Senado analisa projeto que prevê financiamento para rádios comunitárias

14:19 Radio Ideal FM 0 Comentarios




Substitutivo do projeto de lei que prevê financiamento do BNDES a rádios comunitárias será analisado amanhã (16) pela Comissão de Ciência, Tecnologia, Inovação e Informática (CCT) em decisão terminativa ou seja, com valor de uma decisão do Senado.
No texto original, o Projeto de Lei 556/07, de autoria do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), previa financiamento do BNDES para a digitalização das operações das emissoras comunitárias. No entanto, em 2010, a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) aprovou relatório da senadora Kátia Abreu (PSD-TO) pela rejeição do projeto. A Comissão entendeu que o sistema brasileiro de rádio digital ainda não era definido em lei, o que impediria a destinação de recursos para esse fim.
No substitutivo, o relator da proposta, senador Walter Pinheiro, trocou o termo “digitalização” por “modernização”. Assim, o novo texto prevê que os recursos do BNDES possam ser utilizados para a modernização das emissoras, sem vincular o benefício previsto à migração para o sistema digital.
O coordenador da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), Jerry Oliveira, acredita que o financiamento é fundamental para a sobrevivência das rádios. “Para modernizar a radiodifusão comunitária precisa ter financiamento público. A Abraço defende que o governo crie uma agência de fomento para viabilizar o funcionamento das emissoras”, afirma. De acordo com ele, a radiodifusão comunitária ajuda no desenvolvimento local. “Por isso, precisa ter garantida a sua sustentabilidade.”
A Lei 9.612/98, que regulamenta o funcionamento das rádios comunitárias, proíbe a veiculação de anúncio e permite patrocínio, apenas se for de estabelecimentos comerciais localizados na área onde estão instaladas as emissoras.
Se aprovado o substitutivo de Walter Pinheiro, a matéria será submetida a turno suplementar de votação, uma espécie de segunda votação, na reunião seguinte da CCT.
Informações: Rede Brasil Atual

SOCIEDADE DA COMUNICAÇÃO

DEMOCRATIZAÇÃO DA COMUNICAÇÃO

POLÍTICA

AUDIOVISUAL

INTERNET

TELECOM

MERCADO DE COMUNICAÇÃO

INCLUSÃO DIGITAL

CIÊNCIA & TECNOLOGIA


Durante a Cúpula dos Povos, nos dias 16 e 17 de junho, diversos
ativistas, pesquisadores e comunicadores da mídia alternativa se
reunirão no campus da Praia Vermelha da Universidade Federal do Rio
Janeiro (UFRJ) para o II Fórum Mundial de Mídia Livre. Gratuito, o
encontro terá sua programação constituída pelos próprios coletivos e
organizações interessadas.
Para fazer parte desta construção, basta inscrever sua atividade
através do formulário. Os formatos são abertos, sendo possível propôr
painéis, desconferências (debates livres), oficinas, entre outras
ações. O cadastro de propostas de atividades está aberto até 5 de
junho.
Após três edições nacionais (Rio de Janeiro, em 2008; Vitória, em
2009; e Porto Alegre, em 2012), dois encontros preparatórios no Norte
da África (Marrakesh, em 2011; e Tunis, em 2012), uma edição mundial
(Belém, em 2009) e uma Assembléia de Convergência no Fórum Social
Mundial (Dacar, em 2011), o Fórum de Mídia Livre volta ao Rio de
Janeiro para contribuir com o fortalecimento da agenda em defensa dos
bens comuns, agregando comunicação e cultura às pautas em prol da
justiça ambiental e social.
As atividades do Fórum ocorrem em torno de quatro eixos principais:
direito á comunicação; políticas públicas; apropriação tecnológica e
movimentos sociais. As atividades autogestionadas serão realizadas nas
tardes dos dias 16 e 17 de junho.
Clique aqui para inscrever atividades no II Fórum Mundial de Mídia Livre.

