Universidade Federal de São Carlos – Campus Sorocaba
Local: Centro de Capacitação para Professores – Av. Itu 400 anos, 111 – Novo Centro
24/03 – domingo
9h às 12h – Vida e Movimento
Jogo: Cooperação das Águas
Local: Av. Galileu Bicudo – Centro
Mais informações sobre a Semana das Águas podem ser obtidas com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente através do telefone (11) 4886-9834 ou pelo e-mail ambientesecretaria@itu.sp.gov.br.
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A BATALHA ESTRATÉGICA DA COMUNICACÃO

14/03/2013 |
Renata Mielli
Janela sobre a palavra
Artigo da jornalista Renata Mielli, que integra a coordenação executiva do FNDC, para a revista Princípios sobre a urgência de uma nova lei geral para as comunicações e a omissão do governo Dilma em enfrentar essa pauta política.

O debate sobre a urgência de um novo marco regulatório para as comunicações tem sido interditado pela mídia e negligenciado pelo governo. Porém, esta é uma pauta estratégica para a democracia e para o avanço de um novo projeto nacional de desenvolvimento. Desta compreensão nasceu a campanha Para Expressar a Liberdade, que em 2013 lançará, como instrumento de luta política, um Projeto de Lei de Iniciativa Popular para regular a comunicação.
A carência de visão estratégica sobre o papel central que os meios de comunicação ocupam no embate entre projetos políticos antagônicos em disputa no Brasil é a principal razão para a total paralisia do governo diante da mídia. A ilusão de que é possível promover mudanças econômicas e sociais sem enfrentar a guerra ideológica é de uma inocência cruel.
Os conglomerados midiáticos transnacionais e nacionais atuam em uníssono para perpetuar o modo de produção capitalista. O aparato ideológico que os mass media representa vai muito além do poder isolado que cada grupo econômico exerce na conjuntura política, ele tem caráter estratégico para a acumulação do capital.
Não é possível colocar em andamento um novo projeto nacional de desenvolvimento, que efetivamente produza mudanças significativas na estrutura política, econômica e social do país, sem enfrentar a batalha ideológica que é desenvolvida pela mídia.
Países da América Latina que estão construindo suas experiências de mudança – Argentina, Uruguai, Equador, Bolívia, Venezuela – compreenderam esse desafio e colocaram entre as prioridades de suas agendas políticas propostas para criar um novo marco regulatório para as comunicações.
As reformas da comunicação empreendidas por estes países têm um núcleo comum: combater o monopólio e a propriedade cruzada das empresas de comunicação, regular a atuação dos diferentes agentes econômicos – empresas de telecomunicações, radiodifusores, produtoras de conteúdo, jornais, revistas –, estimular o surgimento e crescimento de um campo público de comunicação para promover diversidade e pluralidade, e tornar a ocupação dos espaços mais democráticos e transparentes.
As legislações construídas são de viés republicano e, apesar de não alterarem o núcleo central de poder que a mídia possui, elas abrem espaços para um melhor enfrentamento da guerra ideológica e política que está em curso. Isso porque se conformam novos campos e se criam espaços de combate à visão uniforme da mídia hegemônica.
E, como afirmou recentemente o professor Dênis de Moraes, o Brasil está na vanguarda do atraso neste front. A letargia do Estado em abrir publicamente uma discussão sobre um novo marco regulatório para as comunicações poderá custar ao povo um preço demasiadamente caro: interromper o projeto político que se iniciou há 10 anos, quando o país elegeu Lula presidente.
Vazio regulatório
No Brasil, assim como na América Latina, o sistema de mídia se instalou, desde o início, como sistema privado. A radiodifusão aberta seguiu o modelo comercial de concessão em um ambiente de vazio regulatório, que permitiu aos grupos econômicos que exploram essas concessões o fazerem sem a observância de qualquer critério econômico, social ou cultural.
Ao longo dos anos, a desorganização legal das comunicações só se aprofundou, principalmente com o surgimento de novas tecnologias. O Código Brasileiro de Telecomunicações data de 1962 e está totalmente defasado política e tecnologicamente.
Em 1988, a Constituição da República Federativa do Brasil incorporou princípios e diretrizes para que o legislador brasileiro pudesse, posteriormente, construir um arcabouço de leis infraconstitucionais para regular o setor.
As diretrizes presentes no Capítulo da Comunicação Social da Constituição guardam semelhança com conteúdo do núcleo central das leis construídas nos países latino-americanos citadas acima: não permitir que a comunicação seja objetivo de monopólio; proteção da infância e da criança de programação não recomendada; direito de resposta; restrição à propaganda de produtos que possam ser nocivos à saúde e ao meio ambiente; dar preferência às finalidades informativas, artísticas, culturais e educativas nos meios de comunicação social eletrônicos; estimular a produção regional e independente; garantir a complementariedade dos sistemas públicos, privados e estatal na radiodifusão, entre outros.
