Movimento Fuck Cancer chega ao Brasil

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Com a missão de capacitar e mobilizar brasileiros da Geração Y – jovens com idades entre 17 e 35 anos – a atuar como disseminadores de informações sobre a prevenção ao câncer, o movimento Fuck Cancer chega ao Brasil por iniciativa do empresário Paulo Al-Assal. ONG com grande influência social e política no Canadá e Estados Unidos, o Fuck Cancer atuará nacionalmente com ações educacionais voltadas à detecção precoce da doença e prevenção. De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA), em 2012 devem surgir mais de 518 mil novos casos de câncer.
 São Paulo, 14 de maio de 2012 – Por iniciativa do empresário Paulo Al-Assal, a organização não governamental Fuck Cancer chega ao Brasil. Movimento com grande influência social e política no Canadá e nos Estados Unidos, o Fuck Cancer tem por desafio a mobilização, o enjamento e a capacitação da Geração Y em prol de uma iniciativa pioneira. A proposta é que a “Geração do Milênio”, formada por jovens com idades entre 17 e 35 anos, passe a atuar como disseminadora de informações sobre a detecção precoce da doença e sobre a prevenção. A ideia é que os jovens possam influenciar pais e avós a investirem em check ups periódicos e em um estilo de vida saudável. Embora a cura do câncer não tenha sido descoberta, sabe-se que 90% dos cânceres têm cura se detectados precocemente – daí vem o mote da luta do Fuck Cancer. Com a criação do Fuck Cancer Brasil, Paulo Al-Assal se tornou embaixador-executivo do movimento no país, onde devem surgir mais de 518 mil novos casos da doença em 2012, de acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA).
Segundo Paulo Al-Assal, o interesse em trazer o Fuck Cancer para o Brasil tem motivação pessoal. “Há cinco anos convivo de perto com a doença, pois minha mãe luta contra o câncer. Aprendi muito com essa experiência horrorosa e depois de estudar a atuação de várias ONGs sobre o tema, deparei-me com o trabalho singular do movimento Fuck Cancer. Acho admirável a organização sobretudo porque se propõe a fazer o que é possível na luta contra o câncer. Esse aspecto, inclusive, é o que difere o Fuck Cancer de tantas outras entidades. Além disso, a questão do engajamento da Geração Y veio ao encontro da minha experiência profissional – como CEO da Voltage, agência produtora de Human Insights e Tendências aplicados aos negócios e às estratégias dos clientes – e da minha crença no poder influenciador dessa geração. Há vários anos estudo profissionalmente o comportamento dessa geração”, detalha o embaixador-executivo do Fuck Cancer Brasil.
No Brasil, seguindo os moldes dos Estados Unidos e Canadá, o Fuck Cancer atuará com campanhas educacionais e de mobilização. A primeira ação será o lançamento do movimento para posicionar a atuação e as formas de engajamento. A proposta inicial é vender os produtos licenciados para arrecadar fundos destinados ao movimento no Brasil e no Canadá. “Estamos trabalhando na criação de um site totalmente traduzido para que os brasileiros tenham acesso ao principal: a informação sobre a doença e a prevenção. Em um futuro próximo faremos, no Brasil, a campanha The Cancer Talk com celebridades e influenciadores nacionais da Geração Y”, afirma o executivo.
A organização internacional realiza campanhas com a participação de celebridades de diversos segmentos. Em destaque entre as iniciativas, a campanha The Cancer Talk – em vídeo, com depoimentos de atores, escritores e esportistas como Adrian Grenier (ator, O Diabo veste Prada); Deepak Chopra (médico e escritor); Amber Rose (modelo); Catt Saddler (atriz); Charlie Bewley (ator, Lua Nova); Fran Drescher (atriz, The Nanny); Michael Winslow (ator, Locademia de Polícia); Terrell Owens (jogador de futebol americano); e Wilmer Valderrama (ator, The 70´s Show); entre outros. A atriz Sophia Bush é um exemplo do quanto o engajamento de jovens personalidades públicas tem auxiliado o movimento a expandir a mensagem. A atriz possui mais de 350 mil seguidores no Twitter e 211 mil no Facebook. Em apenas três semanas, a campanha The Cancer Talk atingiu 54 milhões de pessoas.
