Gilberto Abrão, autor da Primavera Editorial, é eleito patrono da 30ª Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo

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 Autor da obra “Mohamed, o latoeiro” – romance publicado pela Primavera Editorial –, Gilberto Abrão foi eleito, por voto popular, patrono da 30ª edição da Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo. Coordenado pela Secretaria de Cultura da cidade gaúcha, o evento será realizado de 23 de novembro a 2 de dezembro e deve reunir 70 mil pessoas no Centro Municipal de Cultura (Rua Engenheiro Ignácio Plangg, Novo Hamburgo).
Conhecido por transpor para a ficção a cultura árabe, a história de vida de Gilberto Abrão é digna de romance. Aos 10 anos foi enviado ao Líbano pelos pais para estudar o idioma árabe e aprender mais sobre a cultura e a religião muçulmana. Educado em dois mundos distintos, o árabe e o brasileiro, o autor usou sua história de vida para compor personagens como Mohamed, um jovem imigrante sírio que chega ao Brasil no início do século passado. A obra foi adaptada para o teatro pelo ator Yunes Chami com direção de Bernardo Galegari.
São Paulo, 10 de outubro de 2012 – Autor conhecido por construir um retrato emocionante da imigração árabe no Brasil – as marcas na cultura brasileira, os amores e dilemas de imigrantes que enriqueceram a cultura do país –, o escritor Gilberto Abrão será patrono da 30ª Feira Regional do Livro de Novo Hamburgo. Eleito por voto popular, Abrão participará da extensa programação da feira, que deve reunir mais de 70 mil pessoas de 23 de novembro a 2 de dezembro no Centro Municipal de Cultura (Rua Engenheiro Ignácio Plangg). Lançado no mercado literário pela Primavera Editorial em 2009, aos 66 anos, Gilberto Abrão está consolidando a carreira de autor. Recentemente, a obra Mohamed, o latoeiro foi adaptada para o teatro por Yunes Chami e Bernardo Galegari; a peça está percorrendo todo o país.
A trajetória de vida de Gilberto Abrão é digna de um romance. Educado em um bairro simples de Curitiba, habitado por imigrantes poloneses, ucranianos, italianos, alemães e alguns sírio-libaneses, aos 10 anos Gilberto Abrão foi enviado pelo pai ao Líbano com a missão de aprender o idioma árabe, a cultura e a religião muçulmana. “Voltei aos 14 anos, fui estudar à noite e trabalhar durante o dia. O colégio não tinha boa fama, pois aceitava alunos já crescidos, rejeitados ou expulsos de outras escolas. No entanto, o prédio anexo à escola abrigava a Faculdade de Direito de Curitiba, onde acompanhei brilhantes conferências de renomados intelectuais e políticos, de diferentes vertentes e posições partidárias, das décadas de 1950 e 1960”, detalha o autor. “Rato de biblioteca”, Abrão leu os grandes clássicos da literatura nacional e mundial – de Machado de Assis a Franz Kafka – além velhos jornais de Angola e Moçambique.
Em 1962, o autor se alistou como voluntário das Forças de Emergência das Nações Unidas para guarnecer as fileiras de soldados que atuavam na fronteira entre o Egito e Israel. Por ser fluente em árabe e inglês permaneceu por 14 meses na Faixa de Gaza. Apaixonado por uma gaúcha, retornou a Curitiba em janeiro de 1965 para lecionar inglês em uma grande escola de idiomas. No ano seguinte, após obter o licenciamento para abrir uma franquia dessa escola de inglês, migrou para a cidade de Novo Hamburgo (RS). No início da década de 1970 iniciou o “namoro” com a literatura ao colaborar com o jornal Zero Hora, no qual publicava crônicas e contos na colunaSol e Chuva. “Até me aventurei a tecer comentários políticos e tive a honra de ser censurado pela direção do jornal, que nessas ocasiões colocava anúncios em substituição à coluna”, conta. Em 2012, o autor lançou a obra O muçulmano e a judia pela Companhia Editora Nacional.
Mohamed, o latoeiro
Mohamed Ibrahim Othman é latoeiro, mas poderia ser pastor de cabras, vendedor de frutas, mascate. Longe de ser um herói, o protagonista é um homem com profundas contradições e dilemas; uma pessoa que traz as marcas da transição de uma sociedade conservadora para uma estrutura social contemporânea, globalizada. A história de Mohamed se passa no cotidiano, espaço e tempo em que amamos, temos filhos, fazemos amigos e nos separamos. O ponto de partida é o vilarejo natal, onde a vida era regrada pelas tradições familiares e árabes. Ao chegar no Ocidente, o protagonista se depara com uma realidade muito diferente da relatada por parentes que já viviam aqui. Diante do desafio de conseguir algum tipo de trabalho, Mohamed fez de tudo um pouco até estabelecer-se como latoeiro. Conforme os anos iam passando, a saudade da família na Síria só aumentava o desejo de voltar para o local da infância. Entretanto, atrelado ao dia a dia, foi criando raízes na nova terra e misturando a cultura árabe com a brasileira.

PRIMAVERA EDITORIAL
Com a proposta de ser uma “butique de livros”, a Primavera Editorial estimula o hábito da leitura com conteúdos prazerosos, inteligentes e instrutivos. Investir em novos autores nacionais e estrangeiros tem sido uma das estratégias adotadas pela editora. Com diferentes linhas editoriais como romances históricos e sociais, ficção brasileira e estrangeira e policiais, as obras editadas são associadas à inovação e ao pioneirismo dos conteúdos, além da qualidade da produção gráfica.
As obras de ficção oferecem a possibilidade de “viver emoções” que não fazem parte do “enredo” cotidiano dos leitores; os livros publicados pelos selos EDU, BIZ e PSI são instrumentos de aprimoramento pessoal e profissional. A Primavera Editorial é presidida por Lourdes Magalhães.

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