Passeata contra a corrupção em Maringá pede aplicação da Ficha Limpa LUIZ FERNANDO CARDOSO

11:05 Radio Ideal FM 0 Comentarios




COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE MARINGÁ (PR)
A chuva incessante que caiu em Maringá (PR) na manhã deste sábado (21) não impediu a população de ir às ruas em protesto contra a corrupção. Motivada por recorrentes escândalos divulgados na imprensa, a passeata convocada pela sociedade civil organizada reuniu, pelos cálculos da Polícia Militar, mais de 500 pessoas.
Do ponto de encontro na Praça Manoel Ribas, por volta das 10h, os manifestantes percorreram a avenida Tiradentes até o parque do Ingá, em um trajeto de 1.700 metros. Ao passar diante da Catedral Basílica Menor de Nossa Senhora da Glória, os gritos de repúdio contra a má gestão dos recursos públicos e a sensação de impunidade se intensificaram.
Para o porta-voz do movimento, o professor de engenharia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) José Plínio Silva Filho, a Lei da Ficha Limpa --considerada constitucional pelo Supremo Tribunal Federal, em fevereiro deste ano-- é "a luz no fim do túnel" para os segmentos da sociedade que lutam contra a corrupção. "Essa lei é uma sinalização inequívoca de que está na hora da sociedade agir."
A cobrança para que a lei seja cumprida já nas eleições deste ano, diz Plínio, tem de ocorrer em todos os municípios. "Tem uma frase do Franco Montoro [ex-governador de São Paulo] de que as pessoas não vivem no Estado, no país, elas vivem nos municípios. Então, essa cobrança pelo fim da corrupção e de punição aos corruptos e corruptores tem de partir dos bairros, das igrejas, das entidades, dos clubes de serviço", afirma.
O presidente do Observatório Social de Maringá (OSM), Carlos Anselmo Corrêa, ressaltou que falta à população discernimento na hora de cobrar os políticos e de exigir respeito na gestão dos recursos públicos. "Ainda existe uma ignorância de grande parte da população sobre o que é corrupção, por exemplo", comentou Corrêa. "Temos o dever de trabalhar para mudar essa situação."
Em Maringá, avalia o presidente do OSM, há sinais de amadurecimento da sociedade na fiscalização dos agentes políticos. Corrêa recorda o episódio ocorrido no segundo semestre de 2011, quando entidades representantes de classe se uniram para pressionar a Câmara Municipal a votar contra o aumento do número de vereadores.
Como resultado da pressão popular, em 13 de setembro de 2011 a Câmara manteve as atuais 15 cadeiras. "Foi ali que a gente viu a força da sociedade civil organizada, a mesma que agora cobra nas ruas o fim da corrupção", explicou Corrêa.
MOVIMENTO
Marcaram presença na passeata estudantes, lideranças de bairros e representantes da Associação Comercial e Empresarial de Maringá (ACIM), da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), de clubes de serviço como Rotary e Lions, da Igreja Católica, das lojas maçônicas da cidade, entre outros.
Nenhum dos políticos maringaenses com condenação em órgão colegiado --que pela Lei da Ficha Limpa serão impedidos de disputar as eleições deste ano-- participou do ato.

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