Ministério das Comunicações realizará audiência Pública de Rádios Comunitárias em Campinas

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23/11/11 - Audiência pública em Feira de Santana (BA) vai ouvir população sobre radiodifusão comunitáriaPDFImprimirE-mail
Eventos em Porto Alegre (RS) e Campinas (SP) também estão planejados para dezembro

Brasília, 23/11/2011 - Em 2011, o Ministério das Comunicações promoveu uma série de inovações no setor de radiodifusão comunitária, como os planos nacionais de outorgas e as mudanças nas normas do setor. A partir desta semana, o MiniCom vai promover audiências públicas em diferentes Estados para explicar as novas regras e ouvir as sugestões da população.

A audiência inaugural ocorre nesta quinta-feira, dia 24, às 9h, em Feira de Santana (BA), no Colégio Estadual Lins Eduardo Magalhães. O coordenador-geral de Radiodifusão Comunitária, Octavio Pieranti, que participa do evento, explica que esta não é a primeira oportunidade em que o MiniCom ouve a sociedade: “O ministério está em contato não só nos eventos que ele promove, mas também nos outros para os quais somos chamados. Para todas as ocasiões em que é convidado para tratar de radiodifusão comunitária, o ministério tem enviado alguém da sua equipe para o debate”, explica.

As audiências seguintes estão programadas para o dia 9 de dezembro, em Porto Alegre (RS), e no dia 13, em Campinas (SP). A ideia é realizar outras audiências em 2012.

Os eventos são abertos para toda a população, mas a participação pode ser limitada, a depender do espaço dos auditórios. Os cidadãos interessados em participar não precisam de um cadastro prévio. Basta comparecer à audiência nos locais e datas marcados, divulgados no site do ministério.


Banco do Povo realiza 5º mutirão do Microcrédito

Até o final do mês de novembro, o Banco do Povo de Boituva realiza o 5º mutirão do Micro Crédito, com total disponível no valor de 370 mil reais para a Campanha.
Este ano, o Governo do Estado do Estado de São Paulo reduziu a taxa de juros do Banco do Povo Paulista (BPP), de 0,7% para 0,5% ao mês, o que o torna o banco que possui a menor taxa de crédito para microempreendedores do País. Além disso, houve também um aumento de 100% no limite de crédito, passando de R$ 7.500 para R$ 15.000.
Todo o processo para solicitação de empréstimo no Banco do Povo Paulista pode ser feito pela internet. Por meio de um sistema online, o próprio empreendedor poderá fazer sua solicitação de crédito. A análise do processo também será realizada eletronicamente, o que agilizará o acesso às linhas de crédito disponibilizadas pelo BPP. Para quem não tem acesso à internet ou prefere o atendimento presencial, é só comparecer a unidades do Banco do Povo para ser atendido. O Banco do Povo está localizado na Rua João Leite 370, - Centro. O site é www.emprego.sp.gov.br.

Banco do Povo Paulista - Em Boituva, o BPP foi inaugurado em 2002 e assim como nas demais unidades do Estado, concede empréstimos a pequenos empreendedores como motoristas, comerciantes, costureiras e cabeleireiras, a uma taxa mensal de juros de apenas 0,5%. Até hoje, o Banco do Povo de Boituva já concedeu mais de 1 milhão em empréstimos.
Com o objetivo de promover a geração de emprego e renda no Estado, o BPP é o maior programa estadual de microcrédito do País, com taxa atual de inadimplência de apenas 1,9%.
Os recursos utilizados são provenientes do Governo de São Paulo (90%) e das prefeituras parceiras (10%), tendo como agente financeiro o Banco do Brasil.
Mais informações pelo telefone (15) 3263-2424.


Campanha Saúde do Homem e Vida Saudável será realizado neste sábado, 26

A Secretaria de Saúde Municipal vai realizar na cidade o evento Saúde do Homem e Vida Saudável neste sábado, 26. Os interessados devem comparecer na Unidade Básica de Saúde (UBS) Central, onde serão feitos diversos exames de sangue gratuitos, através de coletas no local.
Os testes vão ocorrer das 6h30 às 12 horas, e aqueles que o realizarem vão saber os seus níveis de colesterol total, triglicérides, HDL e glicemia, além de realizar a detecção de doenças como sífilis, hepatites e HIV. Podem realizar os exames homens e mulheres acima de 18 anos.
Os homens acima de 40 anos que realizarem a coleta, também podem realizar uma avaliação de próstata por meio do sangue. Além dos exames, haverá orientações sobre doenças específicas do homem e DST's.
A UBS Central fica na rua Evaristo Candiotto, 44 – Centro. A Secretaria de Saúde realiza os eventos por meio do setor Projetos em Saúde. Mais informações pelo telefone (15) 3363-8460.

