Noticias do dia 04 de Fevereiro de 2013 Prefeito abre mão do salário para construção de casas populares

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Não se deve negar a Steven Spielberg a capacidade de fazer o espectador deslumbrar-se com o que vê na tela. Faz o super-espetáculo se tornar, de fato, superlativo. Tudo em “Lincoln” é grandioso – da enorme figura de Abraham Lincoln (Daniel Day-Lewis), os imensos campos de batalha, as multidões nas ruas, aos extensos espaços da Casa Branca por onde ele se desloca. Tudo para dotar o personagem título da aura de líder e herói incontestável da libertação dos escravos estadunidense. Mas é então que começam os problemas deste incorreto drama-histórico.

Spielberg baseou-se na obra de Doris Kearns Goodwin, “Grupo de Rivais – O Gênio Político de Abraham Lincoln” (em tradução livre) e no roteiro do dramaturgo Tony Kushner, John Logan e Paul Webb para estruturar sua narrativa sobre as táticas e articulações do presidente republicano para abolir a escravatura e pôr fim à Guerra Civil nos EUA (1861/1865), que matou 970 mil soldados. Ele é o centro irradiador desta epopéia, cujo objetivo é glorificá-lo, negligenciando o importante e decisivo papel da Sociedade Antiescravista Norte-americana. 

Esta organização dirigida pelo movimento afrodescendente, tendo como principais lideranças o escravo fugido Frederick Douglass e Isabella, conhecida como Sojourner Truth (Verdade Passageira), deu continuidade à luta iniciada durante a Guerra da Independência, no século XVIII. Em 1830 já existiam 50 grupos de afroabolicionistas. “Os negros estiveram em ação em todos os cenários de operação durante a Guerra Civil” (1). Neles ecoou o protesto de George Moses Horton, no poema Hope of Liberty (“Esperança de Liberdade”), que, desde 1829, se espalhara pelo País: “Mandem a Escravidão esconder sua face desvairada, E o Barbarismo fugir; Desprezo ver a triste ignomínia/Na qual estou escravizado” (2).

Spielberg simplifica a obra de Kearns

Este movimento, cujos jornais difundiam suas idéias pelo Norte e Sul, foi, com o apoio dos abolicionistas brancos, o esteio que sustentou nas ruas, nas fazendas e nas fábricas as articulações políticas de Lincoln em Washington. Não foi mero espectador da luta pela abolição da escravatura nos EUA, onde à época existiam dois milhões de cativos. Spielberg reduziu a obra de mais de 900 páginas de Kearns Goodwin ao embate Lincoln com os republicanos e democratas escravocratas para dar densidade dramática ao filme. O que pretende é mostrar a sagacidade, a matreirice e o gênio tático-articulador do republicano Lincoln (1809/1864), mesmo que o aliciamento dos parlamentares para aprovar a 13ª Emenda fosse pouco ético.

Numa eficiente síntese, Spielberg o faz dizer que pretendia asfixiar as tropas sulistas fazendo aprovar no Congresso a abolição da escravatura e, então, exigir a rendição delas. E ao invés de mostrá-lo tenso, ansioso, Spielberg flagra os parlamentares se digladiando, enquanto ele está calmo, brincando com o filho menor ou tratando de assuntos conjugais com a primeira dama Mary (Sally Field). Parece que nada mais ocorria no País, salvo a guerra incruenta no Sul e suas articulações na Casa Branca. Na verdade, havia uma disputa entre a burguesia industrialista do Norte e os latifundiários do Sul.

Em “Da Escravidão À Liberdade – A História do Negro Americano” (3), os professores John Hope Franklin e Alfred A. Moss, Jr. explicitam esta disputa: “Pouco depois da guerra de 1812, o seccionalismo ficou evidente quando o Norte se voltou para a manufatura e o Sul, ainda ligado a uma civilização agrícola, veio a compreender claramente que os interesses das duas secções se tornavam antagônicos”. Era uma questão que interessava aos afrodescendentes, pois a vitória do Norte estava atrelada à sua libertação.

Racismo volta com Tea Party

Spielberg já havia se incursionado pelo tema da escravidão em dois filmes: “A Cor Púrpura”, baseado no livro de Alice Walker, sobre as relações entre afros, e em “Amistad” que também aborda a abolição. Embora no primeiro os afros sejam protagonistas, no segundo eles são coadjuvantes. Agora isto se repete. Só ganham alguma relevância na curta sequência em que o soldado e o cabo afros dialogam com Lincoln sobre a participação deles na guerra contra os 11 estados confederados. Mesmo assim quem domina a cena é o presidente não eles. Os demais afros são meros figurantes.

Tanto o “Lincoln”, de Spielberg, quanto o “Django Livre”, de Quentin Tarantino, são uma tentativa de discutir a persistência do racismo nos EUA, em meio à pressão da direita republicana e sua facção raivosa Tea Party contra o presidente afro Barack Obama. Este, mesmo mantendo as políticas imperialistas, com limitadas reformas sociais, não é aceito por eles. Mas Spielberg, ao contrário de Tarantino, que explode a casa-grande, não quis cutucá-los, preferiu beatificar Lincoln.

