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Confira os destaques da Rádio Ideal Fm

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Procon lança cartilha com os direitos dos consumidores idosos.
Entrevista com Paulo Arthur Góes - Diretor-executivo do Procon-SP

São Paulo e Corinthians fazem clássico da rodada pelo Paulistão.

Arritmia cardíaca aumenta o risco de derrame cerebral. Entenda porquê.
Entrevista com Ricardo Pavanello - Cardiologista

Anac deve obrigar companhias aéreas a dar ajuda de custo de R0 por mala extraviada.

Desemprego sobe 5,6% em fevereiro, mostra IBGE.

PM realiza operação especial nas estradas paulistas durante o fim de semana prolongado.

Na medida certa, chocolate pode fazer bem à saúde.

Alckmin defende novas ações para acabar com as filas no porto de Santos.
Entrevista com Geraldo Alckmin - Governador de São Paulo

Ovos de Páscoa com brinquedos devem seguir as regras do Inmetro.
Entrevista com Alexandre Motonezi - Superintendente do Ipem

SP confirma a construção de centros para idosos em cerca de 200 municípios.
Entrevista com Rodrigo Garcia - Secretário de Desenvolvimento Social do Estado de SP

Nova lei vai garantir estabilidade para mulher que descobrir gravidez durante aviso prévio.

Delegado prende comerciantes que, pra se defender, colocaram fogo em ladrões.

Estudo sobre o DNA humano descobre falhas que podem causar câncer.

Comitê de Monitoramento do Setor Elétrico deve decidir, em abril, sobre o desligamento das usinas termelétricas.

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IPEM-SP alerta consumidores na compra de ovos de Páscoa e pescados congelados

23:01 Radio Ideal FM 0 Comentarios




Na semana em que se comemora a Páscoa, o IPEM-SP (Instituto de Pesos e Medidas do Estado de São Paulo) alerta o consumidor sobre o que deve ser observado na compra de chocolates e pescados, itens mais consumidos nesta época do ano.

Na compra de ovos de chocolate

- Se o ovo de chocolate traz brinquedo como brinde, verificar na embalagem se está estampada a frase "Atenção: contém brinquedo certificado no âmbito do Sistema Brasileiro da Avaliação da Conformidade". Também é obrigatória a indicação de faixa etária ou, se for o caso, uma frase que informe que não existe restrição de faixa etária. Somente essas informações garantem que o brinquedo passou por testes e não vai oferecer risco à criança.

- Ovos de chocolate, bombons, demais chocolates, colombas ou qualquer produto embalado deve apresentar, de forma clara, a indicação do peso líquido na sua embalagem. Esta indicação deve referir-se somente ao peso do produto, desconsiderando o valor da embalagem e dos brindes, se houver.

- A numeração dos ovos serve apenas como referência. Ou seja, não se pode dizer que um produto com numeração maior pesa mais, pois cada marca adota uma escala diferenciada de tamanho.

Na compra de pescados

- Se vai comprar peixe fresco em feira ou mercados, o consumidor deve acompanhar a pesagem do produto, que deve ser realizada à sua vista, bem como o momento de embalar.

- Caso o consumidor solicite que o peixe seja embalado com gelo para que fique protegido e preservado durante o trajeto para sua casa, deve ficar atento se o vendedor não o pesará depois de acrescentar o gelo. Quem compra deve pagar pelo peixe, não pelo gelo!

- Se vai comprar peixe em conserva, pré-embalado e congelado, o consumidor não tem como mensurar a quantidade exata do produto devido a presença da embalagem. De qualquer maneira, uma dica é solicitar a conferência do peso do produto numa balança do próprio estabelecimento, levando em conta o peso líquido do pescado mais o peso adicional da embalagem.

- Quando levar para casa um pescado com muito gelo, repare se ao prepará-lo, ele rende o mesmo tanto que o está habituado a consumir.

O consumidor que desconfiar ou encontrar irregularidades pode recorrer ao serviço da Ouvidoria do IPEM pelo telefone 0800-013-0522 , de segunda a sexta, das 8h às 17h, ou enviar e-mail para: ouvidor-ipem@ipem.sp.gov.br. A página do IPEM-SP no Facebook é www.facebook.com/ipemsp

Operações especiais

Somente neste mês, o IPEM-SP realizou duas operações especiais de Páscoa. A primeira, que aconteceu na primeira quinzena de março em todo o Estado, reprovou 23 (19,49%) dos 118 lotes de itens típicos da época, como ovos de páscoa, colombas e pescados glaceados (postas, filés, moluscos, crustáceos), pois o consumidor estava sujeito a não levar para casa a quantidade de produto pela qual pagou.

Em um dos pescados analisados, por exemplo, o peso estava 21,9% abaixo do estampado na embalagem. A lista de marcas com erros pode ser acessada aqui.

A segunda operação, nesta segunda quinzena, fiscalizou a presença das informações obrigatórias de certificação em 7.433 ovos de chocolate que traziam brinquedos como brinde em lojas da capital e interior. Não foram constatados erros.

IPEM-SP

O IPEM-SP é uma autarquia vinculada à Secretaria da Justiça e da Defesa da Cidadania do Governo do Estado de São Paulo e órgão delegado do Inmetro.

Com uma equipe de fiscalização formada por mais de 300 especialistas e técnicos, realiza em todo o Estado de São Paulo operações de fiscalizações rotineiras em balanças, bombas de combustíveis, medidores de pressão arterial, taxímetros, radares, capacetes de motociclistas, preservativos, cadeiras de carros para crianças, peças de roupa, cama, mesa e banho, botijões de gás, entre outros.

É seu papel também garantir que o consumidor leve para casa a quantidade exata de produto pela qual pagou.

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Francisco preside a Paixão. Na meditação, "a fé que vence o mundo"