Abala Boituva 2011 é realizado no Centro de Eventos

O evento Abala Boituva 2011 foi realizado no Centro Municipal de Eventos Francisco Gianotti na última semana. A atração contou com a presença do Ministério de teatro Jeová Nissi, Beto Souza, Pastor Marcos Feliciano, Rafael Bittencourt com Toque no Altar e Pastor Junior Souza.
Marcaram presença no local a Prefeita Assunta Maria Labronici Gomes, o Vice-Prefeito Zé Cristo, o Vereador Juninho Barbosa e o Secretario Municipal Eustáquio Gianotti.
O Abala Boituva 2011 foi uma realização da 1ª Igreja do Evangelho Quadrangular em Boituva com o apoio da Prefeitura Municipal por meio da Secretara de Esportes, Turismo, Eventos especiais e Cultura (Setec).

Festival de Cultura será encerrado nesta sexta-feira, 25, no palco da FIB

O encerramento do Festival de Cultura 2011 será nesta sexta-feira, 25, no palco das Faculdades Integradas Brasileiras (FIB). O último dia de espetáculos traz o nome O Grande Final – Apenas o Começo e traz 12 apresentações de dança. Cada uma com uma música específica, tocada pela orquestra sinfônica municipal.
No total, serão 67 alunos e professores de ballet, jazz, sapateado e dança moderna, todos na categoria infanto-juvenil. A Orquestra Sinfônica se preparou exclusivamente para o evento e traz 40 integrantes que vão tocar instrumentos de corda, sopro e percussão.
Incluindo este, o festival totaliza 22 espetáculos, com 6.990 espectadores. “Em 2011 nós nos superamos em técnica, figurino, público e tudo o mais. A Oficina tem se tornado uma grande família, e contamos com todo o apoio dos pais, alunos e professores”, diz Ângela Maria Ferrielo Bertolassi, coordenadora da Oficina de Artes Central.
Ao total, o projeto Oficina de Artes possui três núcleos em diferentes bairros, totalizando mais de 2700 alunos, incluindo o projeto Música e Vida.
Festival de Cultura 2011 é uma realização da Prefeitura de Boituva por meio da Secretaria de Esportes, Turismo, Eventos especiais e Cultura (Setec).



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Trauma, memória e transmissão reflete sobre os danos psicológicos e sociais dos regimes ditatoriais

