UFMA e Abraço firmam parceria pela democratização do conhecimento

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Um diálogo entre as redes que não obedecem a nenhuma agenda corporativa, onde internautas são livres para se comunicar e desenvolvedores são livres para utilizar, adaptar e aperfeiçoar códigos e conteúdos. Entrevista com Pedro Noel, da Rede Global Square, rumo ao Fórum Mundial de Mídia Livre
Paralelamente à realização da Rio+20 e da Cúpula dos Povos, acontecerá nos dias 16 e 17 de junho o II FMML (Fórum Mundial de Mídia Livre), que deve reunir militantes da causa da democratização da comunicação de todo o globo. Entre os temas em pauta, a questão das redes e protocolos de comunicação livres de propriedade, filtros de conteúdo e, especialmente, armazenamento de dados dos usuários. De Berlim, na Alemanha, o filósofo brasileiro Pedro Noel participará da conexão com o Rio de Janeiro que abordará o tema da apropriação tecnológica pelos cidadãos. Ativista das mídias digitais, ele organiza canais e conteúdo para movimentos sociais como Occupy Wall Street, indignados da Espanha e organizações e publicadores de jornalismo investigativo pelo mundo. Atualmente coordenador-geral do projeto Global Square, ele falou em entrevista ao Engenheiro.

O que são as chamadas redes livres e o que as torna diferentes do Facebook, por exemplo?
Redes livres são canais de comunicação abertos, em que não há filtros ou qualquer tipo de censura às informações a serem veiculadas. São iniciativas de grupos que acreditam no fluxo livre de informação e na disposição ativa da população no que é relacionado à produção e transmissão de informação. Tecnicamente, são softwares diferentes do Facebook, Orkut e todas as redes corporativas que conhecemos, pois têm código aberto e livre. Isso significa que qualquer pessoa pode contribuir para a melhoria da rede, resolvendo possíveis bugs ou aperfeiçoando ferramentas já existentes. Qualquer um também pode utilizar o código para fomentar outras iniciativas e projetos, adaptando-o a necessidades específicas. Redes livres são copyleft, o oposto de copyright. Isso significa que não obedecem a nenhuma agenda corporativa específica, que seus usuários são livres para se comunicar e desenvolvedores livres para utilizar, adaptar e aperfeiçoar seu conteúdo e seu código da maneira que melhor lhes apetecer.
Porque é importante uma ligação entre essas redes e de que forma isso pode ser feito? O que vem a ser um protocolo comum e como é aplicado na prática?
É importante fomentar um vínculo de comunicação entre cada uma dessas iniciativas, pois tecnicamente uma pode complementar a outra e evitar esforços duplicados ou mesmo tempo de trabalho desperdiçado. Além disso, podem aprender uma com a outra, buscando em conjunto alternativas e soluções para problemas comuns. Um desses temas é a ideia de um protocolo de comunicação que seja livre e global. Com isso, as redes e seus usuários poderiam contar com um vocabulário comum para transmissão de dados, unindo-se numa corrente que lhes permitiria comunicar-se livre e facilmente entre si. Esse protocolo significaria que pessoas poderiam comunicar-se sem intermediários corporativos e governamentais, aumentando a segurança e a liberdade nos processos comunicativos da sociedade como um todo. Entre essas iniciativas, podemos destacar Lorea (plataforma-berço que fomenta a criação de redes livres como o N-1, bastante utilizado pelos indignados da Espanha), Secushare (projeto de rede social P2P focado em privacidade), Global Square (projeto de rede social descentralizada P2P e resistente à censura e bloqueios arbitrários) e Briar (projeto de rede focado em comunicações seguras para jornalistas e ativistas em regimes autoritários).

