Candidatos a cargo de jornalista na USP reclamam de irregularidades e pedem investigação do MP

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Convocados pelos editais nº 002/2012 e 003/2012, os candidatos às vagas para cargos de jornalistas na USP pediram neste mês que o Ministério Público investigue o processo de andamento do concurso. De acordo com as informações do grupo, supostas irregularidades foram encontradas.

No último dia 2, após o pedido dos jornalistas, o Ministério Público de São Paulo publicou no Diário Oficial estadual procedimento preparatório para inquérito civil de improbidade administrativa referente aos dois concursos públicos realizados pela Superintendência de Comunicação Social da Universidade de São Paulo (SCS-USP) em 2012. No edital de 002/2012, uma vaga na carreira do Grupo Superior S1 A - Jornalista (Mídias Audiovisuais) foi oferecida. No outro, 003/2012, três vagas na carreira do Grupo Superior S1 A - Jornalista (Mídias Impressas/Online) constavam na lista. Em todos os casos, os melhores avaliados assumiriam as funções para ganhar R$ 6.040,48.

O pedido enviado ao Ministério Público de São Paulo foi assinado por 23 pessoas. Elas apontam que ao menos cinco funcionários da SCS participaram do concurso, sendo que quatro deles ocupam cargos de chefia dentro da universidade. Os requerentes também falam sobre as questões da prova, que são supostamente “não inéditas”, sendo, assim, retiradas e copiadas de outros materiais educativos.

“Outro ponto importante no pedido de investigação diz respeito a uma das questões da prova dissertativa do concurso 003/2012, na qual era solicitada a elaboração de uma matéria sobre a excelência acadêmica da USP com base em dados fornecidos na própria prova. No dia da realização, 2 de dezembro, o Jornal Online da USP, veículo de comunicação da SCS, publicou às 15h58, um especial jornalístico sobre o mesmo tema ‘Excelência sob os olhares do mundo’. No dia seguinte, o especial passou a ter circulação impressa por meio do Jornal da USP”, diz o texto enviado por Danilo Bueno, um dos profissionais que assinou o pedido enviado ao MP.

Sobre o caso, a USP informou, por meio da assessoria de imprensa, que “a elaboração, organização e desenvolvimento do referido processo seletivo seguiram todas as normas legais e administrativas que regem o serviço público” e que a “procuradoria Geral da Universidade prestará os devidos esclarecimentos ao Ministério Público”.

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