Vinte e cinco anos nos separam da promulgação da Constituição. Mas, até hoje, o legislativo se omitiu diante da responsabilidade de regulamentar a maioria dos artigos da Carta Maior. Foi o que motivou o jurista Fábio Konder Comparato a assinar uma Ação Direta de Inconstitucionalidade por Omissão do Congresso Nacional (ADO). Sustenta Comparato: "Em conclusão, passadas mais de duas décadas da entrada em vigor da Constituição Federal, o Congresso Nacional, presumivelmente sob pressão de grupos empresariais privados, permanece inteiramente omisso no cumprimento de seu dever de regulamentar os princípios que regem a produção e a programação das emissoras de rádio e televisão (art. 221); bem como igualmente omisso no estabelecer os meios legais de defesa da pessoa e da família, quando tais princípios não são obedecidos (art. 220, § 3°, inciso II)”.
A ADO também questiona a omissão do Congresso no que diz respeito ao combate contra o monopólio. “Se o combate ao abuso de poder representa entre nós um preceito fundamental da ordem econômica (Constituição Federal, art. 173, § 4°), o abuso de poder na comunicação social constitui um perigo manifesto para a preservação da ordem republicana e democrática. Na sociedade de massas contemporânea, a opinião pública não se forma, como no passado, sob o manto da tradição e pelo círculo fechado de inter-relações pessoais de indivíduos ou grupos. Ela é plasmada, em sua maior parte, sob a influência, preponderantemente sentimental e emotiva, das transmissões efetuadas, de modo coletivo e unilateral, pelos meios de comunicação de massa”.
O mercado fala sozinho
Para o mercado esta é a situação ideal. Qualquer tentativa de discutir a regulamentação da Constituição e definir regras para balizar o setor é alardeada como atentado à liberdade de expressão e à liberdade de imprensa.
E, posto que eles detém o monopólio da fala, da exibição de imagens e da veiculação de ideias, a mensagem repetida milhares de vezes de que regulação é igual a controle e censura se transformou em senso comum.
A tal ponto que até os juizes do Supremo Tribunal Federal caíram no canto da sereia da liberdade de imprensa como algo que está acima, inclusive, dos direitos individuais da pessoa, numa visão ultra-liberal que não cabe nem nos países que são berço do liberalismo, como Inglaterra e Estados Unidos.
Liberdade de expressão ou de empresa?
Os poucos casos de regulação que contaram com a iniciativa do Legislativo – como a aprovação do Estatuto da Criança e do Adolescente que resultou na portaria do Ministério da Justiça para a classificação indicativa das obras audiovisuais, e a aprovação da nova lei de TV por assinatura – estão sendo interpelados judicialmente por parte das empresas, questionando a constitucionalidade dos dispositivos regulatórios que contrariam os interesses das empresas de comunicação.
A vinculação horária para a classificação indicativa de produtos audiovisuais é um comando explícito da Constituição. No entanto, por contrariar o modelo de negócios das empresas, estas querem desvincular a faixa horária. Ou seja, um programa com cenas de violência e sexo que seja classificada para maiores de 18 anos poderá, segundo a visão dos empresários, ser exibida em qualquer horário da grade, mantendo-se a orientação da classificação. O início da votação no Supremo Tribunal Federal foi estarrecedor. O voto do ministro relator Dias Toffoli, e de outros 3 ministros, foi a favor da desvinculação. O principal argumento é que qualquer interferência na comunicação é censura e que não cabe ao Estado a tutela da família. Nas palavras da ministra Carmen Lúcia: ‘se a programação não for adequada desliga-se a TV’, visão que ratifica a posição dos concessionários públicos de radiodifusão de que a eles não cabe nenhuma responsabilidade pelo que é veiculado em uma concessão pública.
Em recente visita ao Brasil, o relator especial da Organização das Nações Unidas para Liberdade de Expressão, Frank La Rue, manifestou consternação diante do posicionamento da Corte brasileira. Para ele não existe o suposto conflito apontado pelo STF entre liberdade de expressão e direitos das crianças e adolescentes.“Não posso entender que em algum país uma Corte Suprema esteja disposta a prejudicar os direitos das crianças por conta de outros interesses”.
O engodo do controle remoto
A alternativa oferecida pelos veículos de comunicação aos que estão descontentes com o conteúdo do que está sendo oferecido é o livre-arbítrio: não gostou, não leia, não assista, não ouça. Ou seja, use o controle remoto. Esse discurso foi tristemente assumido no discurso de ministros do STF e inclusive da presidente da República, Dilma Roussef.