22:56 Radio Ideal FM 0 Comentarios



REFLEXÃO
Conhecer Jesus significa conhecer também o mistério da cruz e a grande mensagem que esse mistério nos traz: Deus amou tanto o mundo que lhe enviou seu Filho Unigênito, não para condenar o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele, e ele derramou o seu próprio sangue derramado na cruz, fazendo-se oferenda perfeita para expiação dos nossos pecados. Conhecer Jesus através do mistério da cruz significa tornar-se capaz de fazer-se também oferenda a Deus, amando até o fim, tornar-se uma perfeita oblação a Deus pela salvação da humanidade e, hoje, tornar-se oblação é antes de tudo tornar-se um missionário da vitória do Cristo sobre o pecado e a morte.
COMEMORAÇÕES
Ordenação Episcopal
  • Dom Enemésio Angelo Lazzaris, FDP, Bispo de Balsas - MA
  • Dom José Valmor Cesar Teixeira, SDB, Bispo de Bom Jesus da Lapa - BA
NOTÍCIAS
Na tarde da Quinta-Feira Santa, 28 de março, o Papa Francisco celebrou a Santa Missa da Ceia do Senhor no Instituto Penal para Menores de Casal del Marmo, em Roma. Esta Missa é caracterizada pelo rito do Lava-pés. Com a celebração neste local, Francisco dá continuidade a uma tradição que assumiu quando ainda sacerdote. Em Buenos Aires, Bergoglio costumava celebrar esta Missa em prisões ou casas para pobres e marginalizados.
Para uma reflexão sobre o significado deste gesto, a Rádio Vaticano conversou com o Bispo responsável pela Pastoral Carcerária, Dom Pedro Luiz Stringhini, Bispo de Mogi das Cruzes (SP):
A Semana Santa é um momento tão importante na vida da Igreja, um momento tão importante para a vida dos cristãos católicos. É um retiro espiritual, como se costuma dizer. Celebramos os principais mistérios das passagens da vida do Cristo e o mistério da salvação: a paixão, a morte e a ressurreição do Senhor – o tríduo pascal é assim a maior festa litúrgica da Igreja Católica durante o ano.
Na Quinta-feira Santa, o Evangelho traz o texto do Lava-pés, ou seja, no fundo é a Igreja querendo ensinar que quem entendeu o significado da eucaristia deixado por Jesus, memorial da Páscoa, da Nova Aliança, quem celebra a eucaristia tem que se colocar a serviço e a serviço de modo humilde, e a serviço dos humildes e dos pequenos. E aí que entra a proclamação do Evangelho de João, capítulo 13, que é o texto do lava-pés – esta passagem tão bonita de Jesus, que antes de entregar sua vida quis realizar este gesto. Gesto simples, mas ao mesmo tempo tão contundente a ponto de S. Pedro não entender. Ou seja, quem celebra a eucaristia tem que se colocar a serviço, a serviço do mais humilde.
Este ano, a Festa da Páscoa coincide com a chegada de Francisco. Este Papa que nos surpreendeu vindo da América Latina, nos surpreendeu pelo nome que escolheu – é a primeira vez que um Papa se chama Francisco, evocando a figura de S. Francisco de Assim, que mais do que ninguém foi o santo que lavou mesmo os pés: ele foi abraçar o leproso, foi ao encontro dos mais pobres. Então tudo coincide e mais ainda o fato de que o Papa Francisco escolheu lavar os pés de jovens que estão privados da liberdade, em recuperação. Isso será um gesto muito profético. Vamos aprender com tudo isso, vamos aprender com o gesto de Jesus, que se repete na Igreja, e ao qual todos nós, cristãos, somos chamados a realizar e que o Papa Francisco está evidenciando.
E quando se trata da situação dos presos, dentro daquele espírito do Evangelho de Mateus, ‘estive preso e me visitaste’ – quando se fala desta situação, estamos diante da situação social mais grave. Porque uma coisa é socorrermos uma criança indefesa, todos nós gostamos de fazer isso, outra coisa é ir ao encontro daqueles que um dia praticaram atos contra a sociedade e que vivem numa situação muito precária, muito desafiadora.

