Traficante se passava por religioso para evitar suspeitas Entre as apreensões havia armas, munições, drogas e mais de R$ 46 mil

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Uma denúncia anônima apontando que um indivíduo procurado pela Justiça estaria comercializando entorpecentes em sua casa, levou equipes do 1º Pelotão da Força Tática da Polícia Militar até a Vila Barão, no início da tarde de ontem. Dois homens e uma mulher, suspeitos de integrarem uma facção criminosa, acabaram presos e com eles foram encontradas armas, munições, diversos produtos eletrônicos, drogas e até Bíblias. Em dinheiro, provavelmente adquirido com as vendas ilegais, o trio havia acumulado mais de R$ 46 mil.

No endereço, localizado sobre uma igreja evangélica da rua Benedito Clemente de Souza, os militares encontraram Cláudio Gonçalves, 47 anos, Jéssica Patielle Custódio Primo, de 19, grávida de cinco meses, e o companheiro dela, Joseilton de França Oliveira, de 34, vulgo “JF”, que era o procurado pela Justiça. Os três estavam preparando porções de crack para o tráfico, quando foram flagrados pelos militares.

De imediato os agentes deram voz de prisão ao trio e em buscas pelos cômodos apreenderam três armas de calibre 38, uma pistola 380, duas espingardas de calibre 12 e uma de pressão, e ainda uma arma falsa, feita de madeira; além de 16 munições de calibre 38, 14 de calibre 40, 8 de 12, 50 de 45, uma de calibre 9mm, uma de 22, 14 de cartucheira calibre 36 e dessas quatro estavam deflagradas. Uma das espingardas era guardada, desmontada, dentro de um violão.

Doze aparelhos celulares, três aparelhos de som automotivo, um notebook, duas balanças digitais, quatro estiletes, duas máquinas ninja, e duas Bíblias também foram apreendidos. Os livros sagrados, inclusive, eram usados pelo denunciado para passar a impressão de bom vizinho religioso e não levantar suspeitas, informaram os PMs. Durante a prisão, vizinhos diziam não acreditar que “JF” fosse traficante.

Também havia na casa três pedras brutas de crack, uma quantidade da mesma droga em forma de pasta-base e meio tijolo de cocaína. De acordo com as equipes que fizeram as prisões, o trio utilizava um Honda Civic e um Fiat Uno para fazer as entregas dos entorpecentes. Os carros também foram apreendidos, assim como R$ 46.540 em dinheiro, provavelmente, oriundos do crime. Questionados sobre as apreensões, eles negaram a propriedade.

CRIMES ANTERIORES – “JF” chegou a apresentar RG e carteira de habilitação falsos, porém os policiais encontraram o documento verdadeiro e, em pesquisa, constataram que ele era procurado pelo crime de roubo. 

Oliveira é ainda suspeito de ter envolvimento em um homicídio ocorrido em Votorantim, em janeiro de 2012. Entre as apreensões, uma matéria jornalística informando sobre a morte de um motorista assassinado, na Vila Nova, em Votorantim, há um ano. Conforme os PMs, o texto era mantido como troféu pelo traficante.

Gonçalves também já tinha passagem pela polícia, por ter cometido homicídio, e Jéssica tinha a ficha criminal limpa. O trio foi conduzido, junto às apreensões, ao plantão policial norte, onde foram indiciados. Jéssica seria recolhida à cadeia feminina de Votorantim e os dois homens, ao Centro de Detenção Provisória (CDP).


São Paulo comemora aniversário com operação especial da PM 

A Polícia Militar montou um esquema especial de policiamento para garantir a segurança e maior fluidez nos 22 mil km de rodovias estaduais durante o feriado dos 459 anos da cidade de São Paulo, comemorado hoje. A operação teve início às 14 horas de ontem e se estende até às 23h59 deste domingo.

A “Operação Aniversário de São Paulo” é realizada em parceria com a Secretaria Estadual de Logística e Transportes, Departamento de Estradas e Rodagens (DER), Desenvolvimento Rodoviário S/A (Dersa), Agência Reguladora de Serviços Públicos e as concessionárias de rodovias.

REFORÇO NO EFETIVO – Para atender à demanda, policiais rodoviários que trabalham na parte administrativa irão atuar nas rodovias durante os três dias e haverá redução de folga para este feriado para reforçar a fiscalização nas estradas. Todos os cinco batalhões do policiamento rodoviário participam da ação. Além disso, a operação conta com a participação do Comando de Policiamento de Choque, Grupamento Aéreo e das unidades de policiamento territorial.

VIATURAS E BAFÔMETROS – Para a operação, os policiais terão à disposição cerca de 700 viaturas, entre carros e motos, aeronaves, 349 etilômetros, os “bafômetros”, 125 radares portáteis para a fiscalização de velocidade e binóculos. 

O monitoramento das rodovias também será feito por intermédio das câmeras dos Centros de Controle Operacional das Concessionárias (CCO) e da Central de Operações e Informações (COI) do Departamento de Estrada e Rodagem (DER). 

Os policiais farão uso do Sistema Inteligente de Fiscalização, 93 radares inteligentes, os quais estão instalados em 42 pontos do Estado. Esses radares estão integrados a um sistema que permite a interligação de informações de diversos bancos de dados, promovendo o monitoramento dos veículos e facilitando o trabalho da Polícia Rodoviária.