O professor do Curso de Comunicação da UFMA, Ed Wilson Ferreira Araújo, realiza terça-feira 22/05, em Imperatriz, o lançamento do livro “Rádios Comunitárias no Maranhão: história, avanços e contradições na luta pela democratização da comunicação”. O evento será às 17h, no campus II (Centro de Ciências Sociais, Saúde e Tecnológicas – CCSST).
A obra é fruto da dissertação de Ed Wilson Araujo no mestrado em Educação (UFMA), concluído em 2004, e contemplada no plano editorial do Centro de Ciências Sociais (CCSo), juntamente com produções acadêmicas de professores em diversas áreas.
O livro reúne relatos da organização do movimento de rádios comunitárias, desde 1996, quando iniciaram as primeiras articulações que posteriormente levaram à criação da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) no Maranhão.
O trabalho disponibiliza informações sobre os primeiros passos da organização das emissoras no Maranhão (1996), registra o congresso de fundação da Abraço, em Caxias (1998), as batalhas pela legalização das emissoras e o enfrentamento da repressão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Polícia Federal em várias regiões do Maranhão.
O autor discorreu sobre as convergências entre mídia e hegemonia, com base no filósofo italiano Antonio Gramsci, procurando entender o papel das rádios comunitárias no contexto das lutas pela democratização da Comunicação no Brasil e as especificidades do Maranhão. Conceitos articulados de mídia, Estado, mercado, hegemonia, movimento social e sociedade civil percorrem os caminhos teóricos do livro.
Trajetória
Ed Wilson Araújo é um dos fundadores da Abraço no Maranhão, onde atuou como diretor de Formação, coordenando o programa de capacitação dos comunicadores populares através de oficinas e cursos em diversas regiões do estado. “O livro é fruto do contato com os ativistas das rádios comunitárias em dezenas de municípios onde eu ministrei oficinas e cursos de capacitação. Tudo começou na prática. Depois veio a teoria”, explica o autor.
A obra aborda também das contradições e desvios no curso do movimento de rádios comunitárias, registrando o perfil das emissoras e a grade de programação, onde o pesquisador verificou a prática de proselitismo político e religioso em sucessivas emissoras.
“O livro é apenas uma tentativa de sistematização do trabalho de centenas de comunicadores populares espalhados pelo Maranhão, que perceberam nas rádios comunitárias uma possibilidade de alternativa midiática no cenário de concentração dos meios eletrônicos de comunicação”, enfatiza Araújo.
Região Sul
O lançamento do livro em Imperatriz ocorre no momento de reorganização da Abraço na região Tocantina, onde a entidade é representada por Vanúsia Gonçalves (rádio Arca, de Açailândia) e Antonia Meneses (rádio Brejão , de São Francisco do Brejão). Em Imperatriz, Ed Wilson foi professor do Curso de Jornalismo da UFMA, de 2007 a 2009.
Na região sul do Maranhão, a rádio Primavera, de Riachão, coordenada pelo comunicador Manga Rosa, é uma das emissoras citadas no livro.
O livro tem apresentação da professora doutora Cicília Peruzzo, de São Paulo, autora consagrada na área de comunicação e movimentos populares. O prefácio é do professor doutor Carlos Agostinho Couto, pesquisador do Departamento de Comunicação da UFMA e autor do livro “Mídia, estado e oligarquia”
Sobre o autor
Ed Wilson Ferreira Araújo é graduado em Comunicação/Jornalismo e mestre em Educação, ambos pela UFMA. Foi professor da Faculdade São Luís e do curso de Comunicação/Jornalismo na UFMA, em Imperatriz. Atualmente é docente no Departamento de Comunicação / Rádio e TV do campus de São Luís.
Atuou por mais de 10 anos em Assessoria de Comunicação dos movimentos sociais, especialmente em sindicatos. Paralelamente, produziu artigos e reportagens para diversos jornais de São Luís. Mantém ainda um blogue sobre política e cultura: blogdoedwilson.blogspot.com.
É um dos fundadores da Associação Brasileira de Rádios Comunitárias no Maranhão (Abraço – MA), onde exerce o cargo de diretor de Formação. Grande parte da experiência com as rádios comunitárias foi sistematizada na sua dissertação de Mestrado, agora disponibilizada no livro.
Desenvolve atualmente no Departamento de Comunicação a pesquisa “O rádio tece a cidade: jornalismo e interatividade nas emissoras AM”
Informações: entreatos – Marcos Franco Couto