Às 17h, (13h em Brasília), o Papa Francisco presidiu a celebração da Paixão do Senhor, na Basílica de São Pedro. O rito consiste na Liturgia da Palavra, seguida pela adoração da Cruz e a comunhão eucarística com hóstias consagradas no dia anterior, pois neste dia não é celebrado nenhum sacramento. É o único dia do ano em que a Igreja Católica no mundo inteiro não celebra a missa. Frei Raniero Cantalamessa, OFM, pregador oficial da Casa Pontifícia, fez a meditação intitulada “Justificados gratuitamente por meio da fé no sangue de Cristo”.
Abaixo, o texto integral:
“Todos pecaram e se privaram da glória de Deus, mas foram justificados gratuitamente pela sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus. Deus o predeterminou para a propiciação por meio da fé no seu sangue [...], para provar a sua justiça no tempo presente, a fim de que ele seja justo e justifique aquele que tem fé em Jesus" (Rm 3, 23-26).
Chegamos ao ápice do ano da fé e ao seu momento decisivo. Esta é a fé que salva, "a fé que vence o mundo" (1 Jo 5,5)! A fé – apropriação, pela qual tornamos nossa a salvação operada por Cristo e nos vestimos do manto da sua justiça. Por um lado, temos a mão estendida de Deus, que oferece a sua graça ao homem; por outro, a mão do homem, que se estende para recebê-la mediante a fé. A "nova e eterna aliança" é selada com um aperto de mão entre Deus e o homem.
Nós temos a possibilidade de tomar, neste dia, a decisão mais importante da vida, aquela que nos abre de par em par os portões da eternidade: acreditar! Acreditar que "Jesus morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para a nossa justificação" (Rm 4, 25)! Numa homilia pascal do século IV, o bispo proclamava estas palavras excepcionalmente contemporâneas e, de certa forma, existenciais: "Para cada homem, o princípio da vida é aquele a partir do qual Cristo foi imolado por ele. Mas Cristo se imola por ele no momento em que ele reconhece a graça e se torna consciente da vida que aquela imolação lhe proporcionou" (Homilia de Páscoa no ano de 387; SCh 36, p. 59 s.).
Que extraordinário! Esta Sexta-feira Santa, celebrada no ano da fé e na presença do novo sucessor de Pedro, poderá ser, se quisermos, o início de uma nova vida. O bispo Hilário de Poitiers, que se converteu ao cristianismo quando já era adulto, afirmava, ao repensar na sua vida passada: "Antes de te conhecer, eu não existia".
O necessário é apenas nos situarmos na verdade, reconhecermos que precisamos ser justificados, que não nos auto-justificamos. O publicano da parábola subiu ao templo e fez uma brevíssima oração: "Ó Deus, tem piedade de mim, pecador". E Jesus diz que aquele homem foi para casa "justificado", ou seja, transformado em homem justo, perdoado, feito criatura nova; cantando alegremente, penso eu, dentro do seu coração (Lc 18,14). O que ele tinha feito de tão extraordinário? Nada. Ele se colocou na verdade diante de Deus, e esta é a única coisa de que Deus precisa para agir.
***Como o alpinista que, superando uma passagem perigosa, faz uma parada para retomar o fôlego e admirar a paisagem que se abre à sua frente, assim o apóstolo Paulo, no início do capítulo quinto da Carta aos Romanos, depois de proclamar a justificação pela fé, escreve: “Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus graças a nosso Senhor Jesus Cristo, por meio de quem obtivemos acesso, pela fé, a esta graça na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus; não só isso, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência, e a paciência produz a experiência, e a experiência, a esperança. Ora, a esperança não nos decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5, 1-5).
Hoje, a partir de satélites artificiais, são tiradas fotografias infravermelhas de regiões inteiras da terra e de todo o planeta. Como é diferente a paisagem vista de cima, à luz desses raios, em comparação com o que vemos à luz natural e estando presentes no local! Eu me lembro de uma das primeiras fotos de satélite que correram o mundo, reproduzindo a península inteira do Sinai. As cores eram muito diferentes, eram mais evidentes os relevos e as depressões. É um símbolo. A vida humana, vista pelo infravermelho da fé, do alto do Calvário, também se mostra diferente de como é vista "a olho nu".
“Tudo”, dizia o sábio do Antigo Testamento, “acontece para o justo e para o ímpio... Percebi que, sob o sol, em vez da lei existe a iniquidade, e, no lugar da justiça, a maldade” (Eclesiastes 3, 16; 9, 2). Em todos os tempos, de fato, viu-se a maldade triunfante e a inocência humilhada. Mas para que não se pense que no mundo não há nada de fixo e de certo, observa Bossuet, às vezes se vê o oposto, ou seja, a inocência no trono e a maldade no cadafalso. Mas o que o Eclesiastes concluía? "Então eu pensei: Deus julgará o justo e o ímpio, porque há um tempo para cada coisa" (Eclesiastes 3, 17). Ele encontra o ponto de observação que devolve a paz à alma.
O que o Eclesiastes não podia saber, mas que nós sabemos, é que esse juízo já aconteceu: “Agora”, diz Jesus, caminhando para a sua paixão, “é o julgamento deste mundo; agora será expulso o príncipe deste mundo; e eu, quando for levantado da terra, atrairei todos para mim" (Jo 12, 31-32).
Em Cristo morto e ressuscitado, o mundo chegou ao seu destino final. O progresso da humanidade avança a um ritmo vertiginoso e a humanidade vê desenrolar-se, à sua frente, horizontes novos e inesperados, fruto das suas descobertas. Pode-se dizer, porém, que já chegou o fim do tempo, porque em Cristo, que subiu à direita do Pai, a humanidade encontrou o seu objetivo final. Já começaram os novos céus e a nova terra.
Apesar de toda a miséria, injustiça e monstruosidade na terra, ele já inaugurou a ordem definitiva no mundo. O que vemos com os nossos olhos pode nos sugerir o contrário, mas o mal e a morte foram, na verdade, derrotados para sempre. As suas fontes secaram; a realidade é que Jesus é o Senhor do mundo. O mal foi vencido radicalmente pela redenção que ele realizou. O novo mundo já começou.
Uma coisa, acima de tudo, parece diferente quando vista através dos olhos de fé: a morte! Cristo entrou na morte como se entra numa prisão escura, mas saiu dela pela muralha oposta. Ele não voltou por onde tinha entrado, como Lázaro, que tornara à vida para depois morrer de novo. Cristo abriu uma brecha para a vida que ninguém poderá fechar e pela qual todos podem segui-lo. A morte não é mais um muro contra o qual se parte toda esperança humana; ela se tornou uma ponte para a eternidade. Uma "ponte dos suspiros", talvez, porque ninguém gosta do fato de morrer, mas uma ponte, não mais um abismo que engole tudo. “O amor é forte como a morte”, diz o Cântico dos Cânticos (8,6). Em Cristo, ele é mais forte do que a morte!
Na sua "História Eclesiástica do Povo Inglês", Beda, o Venerável, relata como a fé cristã chegou até o norte da Inglaterra. Quando os missionários vindos de Roma chegaram a Northumberland, o rei do lugar convocou um conselho de notáveis para decidir se permitia ou não que eles divulgassem a nova mensagem. Alguns dos presentes foram a favor, outros contra. Era um inverno rigoroso, açoitado pela nevasca lá fora, mas a sala estava iluminada e aquecida. Em dado momento, um pássaro entrou por um buraco na parede, pairou assustado na sala e desapareceu por outro buraco, na parede oposta. Então, levantou-se um dos presentes e disse: “Rei, a nossa vida neste mundo é como aquele pássaro. Viemos não sabemos de onde, desfrutamos por um breve instante da luz e do calor deste mundo e depois desaparecemos de novo na escuridão, sem saber para onde estamos indo. Se estes homens podem nos revelar alguma coisa do mistério da nossa vida, devemos ouvi-los”.
A fé cristã poderia voltar ao nosso continente e ao mundo secularizado pela mesma razão por que já entrou nele antes: como a única que tem uma resposta segura para dar às grandes questões da vida e da morte.
***A cruz separa os crentes dos não crentes, porque, para alguns, ela é escândalo e loucura, e, para outros, é poder de Deus e sabedoria de Deus (cf. I Cor 1, 23-24). Em sentido mais profundo, ela une todos homens, crentes e não crentes. "Jesus tinha que morrer [...] não por uma nação, mas para reunir todos os filhos de Deus que andavam dispersos" (Jo 11, 51 s.). Os novos céus e a nova terra são de todos e para todos, porque Cristo morreu por todos.
A urgência decorrente de tudo isto é evangelizar: "O amor de Cristo nos impele, ao pensarmos que um só morreu por todos" (II Cor 5,14). Impele a evangelizar! Vamos anunciar ao mundo a boa notícia de que "não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo Jesus, porque a lei do Espírito que dá vida em Cristo Jesus nos libertou da lei do pecado e da morte" (Rm 8, 1-2).
Há um conto, do judeu Franz Kafka, que é um poderoso símbolo religioso e que assume um novo significado, quase profético, na Sexta-Feira Santa: "Uma Mensagem Imperial". Fala de um rei que, em seu leito de morte, chama um súdito e lhe sussurra ao ouvido uma mensagem. É tão importante aquela mensagem que ele faz o súdito repeti-la ao seu próprio ouvido. O mensageiro parte, logo em seguida. Mas ouçamos o resto da história diretamente do autor, com o tom onírico, de pesadelo, quase, que é típico deste escritor:
"Projetando um braço aqui, outro acolá, o mensageiro abre alas por entre a multidão e avança ligeiro como ninguém. Mas a multidão é imensa, e as suas moradas, exterminadas. Como voaria se tivesse via livre! Mas ele se esforça em vão; ainda continua a se afanar pelas salas interiores do palácio, do qual nunca sairá. E mesmo que conseguisse, isto nada quereria dizer: ele teria que lutar para descer as escadas. E mesmo que conseguisse, ainda nada teria feito: haveria que cruzar os pátios; e, depois dos pátios, o segundo círculo dos edifícios. Se conseguisse precipitar-se, finalmente, para fora da última porta - mas isso nunca, nunca poderá acontecer - eis que, diante dele, alçar-se-ia a cidade imperial, o centro do mundo, em que montanhas de seus detritos se amontoam. Lá no meio, ninguém é capaz de avançar, nem mesmo com a mensagem de um morto. Tu, no entanto, te sentas à tua janela e sonhas com aquela mensagem quando a noite vem".
Do seu leito de morte, também Cristo confiou à sua Igreja uma mensagem: "Ide por todo o mundo e pregai o evangelho a toda criatura" (Mc 16, 15). Ainda existem muitos homens que se sentam à janela e sonham, sem saber, com uma mensagem como a dele. João, como acabamos de ouvir, afirma que o soldado perfurou o lado de Cristo na cruz “para que se cumprisse a Escritura, que diz: Hão-de olhar para Aquele que trespassaram” (Jo 19, 37). No Apocalipse, ele acrescenta: “Eis que vem sobre as nuvens e todo olho o verá; até os mesmos que o trespassaram, e todas as tribos da terra se lamentarão por ele” (Ap 1,7).
Esta profecia não anuncia a última vinda de Cristo, quando já não for o tempo da conversão, mas do julgamento. Ela descreve, em vez disso, a realidade da evangelização dos povos. Nela ocorre uma vinda misteriosa, mas real, do Senhor que traz a salvação. O seu pranto não será de desespero, mas de arrependimento e de consolação. Este é o significado da profecia da Escritura, que João vê realizada no lado trespassado de Cristo, ou seja, o texto de Zacarias 12, 10: “Derramarei sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém o Espírito de graça e de consolação; eles olharão para mim , para aquele a quem trespassaram".
A evangelização tem uma origem mística; é um dom que vem da cruz de Cristo, daquele lado aberto, daquele sangue e água. O amor de Cristo, como o da Trindade, do qual é a manifestação histórica, é "diffusivum sui", tende a se expandir e chegar a todas as criaturas, "especialmente as mais necessitadas da sua misericórdia". A evangelização cristã não é conquista, não é propaganda; é o dom de Deus para o mundo em seu Filho Jesus. É dar ao Chefe a alegria de sentir a vida fluir do seu coração para o seu corpo, até vivificar os seus membros mais distantes.
Temos de fazer todo o possível para que a Igreja nunca se pareça ao castelo complicado e assombroso descrito por Kafka, e para que a mensagem possa sair dela tão livre e alegre como quando começou a sua corrida. Sabemos quais são os impedimentos que podem reter o mensageiro: as muralhas divisórias, começando por aquelas que separam as várias igrejas cristãs umas das outras; a burocracia excessiva; os resíduos de cerimoniais, leis e disputas do passado, que se tornaram, enfim, apenas detritos.
Em Apocalipse, Jesus diz que ele está à porta e bate (Ap 3,20). Às vezes, como foi observado por nosso Papa Francisco, não bater para entrar, mas batendo de dentro porque ele quer sair. Sair para os "subúrbios existenciais do pecado, o sofrimento, a injustiça, ignorância e indiferença à religião, de toda forma de miséria."
Acontece como em certas construções antigas. Ao longo dos séculos, para adaptar-se às exigências do momento, houve profusão de divisórias, escadarias, salas e câmaras. Chega um momento em que se percebe que todas essas adaptações já não respondem às necessidades atuais; servem, antes, de obstáculo, e temos então de ter a coragem de derrubá-las e trazer o prédio de volta à simplicidade e à linearidade das suas origens. Foi a missão que recebeu, um dia, um homem que orava diante do crucifixo de São Damião: "Vai, Francisco, e reforma a minha Igreja".
"Quem está à altura dessa tarefa?", perguntava-se o Apóstolo, aterrorizado, diante da tarefa sobre-humana de ser no mundo "o aroma de Cristo"; e eis a sua resposta, que é verdade também agora: "Não é que sejamos capazes de pensar alguma coisa como se viesse de nós; a nossa capacidade vem de Deus. Ele nos fez idôneos para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito, pois a letra mata, mas o Espírito dá vida" (II Cor 2, 16; 3, 5-6).
Que o Espírito Santo, neste momento em que se abre para a Igreja um novo tempo, cheio de esperança, redesperte nos homens que estão à janela a esperança da mensagem e, nos mensageiros, a vontade de levá-la até eles, mesmo que ao custo da própria vida.