ÁLCOOL X TRÂNSITO – Com o objetivo de reduzir o número de acidentes e de vítimas, os policiais darão atenção especial à fiscalização do consumo de bebidas alcoólicas nas Operações Direção Segura (ODS) promovidas pela Polícia Militar, nas fiscalizações de rotina e nos atendimentos de possíveis acidentes de trânsito. 

A PM alerta que o motorista flagrado dirigindo sob a influência de álcool será apenado com multa de R$ 1.915,40, retenção do veículo e suspensão do direito de dirigir por 12 meses, além de responder criminalmente pela sua conduta, dependendo das circunstâncias, com pena de detenção de seis meses a três anos. 


Ordem da PM em Campinas causa polêmica no governo

Um comandante da Polícia Militar em Campinas determinou, em uma ordem assinada em dezembro de 2012, que seus agentes abordassem indivíduos de "cor parda e negra" em rondas na região de Taquaral. A medida, divulgada na quarta-feira pelo jornal Diário de São Paulo, provocou polêmica devido à discriminação da cor das pessoas suspeitas de assaltos naquela área. 

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) manifestou-se sobre o assunto ontem e considerou que o caso não indica racismo, por se tratar apenas da caracterização física de um grupo específico de supostos criminosos e que, se fosse o caso, ela poderia indicar um suspeito loiro ou asiático.

"O que houve foi um assalto ocorrido num bairro. Você tem um suspeito feito pelas características. É como se dizer: 'Olha, teve um assalto aqui e o suspeito é um loiro, uma pessoa loira, ou o suspeito é uma pessoa japonesa, asiática'. Enfim, o suspeito era uma pessoa de cor parda", disse Alckmin. "Mas (esse foi) um caso específico, onde havia um suspeito. Não há nenhuma forma de discriminação", ressaltou o governador, acrescentando que, se fosse constatado preconceito, a punição seria rigorosíssima.

Mas representantes de entidades de direitos humanos, como a Educafro, enxergam discriminação na medida. A entidade entregou na mesma quarta-feira à Secretaria da Segurança Pública (SSP) uma carta em que cobra explicações sobre a ordem emitida pelo capitão Ubiratan Beneducci, comandante da 2ª Companhia do 8º Batalhão da PM em Campinas.


Traficante ‘Nem da Rocinha’ é condenado a 12 anos de prisão

O juiz Marcel Laguna Duque Estrada, da 36ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, condenou na quarta-feira Antônio Francisco Bonfim Lopes, o “Nem da Rocinha”, a 12 anos de prisão em regime fechado e mil dias-multa por tráfico de drogas. Já Anderson Rosa Mendonça, o “Coelho”, chefe do tráfico do Morro do São Carlos, no Estácio, zona norte do Rio, foi absolvido por falta de provas. Os dois pertencem à facção Amigos dos Amigos (ADA), segundo o Ministério Público carioca (MP-RJ).

Nesse processo, a dupla respondia pela "prática reiterada de aquisição, do transporte e fornecimento de insumos ou produtos químicos destinados a preparação de substância entorpecente (cloridrato de cocaína)". O processo teve início após a Polícia Civil do Rio descobrir, em 30 de agosto de 2007, um laboratório de refino de cocaína na Favela da Rocinha, na zona sul do Rio, então dominada por “Nem”.

Foram apreendidos produtos químicos e insumos para a produção de cocaína, bem como outros materiais para a produção da droga (bacia, holofote, liquidificadores, lâmpadas especiais, etc).

A denúncia do MP diz ainda que em razão das constantes operações policiais que se realizavam na comunidade da Rocinha e por restarem em evidência na mídia, os líderes da ADA determinaram a remoção do laboratório para o Morro do São Carlos, localizado no bairro do Estácio. 

Na ocasião, a comunidade era controlada por “Coelho” e Rogério Rios Mosqueira, o “Roupinol”, morto em março de 2010. Após cerca de dois meses, narra a denúncia do MP, a estrutura foi novamente transferida para a Rocinha porque, no entendimento da cúpula da ADA, o São Carlos não oferecia a segurança necessária para a manutenção do laboratório, não só contra as ações policiais, como também contra ataques de outras organizações criminosas.

Em 2009, a Polícia Civil voltou a estourar dois laboratórios de refino de cocaína na Rocinha, em 25 de março e 3 de junho. Atualmente, “Nem” e “Coelho” estão na Penitenciária Federal de Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. Os dois foram presos em novembro de 2011, dias antes da ocupação da Favela da Rocinha pelas forças de segurança. A favela, a maior da zona sul da cidade, possui hoje uma Unidade de Polícia Pacificadora (UPP).

PESOU E BATEU – O motorista de um caminhão caçamba levou um grande susto na tarde de ontem quando, ao passar sob o pontilhão da praça da Bandeira, região central da cidade, o veículo enroscou e empinou a cabine amassando-a do lado do passageiro. O motorista explicou que seguia pela avenida Dr. Afonso Vergueiro, no sentido do bairro, e por falha mecânica o sistema ativou a alavanca da caçamba, que estava vazia, e a ergueu, levando-a a enroscar no pontilhão. Isso fez com que a caçamba fosse empinada até bater nos trilhos. Ninguém ficou ferido.

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