Programa da Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) prorrogou o edital do Projeto PNDU BRA/07019, que contratará profissionais especializados para coletar dados in loco da situação da mobilização nacional para o registro civil de nascimento, dos compromissos Mais Nordeste e Mais Amazônia pela cidadania e das experiências exitosas identificadas. Os candidatos devem enviar os currículos até o dia 21/05/2012.
O PNUD é a rede global de desenvolvimento da Organização das Nações Unidas, presente em 177 países e territórios. Seu mandato central é o combate à pobreza. Trabalhando ao lado de governos, iniciativa privada e sociedade civil, o PNUD conecta países a conhecimentos, experiências e recursos, ajudando pessoas a construir uma vida digna e trabalhando conjuntamente nas soluções traçadas pelos países-membros para fortalecer capacidades locais e proporcionar acesso a seus recursos humanos, técnicos e financeiros, à cooperação externa e à sua ampla rede de parceiros.
Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária) ressalta a grandiosidade deste projeto, que contribui de forma notável com o desenvolvimento social no mundo. Para ter acesso ao edital clique aqui. Mais informações no site: http://www.pnud.org.br.
Bruno Caetano
Da Redação

Um novo aviso de habilitação para a inscrição de entidades interessadas em operar uma rádio comunitária foi lançado nesta segunda-feira pelo Ministério das Comunicações. É o quinto aviso publicado neste ano e vai autorizar a implantação de novas emissoras em 68 municípios, distribuídos por 15 Estados brasileiros.
As entidades interessadas em executar o serviço em alguma dessas cidades terão 60 dias para se inscrever. A inscrição deverá ser feita através de formulário disponível na página do Ministério das Comunicações e também via postal. Mais informações sobre a documentação necessária, valores de taxas e a relação completa das cidades contempladas podem ser conferidas no Diário Oficial da União.
O quinto aviso de habilitação para radiodifusão comunitária de 2012 faz parte do cronograma do Plano Nacional de Outorgas 2012/2013 para o setor. Inicialmente, os avisos buscam incluir as cidades em que não há nenhuma emissora comunitária outorgada e nenhum processo em andamento no ministério. Em seguida, passa-se a contemplar os municípios que já apresentaram ao ministério novas demandas por rádios comunitárias.
A meta do ministério é dar condições para que o serviço chegue a todo o país até o fim de 2013, com pelo menos uma emissora comunitária funcionando em cada município. Para isso, lançou, no ano passado, o Plano Nacional de Outorgas (PNO): um planejamento com a divulgação prévia de todos os avisos de habilitação a serem publicados num determinado período. Ao todo, 1.425 novos municípios serão contemplados.
Informações: Ministério das Comunicações

MOTORISTA QUE DEIXA CARRO ABERTO, COM CHAVE EM SEU INTERIOR, PERDE O SEGURO

A 4ª Câmara de Direito Civil do TJ, em matéria sob a relatoria do desembargador Luiz Fernando Boller, manteve a decisão da comarca de Correia Pinto que negou cobertura securitária a um cidadão que teve sua camionete F-1000 furtada defronte ao prédio onde residia seu filho.
Isso porque, segundo relato da própria vítima do furto, o carro foi deixado com as portas destravadas e a chave de ignição em seu interior. A justificativa para tal atitude é que o filho, que naquela hora já dormia, precisaria utilizar o carro na manhã seguinte e o autor preferiu não incomodá-lo, tampouco aos demais condôminos.
"Especialmente nos dias de hoje - em que a criminalidade vem se agravando progressivamente -, quem, de forma voluntária e consciente, deixa o seu veículo pernoitar em via pública, aberto, com a chave de ignição no interior, deve estar preparado para as consequências diretas ou indiretas desta conduta, o que, no caso em questão, inclui a possibilidade de vir a perder o direito à cobertura do seguro contratado", analisou o desembargador Boller.
Para o relator, tal conduta, além de imprudente, já que se deu de forma consciente, constituiu a causa determinante para a consecução do sinistro. O segurado, na avaliação do magistrado, agravou e muito o risco contratado ao agir dessa forma. Bastava, acrescentou, ter acionado a trava de proteção do veículo que o furto possivelmente não viria a ocorrer.
Diante disso, além de não receber o valor do veículo furtado, o segurado ainda permanece obrigado ao pagamento das custas do processo e dos honorários devidos ao advogado da seguradora, arbitrados em R$ 1 mil. A decisão foi unânime. (Apelação Cível n. 2011.013549-3)