O dia 26 de março ficou marcado de uma forma enaltecedora na Diocese de Marabá pela presença do clero, dos religiosos e das religiosas e do povo de Deus, por celebrar a missa dos santos óleos e por ser um dia de unidade de todos os representantes da Diocese.
Na parte da manhã, nós meditamos a importância da unidade em Cristo e na vida da Igreja. Nós fizemos um retiro. De tarde nós encaminhamos questões diocesanas e às 18hs nós tivemos a missa da quinta-feira santa, que é realizada em muitas dioceses na parte da manhã, mas que nós antecipamos para terça-feira, devido as distâncias.
Foram realizadas também a renovação das promessas sacerdotais e a benção dos santos óleos. O Bispo está feliz pela presença de todos e daqueles e daquelas que colaboraram em Curionópolis para que tudo saísse da melhor forma. Deus Uno e Trino seja louvado. Vivamos bem o sentido da semana santa, e todos tenhamos uma Feliz Páscoa.
Dom Vital CorbelliniBispo diocesano de Marabá
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"Entramos em um pequeno café, pedimos e nos sentamos em una mesa. Logo entram duas pessoas:
- Cinco cafés. Dois são para nós e três "pendentes".
Pagam os cinco cafés, bebem seus dois e se vão. Pergunto:
- O que são esses “cafés pendentes”?
E me dizem:
- Espera e vai ver.
Logo vêm outras pessoas. Duas garotas pedem dois cafés - pagam normalmente. Depois de um tempo, vêm três advogados e pedem sete cafés:
- Três são para nós, e quatro “pendentes”.
Pagam por sete, tomam seus três e vão embora. Depois um rapaz pede dois cafés, bebe só um, mas paga pelos dois. Estamos sentados, conversamos e olhamos, através da porta aberta, a praça iluminada pelo sol em frente à cafeteria. De repente, aparece na porta, um homem com roupas baratas e pergunta em voz baixa:
- Vocês têm algum "café pendente"?

Esse tipo de caridade, apareceu pela primeira vez em Nápoles. As pessoas pagam antecipadamente o café a alguém que não pode permitir-se ao luxo de uma xícara de café quente. Deixavam também nos estabelecimentos, não só o café, mas também comida. Esse costume ultrapassou as fronteiras da Itália e se difundiu em muitas cidades de todo o mundo." Dica do Julio Fontes do Coletividade
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O que dizer de um ser pequeno, que tem a metade do tamanho dos seres humanos adultos, que vive em uma toca aconchegante e acolhedora, que gosta de receber visitas, embora previamente agendadas, que...

Um blog para quem ama livros, literatura, livreiros, resenhas e indicações dos melhores escritores da literatura estrangeira e nacional.