(1) “Da Escravidão À Liberdade – A História do Negro Americano”, John Hope Franklin/ Alfred A. Moss, Jr, Nórdica, 1989, pág.217;

(2) Idem, idem, pág. 183;

(3) Idem, idem, pág. 176.

“Lincoln”. 
Drama-histórico. 
EUA/Índia. 2012. 153 minutos. 
Música: John Willians. 
Fotografia: Janusz Kaminski. 
Roteiro: Tony Kushner, John Logan, Paul Webb, baseado na obra de Doris Kearns Goodwin, “Grupo de Rivais – O Gênio Político de Abraham Lincoln”. 
Direção: Steven Spielberg. 
Elenco: Daniel Day-Lewis, Sally Field, Tommy Lee Jones, David Strathairn.
Por: Cloves Geraldo
Jornalista e cineasta, dirigiu os documentários "TerraMãe", "O Mestre do Cidadão" e "Paulão, lider popular". Escreveu novelas infantis,  "Os Grilos" e "Também os Galos não Cantam".



Deputado anuncia CPI para investigar TV Globo no Paraná


que eu queria pescar uma sardinha, mas caiu na minha rede um tubarão. Telefonei há pouco ao deputado Fábio Camargo, do PTB, com o intuito de saber sobre a posse de seu pai, desembargador Clayton Camargo, na presidência do Tribunal de Justiça do Paraná (TJ). O moço refugou. Ele disse que não gostaria de comentar os bastidores da cerimônia, que inclui caneladas no presidente da Assembleia, o tucano Valdir Rossoni, por conta do ineditismo: o pai presidente do TJ e o filho exercendo mandato parlamentar.
Pois bem. O deputado não quis falar sobre o TJ, mas abriu a caixa de ferramenta contra o grupo Rede Paranaense de Comunicação (RPC), que tem como carros-chefes o jornal Gazeta do Povo e a emissora de tevê afiliada à Rede Globo. A empresa tenta monopolizar a informaçãono estado.
Fábio Camargo informou que vai protocolar na terça-feira (5), na Assembleia, um pedido para abertura da “CPI da Globo”. Segundo o parlamentar, “o objetivo será investigar as relações promíscuas entre o grupo RPC e a Câmara Municipal de Curitiba”.
O deputado afirma que tem em mãos relatório do Tribunal de Contas do Estado (TCE) condenando o grupo de comunicação a devolver R$ 3 milhões ao legislativo municipal. “Na terça, da tribuna da Assembleia, eu vou detalhar mais essa ação criminosa da Globo no Paranᔑ adiantou.
A troca de pontapés entre Fábio Camargo e a Gazeta do Povo/RPC começou em novembro de 2012, quando os veículos de comunicação do grupo o apontaram como o parlamentar mais faltoso da Assembleia.




Prefeito abre mão do salário para construção de casas populares


Geraldo Martins, prefeito eleito em Barro Alto, a 246 quilômetros da capital Goiânia, irá cumprir a promessa de campanha e doar os R$ 13,5 mil da remuneração como prefeito. O dinheiro será usado para a construção de moradias populares na cidade goiana.
Martins, eleito pelo PT, é procurador aposentado e usou a doação de salário como uma de suas promessas de campanha. Ao final de quatro anos de mandato, Martins iria receber o equivalente a R$ 640 mil. Com o montante, serão construídas 16 casas para famílias carentes na cidade de Barro Alto.
O assunto chama a atenção na pequena cidade de oito mil habitantes. A decisão foi oficializada em decreto do Executivo, sendo assinado pelo próprio prefeito. Segundo a medida, o dinheiro deverá ser disponibilizado para a secretaria de Habitação de Barro Alto. Gostou da atitude do prefeito? 


Estão abertas as inscrições para a EJA municipal em Boituva, SP

Programa é voltado para quem não concluiu Ensino Fundamental.
Prazo segue até o dia 4 de fevereiro nas escolas cadastradas.



As inscrições para as aulas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) estão abertas até o dia 4 de fevereiro em Boituva (SP).
O projeto é voltado para adultos e jovens com mais de 15 anos que não tiveram a oportunidade de concluir os estudos do Ensino Fundamental.
Confira as escolas onde é possível se inscrever:
Ensino Fundamental 1Ensino Fundamental 2
Escola João Pastre, localizada na rua Professora Célia Vercellino, 965, Jardim Santa CruzEscola Esmeralda Bertolli Labronici, localizada na avenida Brasil, 05, no Centro.
Escola Coronel José de Campos Arruda Botelho, localizada na rua São João, 126, no Centro.Escola Professora Terezinha Elizabeth Sarubbi Sebastiani, localizada na rua Antonio Penatti, 100, Parque Novo Mundo
Escola Professora Eney de Oliveira Moraes Campos, localizada na rua Orlando Maciel de Lima, 901, Parque Novo Mundo. 





No ato da inscrição o candidato deverá apresentar seus documentos pessoais e o comprovante de escolaridade. Mais informações podem ser obtidas nos locais de inscrição, ou pelo telefone (15) 3363-8640.


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