Alimentos biofortificados na merenda escolar

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Alimentos mais nutritivos, com conteúdo aumentado de alguns nutrientes relacionados a problemas nutricionais pelas suas deficiências na dieta comum das populações, estão sendo inseridos no cardápio da merenda escolar de escolas da rede pública dos estados de Minas Gerais, Sergipe e Maranhão. São os chamados alimentos biofortificados, que possuem concentrações aumentadas de ferro, zinco e vitamina A. Para falar sobre o Projeto Biofortificação, o Prosa Rural desta semana convidou a cientista de alimentos da Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), Maria Cristina Dias Paes.
“No Projeto Biofortificação, o que tem sido feito é o melhoramento das plantas, no sentido de obter, por exemplo, no grão de milho, na batata-doce, na abóbora, no feijão e no arroz quantidades aumentadas daqueles nutrientes que são importantes para a saúde humana”, destaca a especialista que, durante sua participação no programa, detalha os processos de pesquisa dentro do projeto.
Em mais de sete anos, pesquisadores de onze unidades da Embrapa já conseguiram obter mandioca e batatas-doce com altos teores de betacaroteno, um composto que é convertido em vitamina A no corpo humano (pró-vitamina A), além de cultivares de arroz, feijão e feijão-caupi com maiores teores de ferro e zinco. Aos poucos, essas variedades estão chegando aos roçados das comunidades rurais e escolas de Sergipe, Maranhão e Minas Gerais.
O projeto brasileiro de biofortificação de alimentos – BioFORT – trabalha o melhoramento genético convencional de alimentos básicos como arroz, feijão, milho, mandioca, feijão-caupi, batata-doce, abóbora e trigo. O objetivo é obter alimentos com maior teor de ferro, zinco e pró-vitamina A para ajudar no combate à anemia e à deficiência de vitamina A – hipovitaminose A, que podem ocasionar baixa resistência do organismo e problemas de visão.
“Em populações onde são consumidos somente alimentos básicos, como o feijão, o arroz e o milho, existem situações onde as pessoas apresentam deficiências de ferro – o que causa a anemia, e de vitamina A – que em seu grau mais elevado pode vir a causar a cegueira em crianças. Portanto, se conseguirmos fornecer alimentos que contribuam para a prevenção dessas doenças ou que ajudem a tratá-las, teremos um ganho significativo”, afirma Maria Cristina.
Quem também participa do Prosa Rural desta semana é o técnico da Emater de Capim Branco, em Minas Gerais, Adenilson de Freitas. Na entrevista concedida ao programa, ele explica como os agricultores estão realizando o plantio desses alimentos biofortificados, dentre eles a batata-doce, o milho, a mandioca e o feijão.
Segundo a secretária municipal de Educação desse município, Francesca Chiara Reis Sanches, o objetivo é fazer com que a prefeitura adquira esses produtos diretamente de agricultores familiares para oferecer na merenda. No total, poderão ser beneficiados cerca de mil alunos de cinco escolas públicas da cidade.
Outras cidades de Minas também começam a manifestar interesse em levar os alimentos biofortificados para programas semelhantes, em que crianças poderão ser beneficiadas. É o caso de Patrocínio, no Alto Paranaíba.
Produtos derivados e embalagens que conservam os nutrientes também estão sendo desenvolvidos. O BioFORT é coordenado pela Embrapa Agroindústria de Alimentos (Rio de Janeiro-RJ) e conta com as seguintes Unidades da Empresa: Embrapa Milho e Sorgo (Sete Lagoas-MG), Arroz e Feijão (Santo Antônio de Goiás-GO), Cerrados (Planaltina-DF), Semi-Árido (Petrolina-PE), Soja (Londrina-PR), Hortaliças (Brasília-DF), Meio-Norte (Teresina-PI), Mandioca e Fruticultura (Cruz das Almas-BA), Trigo (Passo Fundo-RS) e Tabuleiros Costeiros (Aracaju-SE).
O BioFORT está ligado ao programa HarvestPlus que forma e financia redes internacionais de pesquisa em biofortificação de alimentos na América Latina, Ásia e África.
Saiba mais sobre esse assunto no Prosa Rural, programa de rádio da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária – Embrapa, vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento. O programa conta com o apoio do Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.
Embrapa Milho e Sorgo / Emater-MG

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