As empresas de comunicação se eximem da responsabilidade do que é produzido e veiculado e a repassa para o telespectador. Mas, afinal, para que serve o controle remoto? Serve para dar ao telespectador a sensação de que ele detém o poder sobre a programação. Nada mais.
Falta vontade
Desconstruir um senso comum é tarefa de vulto, ainda mais quando não se possui os mesmos instrumentos de comunicação daqueles que o criaram. O senso comum é algo inquestionável, uma verdade que não requer explicação, não é fruto nem alvo de reflexão. Desta forma, o debate fica interditado pela imposição do mercado e pela falta de iniciativa do governo.
O que é no mínimo curioso, uma vez que o governo e as forças políticas que têm sustentado o projeto de mudanças no país têm sido alvo incessante do ataque feroz da mídia nacional, que assumiu o papel de oposição política no país. E, a cada derrota eleitoral que o setor conservador amealha, a mídia sobe o tom dos ataques e fica mais raivosa. A mídia ataca o projeto de mudanças e vai destruindo a reputação das lideranças políticas que o conduzem. Foi assim com o crise do mensalão e com a votação da ação penal 470, com as denúncias contra ministros no início do governo Dilma e, para não me estender em exemplos, na recente cobertura negativa da redução do preço da energia elétrica.
Apesar disso, o núcleo central do governo permanece irredutível e, como recentemente divulgado pela imprensa, a presidente decidiu manter engavetado o projeto de um novo marco regulatório para as comunicações.
Para expressar a liberdade
Afinal, quem vai ousar dizer que no Brasil vivemos um ambiente de violação da liberdade de expressão? Que os meios de comunicação padecem de espaços democráticos, que não há diversidade e pluralidade na mídia? Que as comunicações no Brasil são objeto de um monopólio nocivo à democracia? Ou que, como diz Maria Rita Kehl, “na sociedade do espetáculo toda imagem, mesmo a imagem jornalística, mesmo a informação mais essencial para a sociedade, tem o caráter de mercadoria, e todo acontecimento tem a dimensão do aparecimento”.
O tamanho do desafio dos setores que estão discutindo a urgência de o Brasil construir um novo marco regulatório das comunicações é grande: combater a visão de que regulação é censura e colocar este tema na agenda pública nacional; mostrar que nas democracias tidas como exemplo para o setor conservador existe sim regulação da comunicação na sua dimensão de atividade econômica e inclusive, para o horror dos empresários brasileiros, em questões de conteúdo para garantir diversidade, pluralidade e impedir infrações aos direitos humanos. E mostrar que é papel do Estado fazer esta regulação.
Este combate se dá em três frentes: pressão junto ao governo para que este abra o debate público; mobilizar os setores organizados da sociedade em torno da necessidade de todos os movimentos incorporarem a luta pela democratização das comunicações nas suas pautas políticas específicas; e a tentativa de ampliar o debate para toda a sociedade, procurando desfazer o mito criado pela mídia de que eles são os mandatários da liberdade de expressão.
Estes são os objetivos da iniciativa que o Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação – FNDC e diversas organizações almejam com a campanha Para Expressar a Liberdade, Uma nova lei, para um novo tempo. Lançada em 27 de agosto de 2012 – data em que o CBT completou 50 anos – a campanha pretende mobilizar um grande contingente de forças sociais e incidir sobre a atual correlação de forças que emperra o debate sobre a comunicação no Brasil.
Munida da plataforma 20 pontos para uma comunicação democrática a campanha será intensificada no ano de 2013. A estratégia é ousada: coletar 1 milhão e quinhentas mil assinaturas para um Projeto de Lei de Iniciativa Popular para regulamentar a comunicação. Se o governo não se move e o Congresso se omite, cabe a sociedade a tarefa de impulsionar o debate.
Entre as diversas iniciativas já tomadas pela campanha foi a de trazer, no final de 2012 para o Brasil, o relator da ONU para a Liberdade de Expressão. Frank La Rue aceitou o convite do FNDC e cumpriu uma intensiva agenda institucional em Brasília, além de participar de debates públicos no DF e em São Paulo. Em reunião com o ministro Gilberto Carvalho, o FNDC fez formalmente a solicitação para que o Estado brasileiro convide o relator da ONU para uma visita oficial. A importância disso é que, a presença oficial do relator da ONU produzirá um relatório sobre a situação da liberdade de expressão no país elencando um conjunto de recomendações ao governo, o que pode contribuir para impulsionar o Palácio no sentido de abrir o debate.