Qual o papel principal da rede Global Square?
É um ambiente organizacional focado no respeito à privacidade individual e transparência relacionada a organizações e ações públicas. Como um ambiente social, está centrada em facilitar comunicações abertas enquanto indivíduos têm controle sobre sua privacidade. Apoiamos o direito à organização e coordenação popular, bem como de compartilhar informação livremente para facilitar processos educativos colaborativos. Buscamos conectar redes, promover um espaço livre para interação de indivíduos e trabalho colaborativo. Global Square trabalha na direção de criar infraestruturas globais que forneçam um ambiente seguro e descentralizado à organização cívica.
Como será o evento de Berlim? Como será a conexão com o Rio de Janeiro?
Em Berlim, daremos prosseguimento às discussões que vimos fazendo desde os últimos meses na Europa e pretendemos conectá-los com os processos do Fórum Mundial de Mídia Livre no Rio de Janeiro, a fim de buscar alternativas comuns para problemas globais relacionados a um protocolo unificado, aberto e livre para redes sociais e seu futuro na sociedade contemporânea globalizada.
As universidades e instituições ligadas à ciência e tecnologia poderiam contribuir para o desenvolvimento das redes e protocolos?
É uma vontade de todos nós que esses processos possam ser apoiados por instituições de ciência e tecnologia. Global Square, por exemplo, tem uma parceria com a Universidade de Tecnologia de Delft, na Holanda, que no presente momento está desenvolvendo a tecnologia P2P (descentralizada) que será implementada em nosso software. É essencial contar com o apoio desse tipo de instituição para que logremos atingir o objetivo de poder fornecer ao público da internet redes sociais livres, efetivas e que favoreçam o trabalho colaborativo e o compartilhamento livre de informação, sem agendas corporativas. (Rita Freire)
Saiba mais:
Por Rita Freire – Ciranda

Escolas, universidades, estudantes e pessoas interessadas já podem se inscrever para participar do encontro “O grito e a resistência no Cerrado: saberes e fazeres dos povos deste chão”, a ser realizado no dia 28 de junho (Quinta-feira do FICA), a partir das 8 horas. O evento será na Cidade de Goiás (GO).
O objetivo da ação é promover a valorização pessoal e coletiva dos povos tradicionais, seus saberes e fazeres, e intercâmbio as várias comunidades; e alcançar a melhoria qualidade de vida da população da região trabalhadora, urbana e rural, ao garantir o acesso à informação sobre a melhoria alimentar e às práticas populares de saúde, estimulando sua adoção. Esse encontro ainda visa apresentar os resultados da agricultura camponesa, inclusive às experiências agroecológicos nesta região.
Ainda, contribuir para a melhoria ambiental global, ao buscar a proteção do Cerrado, sua biodiversidade e suas águas, por meio da proteção da cultura das populações tradicionais e suas relações saudáveis com o ambiente em que vivem, evidenciando-se e estimulando-se as ações de manejo sustentável em contraponto ao desmatamento.
Apresentações culturais, Benzedeiras, Exposição Fotográfica, Farmácia de Plantas Medicinais, Palestras, Distribuição de Sementes e Mudas, Oficinas, Raizeiros, Fiandeiras e Violeiros.
A realização é da Diocese de Goiás, CPT, Cáritas e Coopar(Cooperativa Mista de Agricultores Familiares de Goiás e reigão).
A rádio comunitária Vila Boa FM apoia o evento que já está na segunda edição.
PROGRAMAÇÃO Grito e a resistência do cerrado
Tema: O Grito e a Resistência no Cerrado!
Lema: Saberes e Fazeres dos povos deste chão!
1°) Bendita a todas as chegadas!
07:30h – Café da manhã:
08:00 h – Acolhidas dos participantes (equipe de animação)
08:30 h – Fala de acolhida (Objetivo do dia e acolhida ao povo)
09:00 h – Mística de abertura

