A importância social das rádios comunitárias

14:03 Radio Ideal FM 0 Comentarios





Radiodifusão comunitária apresenta programa a candidatos a prefeito para melhorar a comunicação em São Paulo

Rádios comunitárias autorizadas a funcionar na capital paulista – 34 ao todo, das quais 28 já estão em operação – encaminharam e aguardam resposta de candidatos a Prefeito de São Paulo, de aprovação de um programa para o desenvolvimento da modalidade e setores conexos a partir de janeiro do próximo ano.
O programa visa tornar São Paulo uma comunidade interativa, onde todos os interessados podem participar dos processos comunicativos, com mais liberdade e igualdade de condições, de acordo com o novo conceito da interatividade que torna coletiva a produção da comunicação social e que se universaliza rapidamente.
Cópias do programa para a radiodifusão comunitária em São Paulo foram encaminhadas aos prováveis candidatos dos partidos de maior peso político e mais considerados como  futuro vitorioso eleitoral, elegendo um de seus candidatos: – Celso Russomano, Fernando Haddad, Gabriel Chalita, Netinho e Paulinho da Força.
Itens do programa
Primeiro – Promoção de nova votação e consequente instalação do Conselho de Radiodifusão Comunitária de São Paulo – ConRadCom, conforme projeto de lei do vereador José Américo Dias, já uma vez aprovado pela Câmara Municipal, por unanimidade. A proposta da Câmara Municipal foi vetada pelo atual prefeito.
Segundo – Aprovar e promulgar a Lei de Fomento à Produção Musical  e à Radiodifusão Comunitária, para a implementação de projetos culturais locais, mediante as entidades artísticas e de radiodifusão comunitária, segundo projeto de lei do jornalista e líder político vereador José Américo, um dos autores das leis de fomento ao teatro e à dança..
Terceiro – Incluir as Rádios Comunitárias, de modo justo, equânime, no rol das mídias veiculadoras de publicidade e mensagens institucionais da Prefeitura Municipal, iniciando com a destinação de ao menos 10% (dez por cento) das verbas oficiais, mediante a forma de “apoio cultural”, conforme regra de lei federal.
Quarto – Retomar a proposta da internet gratuita no Município de São Paulo, acrescentando – ao conjunto das mídias paulistanas, inclusive web rádios, web televisões e  pequenos jornais e revistas e jornais de bairro –  um importante reforço para a digitalização das relações de Cidadania na capital paulista.
Quinto – Promover a objetivação do Art. 17 das Disposições Transitórias da Lei Orgânica municipal: “manter, em caráter fundacional, o serviço de radiodifusão sonora e de sons e imagens [rádio e tevê], com caráter educativo e artístico, informativo e cultural e com participação do Poder Público e da sociedade em sua gestão e controle, na forma da lei.”
Sexto – Estimular e apoiar a formação de redes de “comunicação interativa” nas Administrações Regionais do Município, a partir das 34 rádios comunitárias autorizadas, reunindo os meios locais de comunicação e lideranças sociais em defesa dos interesses públicos de cada região, como o desenvolvimento local sustentável.
Oportunidade
Essas medidas, uma vez aprovadas por aquele que se tornará o futuro prefeito paulistano, serão suficientes para apoiar São Paulo em sua vocação e caminho de comunidade  interativa, atendendo a fortes demandas sociais explícitas  que podem ser atendidas pelos  recursos tecnológicos e financeiros disponíveis.
Destacam-se, por exemplo, a notável demanda social por interatividade pública, para a qual é de grande utilidade a nova Lei do Acesso à Informação, assim como a incansável busca pessoal de informações pertinentes ao mundo da vida das Cidadãs e Cidadãos, e, ainda, o irreprimível movimento coletivo pelo exercício da liberdade de expressão e da  igualdade.
Do mesmo modo, já se tornou banal a enorme disponibilidade de dispositivos comunicacionais (Brasil tem hoje 194 milhões de telefones celulares para 185 milhões de habitantes). Assim também, há enxurradas de informação em movimento, enquanto as falsidades e as  barreiras do segredo são derrubadas.
Afortunadamente, a mentalidade interativa, e sua comunicação, já predomina nas casas, nas famílias, nas escolas, nos bares, nas ruas, no trabalho, nos afetos e lazeres –  mas não ainda nos palácios políticos –, vindo ao encontro dessas ideias que é preciso de formalizar e efetivar, para maior integração social e mais desenvolvimento para a Cidade de São Paulo.

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