Mudanças precisam de impulso
É certo que muita coisa mudou no Brasil de 2003 para cá. As mudanças foram impulsionadas pela alteração no papel do Estado, que passou a ser mais pró-ativo, pela força de novas políticas públicas, pela emergência de governos latino-americanos com compromissos progressistas e de ruptura com o neoliberalismo que fortalecem um novo bloco econômico, principalmente em meio a um cenário internacional marcado por uma crise mundial do capitalismo.
Tivemos mudanças na política externa, avanços importantes na área social, a economia cresceu e foi possível, a partir de uma combinação de fatores e ações, reduzir o desemprego e melhorar a renda dos brasileiros.
Mas para acelerar essas mudanças e aprofundar a democracia, é preciso ativar o movimento social para impulsionar o governo a assumir agendas que são estratégicas para a democracia e para um novo projeto de desenvolvimento. Por isso é imperativo que o conjunto dos movimentos sociais se integrem de forma pró-ativa na luta por um novo marco regulatório das comunicações.
Biografia
Renata Mielli é jornalista, Secretária Geral do Centro de Estudos da Mídia Alternativa Barão de Itararé e integra a executiva do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação. Editora da revista Presença da Mulher. É organizadora do livro Comunicação Pública no Brasil – Uma exigência democrática.
Bibliografia
Kehl, Maria Rita e Bucci, Eugênio. Videologias, ensaios sobre a televisão. Coleção Estado de Sítio, Boitempo Editorial, 2004
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Abertas as inscrições para a 10ª edição do Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo
Estão abertas as inscrições para a 10ª edição do Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo, uma das maiores e mais prestigiadas premiações da área. O prêmio, promovido pela revista e Portal IMPRENSA, com patrocínio da Souza Cruz, é um dos principais da América Latina voltado para a produção jornalística e para o estímulo da liberdade e da ousadia na imprensa.
A 10ª edição foi lançada com um debate sobre censura e processos jurídicos envolvendo jornalistas e os veículos de comunicação no país, que contou com as participações de Manuel Alceu Ferreira (O Estado de S. Paulo e Valor Econômico), Taís Gasparian (Folha de S.Paulo) e Guilherme Alpendre (Abraji).
Sinval de Itacarambi Leão, diretor da IMPRENSA, ressalta o legado de Líbero Badaró, um defensor árduo da liberdade de imprensa. "Em tempos que o Brasil sobe velozmente no ranking dos países mais perigosos para o exercício do jornalismo, com casos de violência contra profissionais de imprensa cada vez mais frequentes, falar da herança deixada por Líbero Badaró torna-se não só urgente, mas necessário."
Líbero Badaró vai distribuir 76 mil reais em 11 categorias
Esta edição irá reconhecer as melhores matérias do ano em 11 (onze) categorias, mais uma categoria especial. O diretor da revista IMPRENSA comenta "trata-se de um concurso de excelência jornalística, que visa estimular – assim como fez Líbero Badaró – o desenvolvimento da imprensa brasileira".
A premiação é voltada para profissionais que atuam em mídias impressas (jornais e revistas), sites jornalísticos e emissoras de rádio e TV de todo o Brasil. Há também categorias específicas para estudantes de jornalismo e correspondentes brasileiros que atuam no exterior. 
Destaque do AnoHomenagem
Jornalismo ImpressoR$ 8.000,00
RadiojornalismoR$ 8.000,00
TelejornalismoR$ 8.000,00
WebjornalismoR$ 8.000,00
FotojornalismoR$ 4.000,00
Reportagem CinematográficaR$ 4.000,00
IlustraçãoR$ 4.000,00
Primeira PáginaR$ 4.000,00
Jornalismo UniversitárioR$ 4.000,00
Cobertura InternacionalR$ 4.000,00
Grande PLBJR$ 16.000,00
Um dos grandes diferenciais do Prêmio Líbero Badaró de Jornalismo é o seu júri. O 1º júri, indicado por 500 notáveis do jornalismo brasileiro em 1989, elegeu os jurados da 2ª edição. Esta tradição se sucedeu até a 9ª edição, realizada em 2002.
Para dar continuidade à tradição, IMPRENSA convida agora vencedores das 9 edições anteriores a indicarem quem serão os profissionais que farão parte da nova composição de ilustres.

As inscrições devem ser feitas pelo site da premiação até o dia 20 de maio e concorrem ao prêmio os trabalhos veiculados no período de 8 de abril de 2012 a 7 de abril de 2013.
Trabalhar com paixão ainda vale a pena e esta é sua chance de levar essa mensagem às redações do país. Afinal, ter um Badaró no currículo é mais que uma honraria. É o reconhecimento pelos seus pares da excelência do seu trabalho.
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