Desde que foi fundado, o movimento chamou a atenção para a causa e levantou cerca de US$ 1 milhão, que foram destinados a iniciativas de detecção precoce da doença. Yael Cohen, CEO e fundadora do Fuck Cancer, foi convidada a participar do Summit Series, em Washington e Miami; da conferência Next Generation Leadership, realizada na Casa Branca; e da Clinton Global Iniciative. Em 2010, participou do TED Women e foi palestrante do TEDx Vancouver. Foi indicada pela The Globe and Mail como uma das 12 pessoas que estão transformando a filantropia, em uma lista que inclui Bill Gates e Bono Vox; também pela revista Chatelaine como uma das 20 – em uma lista de 30 pessoas – de mais influência entre as organizações sem fins lucrativos.
De acordo com Yael Cohen, a organização está exultante por ter o Brasil como parte de mais um capítulo na trajetória do Fuck Cancer. “A detecção precoce do câncer é um princípio universal; um modo de pensar que salva vidas. Nosso objetivo é ensinar as pessoas a olhar para o câncer em vez de apenas encontrá-lo. A fundação do movimento na América do Sul é um marco incrível para a organização e nos lembra que a nossa mensagem, autêntica, ecoa em todas as culturas. Estamos orgulhosos por iniciar o trabalho com a equipe de São Paulo, que conduzirá iniciativas locais que ajudarão a trazer o movimento para uma comunidade fantástica e engajada”, afirma Yael, CEO e fundadora do Fuck Cancer.
Câncer no Brasil
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA),    as estimativas para 2012 apontam a ocorrência de aproximadamente 518.510 casos novos de câncer, incluindo os casos de pele (não melanoma). Os tipos mais incidentes serão os cânceres de pele (não melanoma), próstata, pulmão, cólon e reto, e estômago para o sexo masculino. Os cânceres de pele (não melanoma), mama, colo do útero, cólon e reto e glândula tireoide devem atingir mais as mulheres. Devem ocorrer um total de 257.870 casos novos para o sexo masculino e 260.640 para o sexo feminino. O INCA, organização pioneira na abordagem da vigilância do câncer de forma nacional e integrada, salienta que para o enfrentamento do câncer são necessárias ações que incluam: educação em saúde em todos os níveis da sociedade; promoção e prevenção orientadas a indivíduos e grupos (não esquecendo da ênfase em ambientes de trabalho e nas escolas); geração de opinião pública; e apoio e estímulo à formulação de leis que permitam monitorar a ocorrência de casos.
Segundo Paulo Al-Assal, embaixador-executivo do Fuck Cancer Brasil, é nesse contexto que se insere a Geração Y.  “No cenário social contemporâneo, os jovens da Geração Y se tornaram guias dos pais e avós, especialmente nesse mundo digital. O que o Fuck Cancer propõe é que essa vocação para inspirar e guiar ultrapasse as fronteiras do universo tecnológico. De modo prático, esses jovens podem incentivar e inspirar as outras gerações a investir em dietas saudáveis e em exames regulares para a detecção precoce de doenças como o câncer. Trata-se de uma geração que pode salvar vidas; jovens que têm tempo e disposição para internalizar melhor as mensagens e fazer a mudança por meio da propagação da mensagem de prevenção”, salienta.
FUCK CANCER
Fundado em 2009 por Yael Cohen,  em Vancouver (Canadá), o movimento Fuck Cancer atua com base em uma organização não governamental internacional, sem fins lucrativos, que tem por missão mobilizar e capacitar jovens da Geração Y para que se tornem defensores da detecção precoce da doença. Por meio de um novo discurso, essa geração pode convencer os pais e avós a enxergar a doença por um novo prisma. A organização é custeada com doações on-line, vendas de camisetas e doações de pessoas físicas e empresas privadas. A mobilização surgiu quando a mãe de Yael Cohen se recuperava de uma cirurgia para a retirada de um tumor na mama. Yael ouviu, nos corredores do hospital, a frase Fuck Cancer e imediatamente se sentiu motivada a tornar a expressão um mote de resistência emocional à doença. No dia seguinte passou a usar uma camiseta com a frase. A mãe, a espirituosa Diane Yael Cohen, também vestiu-a com orgulho.
A reação foi surpreendente e Yael viu a oportunidade de fazer a diferença; de operar uma mudança significativa. Mais do que um sloganestampado em uma camiseta, Fuck Cancer tornou-se um movimento internacional que se propõe a salvar vidas alertando e ensinando as pessoas a procurar pelo câncer de diferentes formas em seu estágio inicial. A proposta é mudar a percepção da sociedade em relação à doença, desafiando o estigma. Ao mudar o equilíbrio de poder da doença para o paciente, o movimento quer transformar cada pessoa acometida pelo câncer em um lutador; um sobrevivente. Mais informações: http://www.letsfcancer.com

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