2°) Encantar com a arte, traduzir em beleza!
09:40 h – Apresentação cultural no palco (o dia todo)
Grupo de fiandeiras; Violeiros; Catira ; Teatro; Causos
Historias; Poesias; Musicas; Folia;
3°) Hora de espalhar os saberes!
11:00h – Entrega do Premio Maria Luisa – Homenagear pessoas e entidades que atuam em questões relacionadas ao uma melhor convivência com o meio ambiente
11:00 h as 12:00h Oficina pratica – Garrafada
12:00h – Almoço
4° Ouvir, aprender, debater, para transformar!
4:30 h Mística de abertura no ato político
15:00 h- Ato político: Meio ambiente, saúde e agrotóxico (Dentro da Catedral de Santana
Palestrantes: Frei Rodrigo Peret, Marcelo Chelotti e Fabio José da Silva
5°) Hora de misturar os saberes!
15:00h as 16:00h – oficina pratica: – Garrafada para Gota,

7°) Vamos juntar mão com mão e cirandar com o cerrado!
17: 00 h Encerramento (CPT GO)
-Tendas e exposições
a) Exposição de fotos dos quintais e das escolas (Santana)
b) Espaço de apresentação de vídeo uma sala na sede Santa Cecília;
c) Espaço para benzedeira;
d) Espaço de degustação das iguarias do cerrado;
e) Espaço com mudas e sementes para distribuição;
f) Espaço para fabrico de panela de barro;
g) Espaço para as fiandeiras;
h) Espaço para exposição dos artesanatos;
i) Espaço para tomar Chá ( Pastoral da Saúde Itaberaí)
j) Espaço para exposição Fotográfica: 1) Um olhar sobre o Cerrado (João Caetano) 2) Quintais Agroecológicos;
Mais Informações:
Aguinel.fonseca – aguinel.fonseca@bol.com.br
Patricia de Oliveira Mousinho – patricia.mousinho@gmail.com
Maria Luiza da Silva Oliveira – marialgoias@yahoo.com.br

Os comunicadores Fábio Mozart e Marcos Veloso, da Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares, do conjunto Ernesto Geisel em João Pessoa, estiveram ontem (31) no gabinete do Secretário de Cultura da Paraíba, Chico César, para gravar entrevista para o programa Alô comunidade!, veiculado pela Rádio Tabajara da Paraíba aos sábados, e retransmitido por uma rede de rádios comunitárias e blogs. No encontro, os radialistas comunitários lembraram ao Secretário a necessidade de se promover espaço específico para a mídia alternativa no Edital do Fundo de Incentivo à Cultura Augusto dos Anjos – FIC. “Nosso companheiro Rodolfo, da Rádio Comunitária Alquimia, representa as rádios comunitárias no Conselho Estadual de Cultura e deverá levar esta demanda do setor de mídia alternativa, para que possamos ter acesso ao edital de incentivo como uma modalidade específica”, disse Marcos Veloso.
Chico César mostrou-se receptivo, dizendo que o governo da Paraíba, pela primeira vez na história, admite representantes de rádios comunitárias no Conselho Estadual de Cultura, “democratizando cada vez mais as políticas e instrumentos legais da gestão pública da cultura na Paraíba. Sobre a demanda das rádios em relação ao FIC, Chico disse que toda sugestão vinda da sociedade é bem vinda e será levada em consideração na elaboração dos editais de incentivo.
O entrevistado falou ainda sobre rádios públicas, veiculação de música de autores paraibanos na mídia local, mapeamento dos artistas populares e patrimônio imaterial do Estado, entre outros temas. Chico Lopes fez ainda uma análise da atuação dos pontos de cultura e a participação da Secretaria de Cultura do Estado no movimento pontista paraibano. A entrevista poderá ser ouvida no programa Alô comunidade! amanhã, dia 2 de junho, às 14 horas na Rádio Tabajara AM (1.110).
Informações: Rádio Comunitária Zumbi dos Palmares