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O vereador Douglas Mateus Monari Baptista (PSDB), de 37 anos, da Câmara de Itapetininga, a 170 km de São Paulo, foi preso na quarta-feira (27), acusado de participação no estupro coletivo de uma adolescente de 15 anos.
De acordo com a Polícia Civil, o crime ocorreu no último dia 6, quando a menina foi levada para uma chácara, dopada e violentada. A violência sexual foi filmada por um dos participantes.
Em seguida, ainda inconsciente, a vítima foi abandonada num terreno baldio. Ensanguentada, ela foi socorrida por moradores.
Além do vereador, foram presos Bruno Vinicius Rosinha da Silva, de 18 anos, e o comerciante Sandro César Curcio, de 32. Todos foram levados para o Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tremembé.
Um adolescente de 17 anos que filmou as cenas está recolhido na unidade local da Fundação Casa. O vereador negou participação no crime. A investigação apurou que Douglas alugou a chácara onde ocorreu o estupro, no bairro Monte Santo, e levou para lá todos os envolvidos, inclusive a garota. O vereador é acusado de ter embriagado a menor e, assim que o crime começou a ser investigado, ter coagido testemunhas.
A adolescente conhecia alguns dos envolvidos, por isso teria aceitado o convite para ir a um churrasco. Quando percebeu que era a única mulher no local, ela pediu para ir embora, mas não foi atendida. A adolescente apontou Sandro e Bruno como autores da violência sexual. Ela não sabia que o estupro tinha sido filmado. A polícia encontrou as imagens no celular do adolescente.
A delegada Leila Tardelli, da Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), entendeu que todos os acusados tiveram participação no crime. Eles vão responder a processo pelos crimes de estupro de vulnerável e corrupção de menores.
Familiares do vereador disseram que ele não estava no local quando teria ocorrido a violência sexual contra a menor. Um advogado foi contratado para tentar obter a liberdade provisória do acusado. Os advogados dos outros suspeitos não foram localizados.
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O empresário Antônio Romano Tamer Schincariol, de 34 anos, sobrinho-neto do vice-presidente da República Michel Temer, assassinado no dia 19 deste mês, em Tietê, na região de Sorocaba, foi morto por uma dívida de R$ 300, segundo a Polícia Civil. Dois supostos autores do crime, João Augusto Teixeira, 32 anos, e Fábio Aparecido de Souza, de 30, ambos residentes na cidade, tiveram as prisões temporárias decretadas, mas estão foragidos. O delegado seccional de Sorocaba, Marcelo Carriel, anunciou nesta quinta-feira o esclarecimento do caso.
Segundo ele, os dois acusados estiveram no estabelecimento de Schincariol, uma oficina de máquinas de terraplenagem, para cobrar a dívida referente à venda de um par de óculos de sol. Nesse momento, a vítima chegou de carro e, ao reconhecer o veículo dos cobradores, deu meia-volta. De acordo com o delegado, os dois o perseguiram e Fábio teria disparado um único tiro com uma pistola de calibre 9 mm. A bala perfurou a porta do veículo e atingiu o empresário na altura da axila. Ele morreu na hora. O carro, desgovernado, bateu em outro veículo e subiu na calçada.
A polícia apurou que João e a vítima haviam entrado em luta corporal em dezembro, em razão dessa dívida. Ao ser detido para investigação, João alegou que não estava na cidade no dia do crime. Ele foi liberado. A polícia descobriu depois que seu carro foi flagrado por uma câmera de monitoramento, naquele dia, próximo do local do crime. Os dois suspeitos saíram da cidade no início das investigações. João já foi processado por estelionato e Fábio cumpriu pena por tráfico de entorpecentes. A polícia emitiu mandados de captura, mas espera que eles se apresentem
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Todos Pela Educação
28/03/2013 - O Estado de S.Paulo (SP)
Opinião: O MEC deve desculpas aos estudantes 
"Estamos assistindo a um espetáculo que mostra o improviso, a incúria técnica e o desrespeito com que o Ministério da Educação (MEC) decide a sorte de milhões de estudantes Brasil afora", afirma José Serra
Todos Pela Educação
28/03/2013 - O Globo (RJ)
PF apura denúncia de discriminação racial contra índios em escola do Mato Grosso do Sul 
Diretor teria expulsado alunos alegando que eram "sujos e fedidos"; ele nega 
Todos Pela Educação
28/03/2013 - O Globo (RJ)
Encontro d'O Globo discute impacto da tecnologia na Educação 
Primeiro de uma série de debates em faculdades foi realizado na ESPM 
Todos Pela Educação
28/03/2013 - Folha de Boa Vista (RR)
Cantinas nas escolas preocupam pais
Alguns estabelecimentos ainda comercializam produtos proibidos
Todos Pela Educação
28/03/2013 - Folha de Boa Vista (RR)
Opinião: Educando para ser feliz
"Estamos vivendo um momento revolucionário em termos de Educação", afirma Afonso Rodrigues de Oliveira
Todos Pela Educação
28/03/2013 - Diário do Nordeste (CE)
Jornal na Sala de aula leva crianças ao cinema
Experiência foi inédita para muitos dos alunos, que assistiram ao filme "O Reino Gelado" em tecnologia 3D
Todos Pela Educação
27/03/2013 - Portal NE10
Após solicitação de Mendonça, Câmara pede explicações a ministro sobre avaliações das redações do Enem
Deputado federal requisitou informações sobre os critérios utilizados na correção das redações
Todos Pela Educação
27/03/2013 - Portal Porvir
Tecnologia em sala de aula não é suficiente no Brasil, diz pesquisador 
Especialista defende o uso de toda e qualquer tecnologia na sala de aula, desde que os professores estejam preparados 


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Falta um mês: candidatos que não votaram nas três últimas eleições também devem regularizar título