NEGADA INDENIZAÇÃO POR VEICULAÇÃO DE IMAGEM DESFOCADA EM REPORTAGEM

A 6ª Câmara de Direito Privado do Tribunal de Justiça de São Paulo negou recurso proposto por um homem que pretendia receber indenização por ter sido filmado para matéria exibida no programa Fantástico, da TV Globo.
O autor da ação postulava ressarcimento por danos morais porque sua imagem foi veiculada em reportagem chamada "Teste de Honestidade", onde maleta contendo notebook era deixada numa praça para filmar a reação das pessoas. Ele levou a maleta para casa e foi apontado como desonesto.
O homem alegava que sua identificação era possível, o que causou reação de reprovação junto à sociedade em que vive, até mesmo no campo profissional. Afirmava, ainda, que como não encontrou o dono do notebook no local, levou-o para casa e telefonou para um número que havia dentro da maleta.
De acordo com o voto do relator do recurso, desembargador Percival Nogueira, não era possível identificar as pessoas filmadas, pois as imagens passavam por equipe de edição, que, utilizando sistema denominado 'mosaico', embaralhava e embaçava os rostos. Além disso, não houve qualquer menção nominal na reportagem.
"Não se pode olvidar que a imprensa exerce grande influência tanto na construção quanto na destruição da moralidade da pessoa. Por isso, o Judiciário segue atento às condutas que extrapolam o limite da informação de forma a impedir excessos e arbítrios, não vislumbrados na hipótese dos autos. Logo, não demonstrado o nexo causal de ilicitude da apelada com eventual dano moral sofrido, que, aliás, sequer restou demonstrado nos autos", afirmou o relator.
Também participaram do julgamento do recurso, que teve votação unânime, os desembargadores Francisco Loureiro e Paulo Alcides.

MÉDICA É CONDENADA POR OFENSA DE CONOTAÇÃO RACISTA

A Justiça estadual condenou uma médica a indenizar R$ 8 mil, por dano moral, pela ofensa a segurança de um posto do INSS com comentários de conotação racista. A ação foi julgada em 1º Grau na Comarca de Caxias do Sul, sendo a sentença condenatória confirmada por unanimidade pelos Desembargadores da 10ª Câmara Cível do TJRS.
Caso
O autor da ação é vigilante de posto do INSS na cidade de Farroupilha e narrou que, em novembro de 2007, a ré compareceu ao local, identificou-se como médica anestesista e exigiu a realização de perícia em sua acompanhante. Relatou que a demandada não aceitava esperar na fila ou comparecer no horário marcado, causando tumulto, chegando a invadir a sala da perita exigindo imediato atendimento.
Sentindo-se ameaçada pela ré, a perita solicitou a presença do segurança. Ele solicitou à médica que se acalmasse porque a questão seria submetida ao chefe do posto previdenciário, e ouviu como resposta que ela não falava com negro nem com nordestino, entre outras ofensas. O vigilante então ajuizou ação e requereu pagamento de indenização por dano moral no valor de 50 salários mínimos.
Citada, a ré apresentou contestação alegando, no mérito, que o autor pretendia enriquecer ilicitamente, posto que os fatos não ocorreram de acordo com o narrado na petição inicial. Afirmou ter sido barrada pelo autor, que a tratou de forma agressiva, na portaria do INSS. Disse que houve má vontade no atendimento e na prestação de serviços, pois pessoas com senhas de números superiores foram atendidas antes. Declarou ter sido tratada de forma grosseira pela perita, que a expulsou da sala. Alegou que o autor distorceu a realidade.
1º Grau
Sobreveio sentença, proferida pelo Juiz de Direito Silvio Viezzer, da Comarca de Caxias do Sul, julgando procedente a ação indenizatória e condenando a ré a pagar indenização por danos morais no valor de R$ 16,3 mil, corrigidos monetariamente.
Houve recurso da ré, que reiterou os argumentos argüidos na inicial, alegou ter agido somente para auxiliar paciente que acompanhava, sem proferir qualquer expressão injuriosa ou ofensiva a reputação de terceiros. Em caso de manutenção da sentença, requereu a redução do valor da indenização.
Apelação
No entendimento do relator, Desembargador Túlio Martins, a prova oral produzida é clara no sentido de corroborar com fato narrado na inicial e com o teor do registro no boletim de ocorrência no sentido de que a recorrente dirigiu-se ao segurança em tom ofensivo. Com efeito, a prova do dano moral não pode ser feita pelos mesmos meios de comprovação do dano material. O dano moral decorre da gravidade do ilícito em si, evidenciada a ilicitude da conduta do réu, está presente o dever de indenizar.
Saliente-se que o caráter depreciativo das expressões utilizadas pela ré é patente, diz o Desembargador Túlio em seu voto. Vale destacar que o autor estava em horário de trabalho e na presença de pessoas que aguardavam o atendimento, situação que por si só já caracteriza o dano moral in re ipsa (presumido), prossegue. Desta forma, restou configurada a existência de dano moral, eis que se verifica manifestação de cunho preconceituoso, tendo a apelante proferido tais palavras em clara alusão às pessoas negras, ou de origem nordestina, num contexto ofensivo, indicativo de inferioridade.
Configurado o dano moral e o dever de indenizar, o relator passou à análise do quantum. Nesse sentido, considerando a gravidade do ato ilícito praticado contra o autor (ofensa racial), o potencial econômico da ofensora (médica) e do ofensor (vigilante), o caráter punitivo-compensatório da indenização e os parâmetros adotados em casos semelhantes, o relator reduziu o valor arbitrado em 1º Grau. Dessa forma, a indenização foi minorada para o valor de R$ 8 mil, corrigidos monetariamente.
Participaram da votação, além do relator, os Desembargadores Jorge Alberto Schreiner Pestana e Paulo Roberto Lessa Franz.
Apelação nº 70047598305