SÃO LUÍS – No último dia do Encontro de Rádios Comunitárias, UFMA, líderes comunitários e representantes da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária do Maranhão, Abraço, discutiram propostas de melhorias das rádios para difundir informação com qualidade. As propostas foram entregues ao reitor em forma de uma Carta de Intenções.
Temas como o Direito à informação e Parcerias entre rádios comunitárias e UFMA foram debatidos pelo advogado da Ordem dos Advogados do Brasil no Maranhão, Rodrigo Pires Ferreira Lago; pelo tesoureiro da Abraço, Raimundo Pereira e pelos professores da Universidade, Francisco Gonçalves, Rose Ferreira e Ed Wilson Araújo.
Durante as palestras, o ponto crucial e inovador debatido foi a proposta de criação de fundo de recursos para que as rádios e a Abraço mantenham sua estrutura e continuem a funcionar. A ideia, segundo o tesoureiro da Abraço, Raimundo Pereira, é ter a colaboração financeira de cada rádio comunitária para esta questão financeira. “Já é o segundo dia de debates sobre esse assunto”, disse.
“A proposta foi considerada muito boa pelos participantes, porém, há um entrave que envolve a lei, que não permite o apoio financeiro às rádios comunitárias. Contudo, estamos tentando resolver este problema por meio de um projeto que já está tramitando no Congresso Nacional, para algumas modificações nessa mesma lei”, afirma Raimundo Pereira.
Democratizar a informação – Além da questão financeira, a parceria entre o Departamento de Comunicação Social e rádios comunitárias também foi discutida. Estas, por sua vez, irão divulgar o conhecimento científico encontrado na universidade, de forma a democratizá-lo e traduzi-lo, envolvendo o saber popular encontrado nos povoados maranhenses, público alvo das rádios comunitárias. “Democratizar significa mais do que simplesmente transmitir a informação, mas sim deve haver um esforço colaborativo de tradução da linguagem acadêmica para a linguagem popular”, explica o professor Francisco Gonçalves.
Colaborando com a fala de Francisco Gonçalves, a professora Rose Ferreira afirma que essa articulação entre saber popular e produção científica se configura como uma relação de reconhecimento da união desses saberes.
Carta ao Reitor – Ao final dos debates e palestras, foi elaborada uma Carta de Intenções ao Reitor Natalino Salgado, com propostas para que a UFMA colabore com o trabalho das rádios comunitárias. Entre as sugestões expressas na carta, estão a criação de cursos de gestão e administração de rádios comunitárias, de locução e redação, e a elaboração de projetos para conseguir recursos, além da disponibilização de uma estrutura com internet por parte da UFMA.
Representando o reitor, a professora Ester Marques esteve presente para receber a carta e levar as propostas contidas no documento. Durante a sua fala, a professora reafirmou o compromisso de parceria da UFMA e do Departamento de Comunicação Social com as rádios comunitárias e a Abraço. “É importante que a discussão sobre a questão das rádios comunitárias avance”, afirma.
“A UFMA se propôs a receber e organizar o Encontro, pois a questão das rádios comunitárias ainda não é reconhecida pelo Estado. Assim, a UFMA apoia este evento porque as rádios têm um papel importantíssimo de informação, de socialização e de integração do conhecimento, proporcionando o desenvolvimento das comunidades locais”, explicou a professora.
SBPC – O encontro faz parte da programação da 64ª Reunião Anual da Sociedade Brasileira de Progresso à Ciência, este ano sediada na UFMA entre os dias 22 e 27 de julho. Segundo Ester Marques, as rádios comunitárias têm um papel fundamental ao tema proposto pela 64ª Reunião: “Ciência, Cultura e Saberes Tradicionais para Enfrentar a Pobreza”. “As rádios comunitárias têm um papel fundamental na divulgação do conhecimento às comunidades tradicionais. É uma ferramenta de produção da cidadania, pois elas chegam a todos os lugares”, concluiu Ester Marques.
Informações: UFMA

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