Livro sobre Rádios Comunitárias é lançado no Maranhão

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Foi lançado nesta quarta-feira (11), pelo professor do Curso de Comunicação da UFMA (Universidade Federal do Maranhão), Ed Wilson Ferreira Araújo, o livro “Rádios Comunitárias no Maranhão: história, avanços e contradições na luta pela democratização da comunicação”. O autor, que é diretor da Abraço-MA (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária do Maranhão), traz o fruto da dissertação de seu mestrado em Educação na UFMA concluído em 2004, e contemplada no plano editorial do Centro de Ciências Sociais (CCSo), juntamente com várias produções acadêmicas de professores em diversas áreas.
O livro reúne relatos da organização do movimento de rádios comunitárias, desde o ano de 1996, quando iniciaram as primeiras articulações que posteriormente levaram à criação da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) no Maranhão.
O trabalho disponibiliza informações sobre os primeiros passos da organização das emissoras (1996), registra o congresso de fundação da Abraço, em Caxias (1998), as batalhas pela legalização das emissoras, o enfrentamento da repressão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Polícia Federal em várias regiões do Maranhão.
O trabalho disponibiliza informações sobre os primeiros passos da organização das emissoras (1996), registra o congresso de fundação da Abraço, em Caxias (1998), as batalhas pela legalização das emissoras, o enfrentamento da repressão da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e da Polícia Federal em várias regiões do Maranhão.
O autor discorreu sobre as convergências entre mídia e hegemonia (Antonio Gramisci), procurando entender o papel das rádios comunitárias como um movimento social organizado na sociedade civil. O trabalho de campo focou as emissoras na região metropolitana de São Luís.
A obra aborda também das contradições e desvios no curso do movimento, registrando o perfil das emissoras e a grade de programação, onde verificamos a prática de proselitismo político e religioso em várias emissoras.O livro, segundo o autor, é apenas uma tentativa de sistematização do trabalho de centenas de comunicadores populares espalhados pelo Maranhão, que perceberam nas rádios comunitárias uma possibilidade de alternativa de mídias no cenário de concentração dos meios eletrônicos de comunicação.
Além do lançamento feito em São Luís, dia 11, Ed Wilson pretende fazer outras apresentações da obra. A princípio estão previstos lançamentos em Caxias e Imperatriz, onde o autor foi professor do Curso de Jornalismo da UFMA, de 2007 a 2009. “A meta é fazer lançamentos em todas as cidades-sede das macro-regiões do Maranhão, para que os comunicadores populares, profissionais e estudantes de Comunicação possam ter acesso à obra”, explicou.

Integrantes da Frente Parlamentar pela Liberdade de Expressão e Direito à Comunicação (Frentecom) se reuniram nesta terça-feira (10) às 10h na Câmara dos Deputados, para um planejamento das próximas atividades do movimento. O encontro também tratou das atividades sobre o Seminário Internacional da Regulação da Comunicação Pública. AAssociação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço), que faz parte da Frentecom, acompanhou a reunião, que contou também com a presença de várias entidades.
Um dos pontos mais falados durante o encontro foi a atuação das entidades para que a sociedade civil saiba a importância de um marco regulatório para as comunicações. Fazer este debate chegar ao um maior número de pessoas é o grande desafio da Frentecom. Uma idéia para que isso aconteça é fazer com que as entidades assumam as campanhas para mobilizar a população, com cada veículo fazendo a sua parte, através de rádio, televisão e internet. A Deputada Luiza Erundina (PSB-SP) lembrou da necessidade de convocar mais parlamentares para fazer parte do movimento.
Luiza Erundina falou também sobre a importância do encontro que ocorrerá no dia 04 de maio. “O evento de maio poderá ser um ponto para um salto importante. A frente pode tomar a iniciativa de propor para as entidades trabalhar no âmbito de cada assembléia legislativa. Ao todo são 105 entidades e elas tem o poder na opinião pública. A idéia é construir uma campanha em conjunto com estas entidades”, disse Erundina.
O principal apontamento para o conjunto do seminário é a realização do primeiro fórum de comunicação pública, que corresponde também as emissoras comunitárias e universitárias. Algumas emissoras, que eram exemplos de utilidades públicas, atualmente estão atreladas com governos estaduais, e perdendo suas identidades. Isto é considerado pela Frentecom, um retrocesso, pois várias emissoras passaram por ingerência política, havendo mudança em suas programações. De acordo com Erundina, as entidades devem apurar este retrocesso nos estados correspondentes, para ajudar a resgatar as emissoras à serviço da população.
Bruno Caetano
Da Redação

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