DIREITO DE EXIGIR PRESTAÇÃO DE CONTAS DO MANDATÁRIO TRANSMITE-SE AOS HERDEIROS DO MANDANTE

Os herdeiros do mandante podem exigir prestação de contas do mandatário constituído pelo falecido. A tese, firmada pela Terceira Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), define que o dever de prestar contas subsiste após a morte do mandante. O relator, ministro Paulo de Tarso Sanseverino, atendeu a recurso dos herdeiros, que questionavam decisão do Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG).
O dever de prestar contas no contrato de mandato está previsto no artigo 668 do Código Civil. Porém, o contrato, por ser personalíssimo, extingue-se com a morte de alguma das partes. A Terceira Turma já se posicionou no sentido de que o espólio do mandatário não está obrigado a prestar contas ao mandante (REsp 1.055.819). Naquele caso, ficou estabelecido que é impossível "obrigar terceiros a prestar contas relativas a atos de gestão dos quais não fizeram parte".
Porém, em situação inversa, afirmou Sanseverino, quando se questiona o direito de os herdeiros exigirem a prestação de contas do mandatário, não há óbice. "O dever de prestar contas decorre diretamente da lei, não havendo qualquer vinculação à vigência do contrato", expôs o ministro.
O caso do recurso julgado trata de mandato de alienação de imóvel, em que o prazo prescricional da ação de prestação de contas somente se deflagra após a realização de seu objeto. Esse entendimento foi firmado no julgamento do REsp 474.983.
O ministro Sanseverino observou que, "se a prescrição somente começa a fluir após a extinção do mandato, é porque a obrigação de prestação de contas subsiste após o término da relação contratual".
Sucessão
Em outro ponto, em que o TJMG encampou a ideia de que não se poderia exigir prestação de contas porque os herdeiros não possuiriam vínculo negocial com o mandatário, o ministro relator também discordou. Para Sanseverino, não se pode esquecer que os herdeiros ficam automaticamente investidos na titularidade de todo o acervo patrimonial do morto, no qual se inclui eventual crédito do falecido mandante contra seu mandatário.
"Portanto, o vínculo jurídico que se reputou inexistente, na verdade, surgira na data da abertura da sucessão, ou seja, no momento da morte do mandante", concluiu. Com isso, a Turma atendeu ao recurso e determinou o retornou dos autos ao juízo de primeiro grau para o processamento da ação de prestação de contas.
REsp 1122589

