Inicia hoje Jornada Nacional de Luta das mulheres do Campo e da Cidade/RS

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De 06 a 08 de março, é realizada no Rio Grande do Sul a Jornada Nacional de Luta das Mulheres do Campo e da Cidade, promovida pelas mulheres da Via Campesina, Movimento dos Trabalhadores Desempregados (MTD) e Levante Popular da Juventude. Hoje, dia 06 de março de 2013, no Vale do Taquari, 800 mulheres do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) realizam a partir das 7h ato de denúncia na empresa Milenia Agrociências, situada na Avenida Júlio de Castilhos, 2085, Taquari-RS. A companhia faz parte do grupo israelense Makhteshim Agan, fabricante de agrotóxicos, sendo a maior unidade industrial localizada fora de Israel.
As mulheres realizam esta ação em denúncia ao modelo de agricultura que utiliza em sua base de produção agrotóxicos que segundo as mulheres, destrói o meio ambiente e ameaça a soberania alimentar do país.Ainda neste dia, cerca de 400 mulheres ligadas ao Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Conselho Municipal da Mulher e Escola Família Agrícola, estarão reunidas em Santa Cruz do Sul onde realizarão estudo pela manhã e uma marcha pelo centro da cidade, tendo como tema de denúncia a violência praticada contra as mulheres e alimentação produzida com agrotóxicos.
Segundo Rosieli Ludtke, da Direção Nacional do MPA “neste 08 de março as ações visam denunciar o modelo agroalimentar exportador que controla toda a cadeia produtiva de alimentos e ameaça a soberania alimentar da nação. Reivindicamos o direito de produzir alimentos saudáveis em um modelo de agricultura que preserva o meio ambiente, livre de transgênicos e das monoculturas de exportação”.
Jornada Nacional de Luta das Mulheres do Campo e da Cidade
A Jornada Nacional acontece desde 2006 e congrega ações articuladas nacionalmente pelas mulheres dos movimentos que compõe a Via Campesina, pelas mulheres do MTD e do Levante Popular da Juventude. Ao longo desses anos, diversas ações foram protagonizadas pelas mulheres como forma de luta e resistência à opressão e à dominação que sofrem na esfera privada e pública pelo sistema machista e patriarcal. A Jornada aglutina as demandas das mulheres dos movimentos sociais através de ações conjuntas, que evidenciam as diversas formas de violência sofridas no cotidiano. Em 2013, o tema “Por vida e soberania alimentar, basta de violência contra a mulher” evidencia a falta de condições para produzir alimentos saudáveis como uma forma de violência que afeta diretamente a vida das mulheres.
A redução dessa violência, segundo as mulheres, passa pela produção de alimentos saudáveis, preservação das sementes crioulas, práticas agroecológicas sem agrotóxicos, a realização de uma reforma agrária e urbana que atenda aos interesses do povo brasileiro e mudanças estruturais nas relações entre as pessoas e destas com o meio ambiente.

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