Confira as cidades com maior risco de dengue na região de Itapetininga São 10 municípios, entre eles, Águas de Santa Bárbara com índice de 8,9%. Dados são do Levantamento de Índice de Infestação por Aedes aegypti.

11:31 Radio Ideal FM 0 Comentarios



Um levantamento feito pelo Ministério da Saúde (MS) apontou que dez cidades da região de Itapetininga (SP) tiveram um índice alto de áreas de risco que podem servir de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue. Os dados são referentes ao mês de janeiro.
De acordo com o estudo, o Levantamento de Índice Rápido de Infestação por Aedes aegypti (LIRAa), em todo o país 267 municípios brasileiros estavam em situação de risco para dengue, outros 487 em situação de alerta e 238 em situação satisfatória.
De acordo com informações do Ministério da Saúde, a pesquisa serve para identificar onde estão concentrados os focos de reprodução do mosquito transmissor da dengue.
Na região, as cidades apontadas como em situação de risco são Águas de Santa Bárbara, Angatuba, AranduBoituvaCapão BonitoCerquilhoItararéJumirimPorangaba e Tatuí(SP).
O estudo também aponta as cidades em alerta para o risco da dengue. Neste caso, aparecem as seguintes cidades da região: AvaréCampina do Monte AlegreGuareíIarasItapeva,ManduriParanapanemaPilar do SulSão Miguel Arcanjo e Tietê.
Prevenção
Para prevenir o desenvolvimento do Aedes aegypti, as fiscalizações estão sendo intensificadas. Em Angatuba, por exemplo, agentes da Vigilância Epidemiológica e Sanitária percorrem as casas orientando os moradores. Segundo a Secretária da Saúde, em 2013, foi confirmado um caso de dengue na cidade, no entanto, é um ‘importado’, quando o paciente contraiu a doença ao ser picado em outro município.
De acordo com o responsável pela vigilância em saúde da cidade, Antônio Celso Rodrigues,  quando os agentes encontram possíveis criadouros do mosquito o morador é notificado e tem até 24 horas para fazer a limpeza. Quem não cumpre a determinação, pode ser multado. O valor da multa pode chegar a R$ 400. “Nós temos uma equipe de funcionários da prefeitura trabalhando, no entanto, eles dependem da população. Se não tivermos o apoio da população, não será possível eliminar o mosquito. Neste caso, como o desenvolvimento dos mosquitos adultos, pode ser que chegue à cidade uma pessoa positiva para a dengue. Pode ser uma pessoa que tenha viajado durante as férias e trouxe o vírus para cá, o que a gente chama de caso importado. Aqui na cidade, um mosquito suga o sangue dessa pessoa e se torna um transmissor. Ele passa a inocular outras pessoas e a dengue pode se espalhar porque tem o mosquito para fazer essa transmissão de pessoa para pessoa”, ressalta.
A moradora Alda Viraldo Del’Giredso conta que tem muita atenção para evitar possíveis criadouros em casa. Para isso, toma medidas que são recomendados pelos agentes de saúde. “Eu ponho todas as plantas no ralo para fazer a rega. Depois que escorre o excesso de água, eu as coloco de volta no lugar. Também mantenho o ralo limpo. O agente veio aqui e viu que todas as minhas garrafas estão lavadas e de ponta cabeça para evitar o acúmulo de água. Não tem nada aqui, mas é preciso que todos cooperem também”, diz.
Dez cidades da região apresentam alto índice de focos do mosquito da dengue. (Foto: Reprodução / TV Tem)Dez cidades da região apresentam alto índice de
focos do mosquito da dengue. (Foto: Reprodução)
Na cidade, o LIRAa apontou que o risco de infestação do mosquito transmissor da dengue chega a 5,7%, número considerado alto em comparação com o aceitável, que é de 1,5%. Segundo o coordenador da equipe de combate à dengue no município, João Luiz Liberato, o objetivo do estudo é saber, em pouco tempo, quais áreas tem alta infestação. “Você dá uma amostragem e a gente sabe onde focar o trabalho”, diz.
Águas de Santa Bárbara
O maior índice de risco apontado pelo LIRAa na região está em Águas de Santa Bárbara. O percentual é de 8,9%. Os focos do mosquito Aedes aegypti foram encontrados nos quintais das casas visitadas.
De acordo com a Vigilância Sanitária, de janeiro até o fim de fevereiro dois casos suspeitos de dengue foram registrados. Eles só devem ser confirmados ou não após resultado do exame que sai em aproximadamente 15 dias.
O agente da vigilância, José Onofre Teodoro, também ressalta a importância do papel dos moradores no combate. “Os agentes não conseguem fazer a cada 15 dias a mesma casa, então, a população não pode esperar que o agente volte para fazer aquele trabalho que ela tem que fazer no dia a dia”, diz.
Itararé
Em Itararé, o índice de infestação chega a 5,9%, de acordo com o estudo do Ministério da Saúde. Segundo o chefe de divisão da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), Paulo Ribeiro da Silva, as mudanças climáticas podem ter influenciado na proliferação mosquito. “O nosso clima subiu dois graus e o verão está praticamente começando com muita chuva e calor. O mosquito quando chega em uma cidade é muito mais resistente que um pernilongo. Ele domina as outras espécies”, diz.
Na cidade, agentes percorrem terrenos baldios em busca de focos do mosquito. Nas casas também é feito o trabalho de conscientização. A diretora da Vigilância Sanitária e Epidemiológica, Gislene Fátima de Oliveira Konig, repete o pedido de atenção aos moradores para ajudar no controle do mosquito e, consequentemente, da dengue. “Se a pessoa, uma vez por semana, olhar seu quintal durante 10 minutos irá ajudar bastante. É um tempo pequeno e não vai deixar que, se exista um criadouro, o mosquito se prolifere”, diz.
Confira as cidades apontadas como em situação de risco para a dengue de acordo com o LIRAa:
Cidadeìndice
Águas de Santa Bárbara8,9%
Angatuba5,7%
Arandu4,9%
Boituva4,5%
Capão Bonito4,3%
Cerquilho4,2%
Itararé5,9%
Jumirim5%
Porangaba4,9%
Tatuí5,4%
Confira as cidades em alerta para o risco de dengue:

Cidadeìndice
Avaré2,3%
Campina do Monte Alegre1,7%
Guareí2,1%
Iaras3%
Itapeva1,7%
Manduri2,3%
Paranapanema2,6%
Pilar do Sul2,2%
São Miguel Arcanjo3,3%
Tietê2,3%

0 comentários:

Obrigado pelo seu Comentario, seja bem vindo !

Postagem mais recente Página inicial Postagem mais antiga