VEREADOR CONDENADO POR CORRUPÇÃO NO INSS QUER REASSUMIR MANDATO

Condenado a 13 anos de prisão, além do pagamento de multa, por participação em um esquema de corrupção no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), na Bahia, o vereador de Paulo Afonso (BA) Paulo Sérgio Barbosa dos Santos ajuizou, no Supremo Tribunal Federal (STF), a Reclamação (RCL) 13776, em que pede a cassação de decisão do juízo da Vara da Fazenda Pública da Comarca daquele município, que negou mandado de segurança (MS) contra ato do presidente da Câmara de Vereadores local, que o impediu de reassumir o cargo no legislativo municipal.
A defesa alega que, em sua decisão, o juízo exorbitou da decisão prolatada pela Primeira Turma do STF que, nos autos do Habeas Corpus (HC) 109709, relatado pelo ministro Dias Toffoli, determinou a substituição da prisão preventiva do vereador por medidas cautelares previstas no artigo 319 do Código de Processo Penal (CPP), com alterações promovidas pela Lei 12.403/2011 (Lei das Medidas Cautelares), para que ele pudesse aguardar em liberdade o julgamento de apelação. Entre as medidas estabelecidas consta o afastamento cautelar de Paulo Sérgio do cargo que ocupa no INSS.
Incompatibilidade
Ao denegar o MS, o juízo da Vara da Fazenda Pública justificou a decisão observando que as medidas cautelares impostas ao vereador pela Primeira Turma do STF, quando da substituição de sua prisão preventiva, "são incompatíveis com a vereança", além do que faltariam ao impetrante do MS "condições morais mínimas para o exercício do cargo de vereador".
Entretanto, a defesa alega que compete ao juiz federal de primeira instância fixar as condições previstas na Lei 12.403/2011 e, dessa forma, "não pode subsistir decisão de juiz estadual incompetente para conhecer da matéria e, também, afrontar a decisão do Supremo, no sentido de impedir ao reclamante a retomada de seu exercício político".
Diante disso, pede que seja determinada a suspensão do ato do juízo de Paulo Afonso, garantindo-se ao vereador o exercício pleno de seu mandato na Câmara de Vereadores daquela cidade baiana.

Projeto Caminhadas com Segurança comunica a conquista de data oficial comemorativa em evento no parque Trianon