21:36 Radio Ideal FM 0 Comentarios




Falta exatamente um mês para o fim do prazo – 25 de abril – para que os eleitores que não votaram e não justificaram a ausência nas três últimas eleições compareçam ao cartório eleitoral e regularizem sua situação junto à Justiça Eleitoral. A medida também vale para aqueles que pretendem se candidatar às eleições gerais de 2014. Quem não o fizer terá o título eleitoral cancelado.
O eleitor que não regularizar a sua situação eleitoral sofre uma série de restrições, entre elas, não pode se candidatar a cargo eletivo. De acordo com a Lei das Eleições (Lei nº 9.504/1997), entre outros documentos, o pedido de registro de candidatura deve conter a certidão de quitação eleitoral.
A certidão de quitação eleitoral certifica a plenitude do gozo dos direitos políticos, o regular exercício do voto, o atendimento a convocações da Justiça Eleitoral para auxiliar os trabalhos relativos ao pleito, a inexistência de multas aplicadas, em caráter definitivo, pela Justiça Eleitoral e não remitidas, e a apresentação de contas de campanha eleitoral.
Eleitores faltosos
Até esta segunda-feira (25), 20.860 (1,377%) eleitores que não votaram e não justificaram a ausência nas três últimas eleições já regularizaram a situação junto à Justiça Eleitoral em todo o país, do total de 1.514.622 eleitores na mesma situação.
O eleitor que não regularizar a sua situação eleitoral sofre uma série de restrições, entre elas, não poder ser candidato a cargo eletivo, não poder tirar passaporte, realizar concurso público e nem se matricular em instituição de ensino público.
O eleitor que tiver o nome incluído na relação que a Justiça Eleitoral divulgou em fevereiro deste ano deverá comparecer ao cartório eleitoral até o dia 25 de abril para regularizar sua situação, portando documento oficial com foto, título eleitoral, comprovantes de votação, de justificativa eleitoral e de recolhimento ou dispensa de recolhimento de multa.
A Justiça Eleitoral ressalta que não será expedido qualquer tipo de notificação ao eleitor, seja de forma impressa (correspondência) ou eletrônica (e-mail), sobre a situação do título. O não comparecimento ao cartório eleitoral para comprovação do exercício do voto, da justificativa de ausência ou do pagamento das multas correspondentes implicará o cancelamento automático do título de eleitor, que será efetivado de 10 a 12 de maio de 2013.
Se um eleitor deixou de votar no primeiro e no segundo turno de uma mesma eleição, já serão contadas duas eleições para efeito de cancelamento. Além disso, poderão ser contadas faltas às eleições municipais, eleições suplementares e referendos. Não serão computadas as eleições que tiverem sido anuladas por determinação da Justiça.
Os eleitores no exercício do voto facultativo – menores de 18 anos, maiores de 70 anos e os analfabetos – não serão identificados nas relações de faltosos. As pessoas com deficiência para as quais o cumprimento das obrigações eleitorais seja impossível ou extremamente oneroso também não terão o título cancelado.
O eleitor no exterior que deseja regularizar a sua inscrição eleitoral deverá comparecer à repartição consular ou Embaixada do Brasil que atenda a sua localidade. O interessado deve portar documento oficial de identificação, ou comparecer a qualquer cartório eleitoral ou central de atendimento ao eleitor, quando retornar ao Brasil.
A atualização cadastral acontece sempre no ano posterior às eleições – ou seja, nos anos ímpares – e é um dos primeiros passos para a depuração do colégio eleitoral brasileiro com vista à eleição seguinte.
Números por Estado
Maior colégio eleitoral do Brasil, o Estado de São Paulo registra o maior número de eleitores que poderão ter o título cancelado, um total de 372.441. Em seguida aparece o Rio de Janeiro, com 145.867, e Bahia, quarto colégio eleitoral do país, com 132.503.
Entre os municípios, São Paulo (capital) também se destaca com o maior número de eleitores irregulares passíveis de cancelamento do título: 117.996 no total. Em segundo lugar está a cidade do Rio de Janeiro, com 46.462, e, em terceiro, Salvador, com 39.302.
As capitais com menos faltosos são Goiânia-GO e Aracaju-SE (4), Maceió-AL (5) e Curitiba-PR (7). Porto Velho não tem nenhum faltoso.
Eleições anteriores
A atualização cadastral ocorre sempre no ano posterior às eleições. Em 2011, 1.395.334 eleitores tiveram seus títulos cancelados por não terem votado nem justificado a ausência nas três últimas eleições realizadas até 2010.
Em 2009, o total de títulos cancelados foi de 551.456, isso para os eleitores que completaram, nas eleições municipais de 2008, três eleições sem votar ou justificar a ausência. Em 2007, 1.640.317 documentos foram cancelados.
Em 2006, ano posterior ao referendo realizado em 2005, a Justiça Eleitoral retirou dos seus cadastros 569.899 títulos eleitorais. Já em 2005, foram cancelados 1.081.721 documentos, após o registro das ausências ao pleito de 2004.
BB/LC

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Asilo de Alienados São Vicente de Paula, no Ceará do Século XIX: Entre Fontes e Teoria Fonte: http://artigos.psicologado.com/psicopatologia/saude-mental/asilo-de-alienados-sao-vicente-de-paula-no-ceara-do-seculo-xix-entre-fontes-e-teoria#ixzz2OyjlMUsw Psicologado - Artigos de Psicologia Siga-nos: @Psicologado no Twitter | Psicologado no Facebook

