Rádios Comunitárias cobram agilidade do Ministério das Comunicações em audiência pública

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Posted: 16 Dec 2011 12:47 PM PST
Durante quatro dias Brasília foi palco do mais amplo debate feminista do Brasil. A 3ª Conferência Nacional de Políticas para as Mulheres (CNPM)realizada nos dias12, 13, 14 e 15 de dezembro, recebeu quase 3 mil mulheres vindas de todas as partes do país. Fazendo cobertura de todo o evento, o Coletivo de Mulheres da Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária) , através da Rádio Abraço NO AR e sua equipe, levaram a voz da mulher das grandes capitais aos mais longínquos municípios.
No estúdio montado no Centro de Convenções Ulisses Guimarães, as radialistas Kamayura Saldanha (Coordenadora Nacional de Gênero e Etnia da Abraço) e Aline Nandi (voluntária da Rádio Comunitária Morro da Fumaça-SC), entrevistaram grandes mulheres e representatividades políticas, civis, culturais e regionais. Em uma transmissão histórica, os relatos que foram ouvidos de norte a sul do Brasil ficaram como exemplos luta e de vida. Enquanto grandes personalidades falavam no plenário, mulheres guerreiras também tinham voz na Rádio Abraço NO AR, que podia ser ouvida no local do evento em FM 98.1 MHz e também em todo o país pelo site da Abraço.
Ministra Iriny Lopes ressalta importância da Abraço na 3ªCNPM
A ministra Iryni Lopes (Secretaria de Políticas para as Mulheres) em entrevista exclusiva, falou da grande importância da Abraço e as rádios comunitárias. “Foi maravilhoso a presença da Abraço, que contribuiu para que a conferência não ocorresse somente em Brasília mas no Brasil inteiro”, disse. Iriny Lopes também parabenizou a todas as mulheres que fazem comunicação comunitária no rádio. “Continuem ouvindo as rádios comunitárias e continuem se mobilizando e participando, pois é assim que nós vamos fazer cada vez mais um Brasil das mulheres”, afirmou a ministra.
Michelle Bachelet: um abraço exclusivo
E não era só no estúdio que atuava a equipe da Rádio Abraço NO AR. Enquanto eram feitas transmissões das plenárias, a equipe do Coletivo de Mulheres da Abraço estava incansável em busca de entrevistas exclusivas. Ao término do seu discurso no plenário do Centro de Convenções, a diretora executiva da ONU Mulheres, Michelle Bachelet, foi abordada em primeira mão pelas repórteres Kamayura Saldanha e Aline Nandi: “Igualdade de direitos e oportunidades para todos os homens e mulheres do Brasil”, disse a ex- presidente do Chile, para as rádios comunitárias.
“Mulher que é mulher sabe o que quer”
Um refrão simples e forte, que traduziu o sentimento de todas as doces vozes que foram aos microfones da rádio Abraço NO AR. Para Kamayura Saldanha, a transmissão foi um grande espelho da nação feminina, levando ao estúdio, toda a pluralidade existente na mulher brasileira. “Com entrevistas e depoimentos nesta brilhante execução, hoje nós temos com certeza um diagnóstico desta grande nação feminina”, disse.
A radialista Aline Nandi se despediu dos ouvintes ressaltando a emocionante e experiência vivida por toda a equipe da rádio, e entoando com Kamayura a última frase da transmissão: “Mulher que é mulher, sabe o que quer”.
Bruno Caetano
Da Redação
Posted: 16 Dec 2011 05:52 AM PST
Em audiência pública com Ministério das Comunicações lideranças das Rádios Comunitárias do estado de São Paulo entregam documento com reivindicações e reivindicam o fim das perseguições e multas da Anatel
Na terça-feira, 13 de dezembro, na Câmara Municipal de Campinas, aconteceu uma Audiência Pública como o Coordenador Geral de Radiodifusão Comunitária do Ministério das Comunicações, Otávio Pieranti. Participaram 184 pessoas representando 112 rádios comunitárias das 15 regiões administrativas do estado de São Paulo.
O espaço da Câmara Municipal de Campinas foi cedido pelo vereador Sérgio Benassi que na oportunidade esteve representado pela chefe de gabinete Márcia Quintanilha.
No período da manhã as rádios comunitárias, filiadas à Abraço/SP, realizaram uma assembléia extraordinária na qual foi aprovado por unanimidade um documento com as reivindicações do movimento, que foi entregue ao representante do Ministério das Comunicações. Dentre as reivindicações destacam-se, a implementação das propostas aprovadas na Conferência Nacional de Comunicação, realizada em dezembro de 2009; e anistia das multas aplicadas pela Anatel às rádios comunitárias da mesma forma como foram anistiadas as rádios comerciais; mudanças na legislação de radiodifusão comunitária, a lei 9612/98: ampliação de canais e freqüências; aumento de potência para 250 watts; maior agilidade nos processos de outorga.No ato da entrega do documento a Abraço solicitou que o Ministério das Comunicações, através da Subsecretaria de Radiodifusão Comunitária, dê o mais breve possível uma resposta de como vai atender as reivindicações.
Durante a audiência teve destaque as reclamações contra a fiscalização e multas aplicadas pela Anatel, pois, o órgão deveria orientar e dar prazos para que a emissora outorgada regularize a situação antes de aplicar a multa. O coordenador estadual da Abraço fez a denuncia de que o Governo Federal anistiou as multas das rádios comerciais, avaliadas em mais de 180 milhões de reais e não teve o mesmo procedimento para com as rádios comunitárias.
Durante a assembléia e também na audiência pública foi destacada a luta de diversas entidades, dentre elas a própria Abraço, pela democratização da comunicação no país, que tem em sua pauta o Marco Regulatório, a Banda Larga, os Conselhos de Comunicação, bem como outras questões pertinentes ao tema.
Para Jerry de Oliveira, coordenador da Abraço/SP, a audiência representou um importante avanço para as rádios, mas ainda é muito pouco ou quase nada frente ao que as rádios comunitárias reivindicam. “Só a unidade do movimento, a firmeza permanente é que vai garantir e ampliar as conquistas. Portanto, a Abraço sai desta assembléia e da audiência pública mais fortalecida e convicta de que cada vez mais é preciso “ousar, transmitir e resistir”.
Por Zé Eduardo
Zé Eduardo – é jornalista e radialista, membro da executiva da Abraço São Paulo, atua na Rádio Comunitária Cantareira/SP e é diretor do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo


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