Está criado o Dia Estadual Caminhadas de Cidadania com Segurança a ser comemorado em 4 de junho. A nova lei representa um marco que, certamente, ajudará a difundir ainda mais a filosofia e o próprio Projeto Cidadania – Caminhadas com Segurança, feira social de saúde e atividades físicas monitoradas por médicos e profissionais de educação física, oferecidas gratuitamente ao público. Na próxima edição do evento, domingo (dia 27 de maio), no parque Trianon, será celebrada a iniciativa e o sucesso dos sete anos de realização do evento.
São Paulo, 21 de maio de 2012 – No domingo (27 de maio), o Projeto Cidadania – Caminhadas com Segurança, principal ação do Instituto Ortopedia & Saúde (IOS), presidido pelo ortopedista e traumatologista dr. Fabio Ravaglia, estará em festa por dois bons motivos: completou sete anos e ganhou o Dia Estadual Caminhadas de Cidadania com Segurança, que agora integra o calendário oficial de eventos do estado de São Paulo. A ONG celebrará as conquistas no parque Trianon, em São Paulo, com a realização da tradicional feira social de saúde e atividades físicas monitoradas por médicos e profissionais de educação física.
O Dia Estadual Caminhadas de Cidadania com Segurança passa a ser comemorado em 4 de junho. A Lei nº 14.724 foi promulgada pelo governador do estado de São Paulo, Geraldo Alckmin, no dia 28 de março de 2012, e instituída logo após a aprovação do projeto nº 867/11, encaminhado pelo deputado do Partido Socialismo e Liberdade – PSOL Carlos Giannazi. A principal ação do Instituto Ortopedia & Saúde, o Projeto Cidadania – Caminhadas com Segurança, tem agora uma data comemorativa. “Isto simboliza a importância do evento para o estado de São Paulo”, diz o dr. Fabio. “É um marco que, certamente, ajudará a difundir ainda mais a filosofia que desenvolvemos e o próprio evento, uma feira social de saúde e atividades físicas oferecidas gratuitamente ao público. Aproveito para agradecer a todos que nos têm apoiado e que, com sua participação, contribuem para a grandeza do Projeto Cidadania – Caminhadas com Segurança nestes sete anos.”
Na feira social de saúde é possível fazer uma espécie de check-up antes de praticar a atividade física. As atividades físicas começam e terminam sempre com alongamento, com o objetivo de aquecer e de relaxar a musculatura. As caminhadas são realizadas em dois grupos: uma turma rápida, para quem está em boa condição física, num trajeto de três quilômetros, e uma lenta, para quem precisa de atividade física moderada, em percurso de um quilômetro e meio. O segundo grupo costuma ser formado por idosos ou pessoas com alguma limitação para a prática da caminhada, sempre acompanhado por um médico e um profissional de educação física.
A atuação integrada do Projeto Cidadania – Caminhadas com Segurança é bastante completa. Os resultados de todos os exames gratuitos (glicemia, medição da pressão arterial, avaliação postural e baropodometria) são fornecidos imediatamente, de maneira que é possível obter informações adicionais na hora, para considerar principalmente se, naquele momento, o corpo está apto à prática da atividade física. Dependendo do estado de saúde, o participante é aconselhado a seguir para atividade física mais leve ou a procurar um médico especialista. Para relaxar, haverá também quick massagem. Nesta edição, o Colégio Inaci, parceiro do IOS, fará o teste rápido para detectar hepatite C, que mostra se a pessoa teve contato com o vírus, mesmo que a doença não tenha se desenvolvido.
Dois temas serão trazidos em palestras: dores de inverno e assaduras provocadas pela atividade física. O dr. Fabio Ravaglia também falará sobre as principais realizações do Instituto Ortopedia & Saúde, desde sua criação em 10 de abril de 2005.
O evento do IOS acontece uma vez por mês, sempre aos domingos, tendo por ponto de encontro o portão 4 do parque Trianon, em frente ao Masp, que fica na avenida Paulista, 1.578. As próximas edições estão programadas para 24 de junho, 29 de julho, 26 de agosto, 30 de setembro, 21 de outubro, 25 de novembro e 16 de dezembro.
Outras informações podem ser obtidas no local ou no Instituto Ortopedia & Saúde, pelo telefone (11) 3289-8000. Em linha com a atuação responsável que pratica, o IOS está coletando chapas antigas de raio X para reciclagem.

AGENDA DO PROJETO CIDADANIA – CAMINHADAS COM SEGURANÇA
Local: parque Trianon (portão 4, em frente ao Masp, localizado na avenida Paulista, 1.578)
Data: 27 de maio de 2012 (domingo)
8h30: distribuição de senhas para os exames (número limitado)
9 horas: início dos exames
10 horas: palestras
10h30: aquecimento com alongamento
10h45: início da caminhada dentro do parque Trianon
11h20: relaxamento com alongamento pós-caminhada
12 horas: confraternização
13 horas: encerramento
Informações: Instituto Ortopedia & Saúde
Telefone: (11) 3289 8000

Instituto Ortopedia & Saúde
Idealizado pelo cirurgião ortopedista e traumatologista dr. Fabio Ravaglia, o Instituto Ortopedia & Saúde (IOS) desenvolve uma série de ações para promover a democratização da informação sobre saúde e prevenção a doenças, principalmente, aquelas associadas à terceira idade. Para o médico, a informação é a melhor maneira para garantir a qualidade de vida.
O principal evento da ONG, cujo vice-presidente é Francisco Ravaglia, acontece uma vez por mês, sempre aos domingos, no parque Trianon, em São Paulo. Desde a sua criação em 2005, o projeto realiza uma média de 300 exames médicos gratuitos a cada edição. Cerca de 36 mil atendimentos já foram realizados. O evento conta com a participação de profissionais da Arthros Clínica Ortopédica, presidida pelo diretor técnico Fabio Ferraz do Amaral Ravaglia (CRM 54.294 e RQE 11.990/89), fundada em 1986 e que realiza o atendimento de forma personalizada e com base em sólidos conceitos de humanização hospitalar. Também atuam como voluntários professores e alunos do Colégio Integral Inaci, que desde 1974 oferece educação profissionalizante e procura desenvolver uma visão crítica e consciente das necessidades da vida moderna. www.ortopediaesaude.org.br e www.osso.org.br.
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