21:32 Radio Ideal FM 0 Comentarios



A loucura dentro, de uma perspectiva historiográfica no Ceará, referente ao século XIX, enfrenta dificuldades de natureza fundamentalmente documental e não mais teórico-metodológica. Teoricamente, existe uma ampla bibliografia que trata de questões conceituais em torno da figura do louco e da loucura e seus embates políticos e sociais que nos permite compreender uma rede de representações e tensões culturais do período. Nesse sentido, Foucault, Goffmam, Harris, Castel, são alguns dos nomes que ofereceram uma larga contribuição na historiografia ocidental. Em termos de historiografia brasileira, Maria Clementina, Vera Portocarrero, Magali Engels e Isaias Pessotti também enriqueceram o debate. Entretanto, quando nos debruçamos na investigação documental é que ocorrem os enfrentamentos maiores.
Segundo o atual Diretor do Hospital São Vicente de Paula, Coronel Bonfim, em conversa informal realizada em 2005, o hospital passou por uma de suas maiores reformas estruturais durante o Regime Militar, com a perspectiva de ampliar e melhorar o atendimento ao paciente com sofrimento mental. Tal reforma pode ter ocasionado, por sua vez, a destruição de documentos essenciais para reconstrução da historicidade do Hospital, no advento de sua inauguração e nas décadas posteriores, prejudicando na preservação de sua memória. Os prontuários, por exemplo, uma grande ferramenta para compreensão do perfil e do tipo de atendimento dado aos pacientes que ingressavam no Hospital foram completamente destruídos. A ausência deste registro de memória se, por um lado dificulta a reconstrução de dada época, por outro, poderia ser problematizada a partir de sua própria destruição. Coincidência ou não, os Hospitais Psiquiátricos durante a década de 1960 foram alvos de profundas críticas e denúncias de segmentos sociais em geral e médicos, especificamente, conhecido como a Reforma Anti-manicomial. Esta poderia ser uma das muitas hipóteses que justifica a ausência de documentos internos do Hospital.
Historiograficamente, tal situação provoca uma profunda lacuna na investigação porque dificulta a compreensão de quem eram os homens e mulheres considerados alienados no Ceará no Século XIX. Contudo, a prática historiográfica ensina que o exercício de garimpagem dos variados materiais documentais é realizado nas entrelinhas e nos cruzamentos de informações. Este artigo propõe-se a reconstruir uma parte da História da Loucura no Ceará deste período através da inauguração do primeiro hospital voltado para a alienação, o Asilo de Alienado São Vicente de Paula, como forma de responder às questões preliminares como: quem eram os indivíduos considerados alienados e quais interesses e relações de poder estiveram inseridos no asilo de alienados.    
Construído em 1886, o Asilo de Alienado São Vicente de Paula atendeu a uma ampla demanda correspondente a toda a Província do Ceará. Localizado no distrito de Porangaba inicialmente denominado de Arronches, ele representava um lugar estratégico, pois o distrito representava uma ponte entre Fortaleza e o Sertão. A questão da espacialidade da construção do asilo torna-se uma problemática importante a ser destacada para analisarmos as redes de relações sociais da época.
Fortaleza, como capital da Província, concentrou desde sua colonização vários centros de poder como o pelourinho, a cadeia pública e a câmara municipal. Todos eles estavam situados em um mesmo espaço, que corresponde ao atual centro da cidade, no raio de abrangência que compreende desde o cemitério São João Batista até aproximadamente a Praça Coração de Jesus e circunvizinhanças. Esta área é considerada pela historiografia o coração da cidade não só pelo sentido político-administrativo, mas pelas práticas cotidianas, tendo em vista a sociabilidade intensa de lazer e comércio exercida pela circulação de indivíduos de várias condições sociais. O que não significa dizer, entretanto, que aqueles de menor ou quase nenhuma situação financeira, fossem tolerados. Em períodos críticos vivenciados pela seca, eles representavam incômodo às elites, como ocorreu na seca de 1877-79.
A construção do Asilo de Alienados estava situada em outra perspectiva espacial. Localizada a 7 km e 200 metros ao sudoeste de Fortaleza, Arronches na década de 1870 ainda conservava traços culturais de uma aldeia indígena e era considerada distante de sede da Província. Através de narrativas de contemporâneos como a crônica de Antônio Bezerra e a poesia de Juvenal Galeno, a localidade era destacada por seu ambiente agradável e bucólico destacando-se, neste cenário, a Lagoa de Parangaba.
Poderíamos estabelecer uma relação entre a escolha do local para a construção do asilo no Ceará com um discurso médico construído em fins de Século XVIII, levando em conta a Historiografia que analisa a atuação e o discurso de Pinel sobre a questão do tratamento que deveria ser oferecido ao louco, o qual ressalta a necessidade de um espaço propício à cura. Ou seja, Segundo Robert Castel (1978, p.61), Pinel reforçava o argumento através do qual era fundamental para o processo de cura de alguns pacientes a construção de um Hospital que oferecesse um clima de harmonia e bem-estar, em contato inclusive com a natureza. Nesse sentido, o Asilo São Vicente de Paula parecia atender as expectativas de um novo modelo de tratamento em que substituía as antigas correntes que aprisionavam os loucos, ou ainda que os isolavam em celas, para uma nova perspectiva de contato do mesmo com uma natureza, terapeuticamente saudável.
Entretanto, a realidade cearense apresentava um elemento essencial e diferencial que permite analisarmos esta problemática. Na década de 1870, o Governo Provincial, juntamente com segmentos particulares, iniciou um projeto de maior integração política e comercial entre Fortaleza e o Sertão, através da construção da Estrada de Ferro de Baturité (EFB). A intenção original da Estrada de Ferro era ligar a Capital à região da Serra de Baturité, grande produtora de café e outros gêneros alimentícios. Entretanto, em 1874, ampliaram-se seus objetivos e o prolongamento da Estrada de Ferro estendeu-se até extremo Sul do Ceará (FERREIRA, 1989, p. 33).
Desta forma, se durante grande parte de sua história, Fortaleza se organizou política e socialmente em contato com o litoral, agora com a possibilidade de aumentar o comércio interno e externo da Província, ela se voltava para o Sertão. Os primeiros trilhos erguidos e inaugurados corresponderam ao trecho Fortaleza-Arronches. O distrito de Arronches, onde se situava o Asilo São Vicente de Paula, era um caminho de ligação entre duas realidades, a do Sertão e a da Capital. Estas, por sua vez, se encontravam dramaticamente em determinados episódios como os ocasionados pelas secas, as quais provocaram grande número de problemas sociais, com os chamados retirantes da seca, que se concentravam em Fortaleza.
Naquela datada de 1877-79, o grande número de indigentes, órfãos e prostitutas crescente pela cidade, representando um caos, levou o governo provincial, em articulação com os segmentos das elites política, comercial e religiosa, à construir instituições ligadas à assistência e proteção a infância, mendicidade e loucura. É nesse sentido, que durante a década de 1880 surgiram, respectivamente, a Colônia Christine, o Asilo de Mendicidade e o Asilo de Alienado São Vicente de Paula. Muitos desses indigentes e pobres em geral tornaram-se o público alvo do Asilo de Alienados.
Apesar de sua construção datar da década de 1880, há, desde a primeira metade da década de 1870 registros sobre a necessidade da criação de um asilo para alienados. Em 1874, o Visconde de Cauhipe, pessoa de grande reputação entre seus pares, tendo exercido as funções como Tenente Coronel e Vice-Provedor da Santa Casa de Misericórdia, demonstrou interesse em construir um espaço destinado aos loucos depois de ter contemplado, errante e perseguida, andrajosa e faminta, uma pobre louca nas ruas d’esta cidade. Para Guilherme Studart, o asilo de alienados foi producto de sua creação.
Surgia assim a idéia de construção de um local para abrigar loucos para a província, o que não era algo inovador ou extemporâneo à realidade nacional, tendo em vista que o primeiro asilo com tal finalidade já tinha se efetivado ainda na década de 1850, quando da construção do Hospital D. Pedro II. Antes da construção do Asilo de Alienados São Vicente de Paula, os loucos ficavam espalhados em outros espaços. Via de regra, em Fortaleza, quando não estavam vagando a esmo pelas ruas da cidade, estavam concentrados na Cadeia Pública ou na Santa Casa de Misericórdia. Desta forma, o perfil essencial do alienado no Ceará em fins de Século XIX era o indigente e o criminoso.
As fontes trabalhadas, sobretudo a dos jornais, cumprem em parte a função dos prontuários inexistentes que retratamos anteriormente, principalmente no que se refere ao público internado no asilo de alienados. Nesse sentido, O Libertador e O Cearense noticiaram pequenas notas em que demonstravam serem os indigentes e as pessoas em geral das classes menos favorecidas o público alvo do Asilo. A questão da alienação enquanto tema abordado nas fontes apresenta-se de maneira pontual e descontínua. Ela aparece diluída nos episódios cotidianos da cidade e da província, não se constituindo em um material volumoso ou permanente. Mesmo em épocas de flagelo em que a sociedade presenciou casos de situações limites, podendo ser nomeadas de alienação, a documentação ainda é residual. Contudo, foi através dos episódios da seca de 1877-79 a partir de seus efeitos de grande caos social que, não só o asilo tornou-se uma necessidade, como outras instituições com o mesmo perfil.
A partir daqui é importante destacar quais os interesses que levaram à construção do Asilo de Alienados São Vicente de Paula. Mas, para isso convém situarmos a questão da loucura dentro de uma perceptiva ampla da época, no cenário mundial e brasileiro, para observarmos as singularidades do caso cearense.
Nas obras de Castel, Foucault, Goffman e Pessotti, observamos uma vasta produção discursiva localizada a partir de fins do Século XVIII e durante todo o século XIX, em que tanto os segmentos médicos como jurídicos objetivavam compreender essencialmente a nosologia da loucura e suas formas de tratamentos. Nesse, sentido a grande produção de textos médicos, bem como a realização de Congressos, fizeram parte de discursos acentuadamente polêmicos envolvendo a Medicina e a Jurisprudência, além de outras áreas do conhecimento humano como a Antropologia. Termos como monomania, desenvolvido por Esquirol ou discussões estabelecidas por Pinel sobre as causas da alienação comofatores morais ou orgânicos geravam publicações e debates no meio acadêmico.
No Brasil, Rio de Janeiro, Pernambuco, Salvador e São Paulo foram locais onde também se produziu um ambiente de discussão entre os setores médicos, seja através de instituições como as Faculdades de Medicina e Direito, seja na realização de Congressos, como o de Pernambuco, realizado em 1909, onde foram discutidos os estigmas físicos da Antropologia Criminal de Lombroso (ANTUNES, 1999).
Assim, tanto a historiografia mundial como a brasileira, inserem a temática da loucura dentro de uma perspectiva de disputas de saberes e poderes de médicos e juristas, entre outros segmentos sociais. Esse cenário muda radicalmente quando colocamos a questão da loucura numa perspectiva da província cearense.
É bastante significativo observar que meses antes da inauguração do Asilo de Alienados São Vicente de Paula, não havia ainda sido contratado um médico alienista para dirigir o Asilo. Também é significativo analisar que o médico que cumpriu a função de diretor foi um clínico geral, não tendo uma formação ou especialização em Psiquiatria. Estes indícios permitem-nos analisar que os espaços de disputa de poderes observados por uma historiografia mais geral não se fazia presente da mesma forma no Ceará. Entretanto, não queremos afirmar que não houvesse um cenário de poderes no que se refere à tutelagem do louco no Ceará. Ele havia, mas estava situado em outra direção.
O Asilo de Alienados São Vicente de Paula, desde sua inauguração até hoje, estava sob a administração direta da Santa Casa de Misericórdia. E com tal vinculação, ele atendeu a outras demandas e interesses sociais. Uma instituição com finalidade médica, como um Hospital Psiquiátrico, veiculada a uma instituição religiosa não era uma prática rara no Brasil. Ao contrário, o próprio Hospital de Alienados Dom Pedro I, no momento de sua inauguração e durante anos, pertenceu à Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro. Entretanto, internamente, houve, durante os últimos anos do fim do Império, conflitos entre dois segmentos: os médicos, que reivindicavam a separação do Hospital da Santa Casa de Misericórdia do Rio de Janeiro, e as freiras que administravam-na. O clima de tensão tornou-se mais evidente em 1882, quando o médico Nuno de Andrade foi demitido da direção do serviço sanitário do Hospício de Pedro II, por criticar o poder e as funções exercidas pelas irmãs de caridade, propondo ao hospital uma nova regulamentação (ENGELS, 2001, p. 241).
No Ceará, não apenas não há registro de conflitos ou indisposições entre os poderes médicos e religiosos, como a Igreja Católica – através das Irmandades – possuía maior poder que a própria figura do médico. Numa perspectiva de identificarmos quais sujeitos ou agentes tornavam-se peças chaves quanto às responsabilidades pelo Asilo de Alienados São Vicente de Paula poderíamos destacar a figura do Vice-Provedor da Santa Casa de Misericórdia de Fortaleza. Foi o Capitão Manoel Francisco da Silva Albano, que em 1875, doou um terreno na estrada Empreitada de Arronches para a construção do edifício o Asilo de Alienados São Vicente de Paula e que esteve na comissão cujo objetivo era examinar o andamento dos serviços de construção do asilo. Foi também o Vice-Provedor da Santa Casa de Misericórdia o responsável pelo ingresso de uma mulher considerada alienada naquela instituição. E, no Relatório da Santa Casa, ele situou o vínculo estreito desempenhado pelos setores da igreja e da medicina na condução administrativa do Asilo São Vicente de Paula quando fez menção à atuação das Congregações de São Vicente de Paula que estavam inseridas no mesmo cenário filantrópico ocupado pelo asilo de alienados.
O Asilo de Alienados São Vicente de Paula possuía uma ligação fundamentalmente dependente da ação exercida pela Religião Católica no Ceará, não somente porque sua administração esteve ligada à Santa Casa de Misericórdia, mas também porque esta fez parte de um conjunto de práticas assistencialistas e caritativas condizentes com as realizadas pelas Congregações ou Conferências Vicentinas que surgiram na Província. Em Fortaleza, a primeira Conferência Vicentina datou de 1882. Mas, a cada ano, o Barão de Studart noticiava (1896) a instauração de dezenas em todo o Ceará.
Numa perspectiva de contribuir para o fortalecimento de um ambiente católico e filantrópico do Ceará, o Barão de Studart atuou ativamente na fundação de dezenas Congregações de São Vicente de Paula, inclusive presidindo o Conselho Central da Sociedade Vicentina, no longo período correspondente entre 1889 a 1931. Um dos objetivos das Congregações Vicentinas foi a divulgação do ensino do catolicismo, auxiliando as vocações religiosas na província cearense. Nesse sentido, fundaram-se instituições como escolas primárias, bibliotecas e instituições de saúde. Mas, instituições voltadas para a saúde também foram um foco das Confrarias como podemos inserir o Asilo São Vicente de Paula, freqüentemente nomeadas de obras pias.
Barão de Studart tornou-se uma figura emblemática na relação entre religião e medicina, conciliando suas atividades médicas e cristãs. Então estudante da Faculdade de Medicina na Bahia, em fins dos anos 1870, Guilherme de Studart participou da criação de uma sociedade vicentina em Salvador. Finalizando seus estudos e voltando para o Ceará, empenhou-se na fundação de dezenas de Congregações Vicentinas (AMARAL, 2002, p. 22). Além da fundação das Sociedades Vicentinas, o Barão de Studart criou e presidiu o Círculo Católico de Fortaleza. (BARREIRA, 1956; PAIVA, 1956; AMARAL, 2002). Como médico, presidiu a Ordem Médica Brasileira na Seção Ceará, em 1902. Antes disso, em fins dos anos 1870, após receber o título de doutor, Studart voltou a Fortaleza e exerceu a função de médico durante a seca de 1877-79, atuando contra os quadros alarmantes da epidemia de varíola. Com o término da seca, esteve presente no ato de solenidade de inauguração e foi um dos colaboradores do asilo para alienados  É a partir da estreita relação entre os setores da igreja e da medicina nos anos antecedentes à construção do Asilo São Vicente de Paula até as primeiras décadas do século XX que cabe questionar então acerca de qual lugar social ocupava o asilo na província do Ceará e qual importância foi conferida àquela instituição.
As práticas no Ceará apresentaram singularidades, diferenciando-se de uma nova configuração de poder que se instituía neste mesmo período nos grandes debates médicos. Um sentido mais de permanência que de ruptura das antigas estruturas de tratamento dado aos pobres doentes marca os discursos e práticas em torno do Asilo de São Vicente de Paula e o lugar da alienação no Ceará aproxima-se mais de um discurso caritativo assistencialista que laico ou médico.


Fonte: http://artigos.psicologado.com/psicopatologia/saude-mental/asilo-de-alienados-sao-vicente-de-paula-no-ceara-do-seculo-xix-entre-fontes-e-teoria#ixzz2OyjdwSa5
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