Organizado por Maria Cristina Perdomo e Marta Cerruti, a obra Trauma, memória e transmissão: a incidência da política na clínica psicanalítica é uma publicação do Departamento Formação em Psicanálise, do Instituto Sedes Sapientiae, lançado pelo selo PSI, da Primavera Editorial. Os textos que compõem a obra foram extraídos de trabalhos apresentados, em 2009, no evento Trauma, Memória e Transmissão – que abordou as marcas psicológicas deixadas em indivíduos por momentos históricos, tais como a ditadura no Brasil e na Argentina, do século XX. A obra será lançada em 6 de dezembro, a partir das 18h30, na Livraria da Vila – Loja Itaim (Rua Dr. Mário Ferraz, 414).
(…) “A destruição do passado, ou melhor, os mecanismos sociais que vinculam nossa experiência pessoal às das gerações passadas é um dos fenômenos mais característicos e lúgubres do final do século XX. Quase todos os jovens de hoje crescem numa espécie de presente contínuo, sem qualquer relação orgânica com o passado público da época em que vivem.” Eric J. Hobsbawn
Primeiro volume de uma Coleção do Departamento Formação em Psicanálise*, do Instituto Sedes Sapientiae, o livro Trauma, memória e transmissão: a incidência da política na clínica psicanalíticalança uma reflexão crítica sobre as marcas psicológicas deixadas – tanto nas subjetividades, quanto no processo coletivo social – por momentos históricos pautados por regimes ditatoriais, a exemplo dos vividos no Brasil e na Argentina, no século XX. Organizado por Maria Cristina Perdomo e Marta Cerruti, o livro é composto a partir do diálogo construído por artigos assinados por psicanalistas, que analisam questões como trauma, memória e transmissão. O título, que integra o selo PSI, da Primavera Editorial, contará com uma sessão de autógrafos em 6 de dezembro, a partir das 19 horas, na Livraria da Vila – Loja Itaim (Rua Dr. Mário Ferraz, 414).
O ponto de partida de Trauma, memória e transmissão: a incidência da política na clínica psicanalítica é o depoimento de Estela Carlotto, presidente das Abuelas de Plaza de Mayo – relato que transmite, ainda que sob as mais terríveis condições, a possibilidade de resistir, criando novas práticas para prosseguir na luta sem se acomodar com vitórias aparentes. Estela é uma das protagonistas de uma ação intensa e contínua que evidencia que a ação política está associada a acreditar que o impossível é possível.
(…) ““Eu choro por ela todos os dias, mas luto todos os dias pelo exemplo ela me deu. Que exemplo! É certo que não foi em vão, porque a Argentina já tem 26 anos de democracia – o período mais longo da nossa história. Estamos todos os dias descobrindo uma nova forma de prestar uma homenagem para os 30 mil desaparecidos. Nós, as Abuelas de Plaza de Mayo, estamos encontrando os netos que nos roubaram. São 500 bebês, alguns separados violentamente de seus pais; crianças que foram jogadas ou abandonadas em alguma praça à própria sorte. Há, ainda, bebês que nasceram nos 500 ou mais campos de concentração que a ditadura habilitou em todo o país. Quando falo de campo de concentração com os mais jovens, não quero que imaginem um Auschwitz; quero que imaginem um quartel militar muito bonito por fora e com a tortura ocorrendo por dentro; a morte e o roubo de bebês.
Na percepção de Lourdes Magalhães, presidente da Primavera Editorial, o lançamento ocorre em um momento singular, quando o Brasil debate as fronteiras de atuação da Comissão Nacional da Verdade. “A obra amplia a visão que temos sobre os danos causados, no âmbito indivídual e na sociedade, pelos governos ditatoriais. Hoje, estamos debatendo a forma de esclarecer as violações aos direitos humanos, praticadas no país, no período de 1946 e 1988, sobretudo pela ditadura militar, de 1964 a 1985. A aprovação da Comissão Nacional da Verdade é uma iniciativa que pode romper com a tradição brasileira de não enfrentar as violações cometidas pelo Estado. Durante esse processo, todas as informações que nos auxiliem na reflexão dessas questões são válidas; é nesse ínterim que essa obra se insere”, afirma Lourdes.
Ditatura e usurpação da informação
Segundo Marta Cerruti, uma das coordenadoras da obra, vários estudos apontam que os regimes totalitários do século passado apresentam uma característica inaudita: como  o domínio também se exerce pela usurpação da informação e da comunicação, tais regimes se apropriam da memória com a intenção de controlá-la, ou suprimi-la. “Os regimes totalitários fazem um uso bastante particular da memória; controlam e selecionam aquilo que deverá ser lembrado, com o intuito de impor uma versão oficial dos fatos. Tal distorção da memória confere aos fatos selecionados o estatuto de verdade e aqueles que estão em desacordo com essa versão são punidos”, detalha Marta, acrescentando que, contudo, a análise crítica pode ser arriscada, pois o elogio incondicional à memória pode se tornar um problema.
Do ponto de vista da psicanálise, recordar não é mais que a tentativa de escrever uma ficção equacionada a partir do presente, porque a postulação de que é impossível que a verdade se esgote, condena-nos a uma eterna restrição de acesso ao real – e inclui-se aqui, a impossibilidade de qualquer tentativa de reconstrução da história de forma literal.
Em um dos artigos, Maria Rita Kehl alerta para os danos da não elaboração da experiência traumática: “no Brasil há um movimento de esquecimento de que houve tortura na época do regime militar que, em uma hipótese, gerou a naturalização da violência como um sintoma social.” Na prática, o trauma não elaborado, por isso condenado à repetição, reaparece no extermínio de jovens pobre e negros no Brasil.
No campo político, a obra defende que a memória pode converter o passado em um instrumento para a ação do presente, ou seja, as injustiças cometidas se transformam em uma importante ferramenta contra as que possam vir. “A memória utilizada em um campo mais geral, no qual a analogia com outras injustiças pode ser possível, serve como um modelo para compreender novas situações que se apresentam. Encarcerada no mais íntimo do sujeito, a recordação pode gerar a apatia e a impotência, que são inimigos da liberdade. Não ceder ao cansaço é um dever político”, analisa Marta Cerruti.
No artigo de Miriam Debieux sobre os impasses de um funcionário de uma agência humanitária, a autora aponta para a resistência ao trauma – que pode se converter em um ato político, cujo compromisso deixa marcas na cultura. A importância da resistência também é destaque do artigo de Caterina Koltai que afirma ser necessária a transmissão transgeracional – tanto da destruição, quanto da resistência a ela –, ressaltando um aspecto pouco explorado na psicanálise, a importância da amizade.
Na análise de Maria Cristina Perdomo, organizadora da obra, ao afirmar que esses momentos históricos – com a quantidade de traumatismo que aportam – têm efeitos nos modos de subjetivação, a proposta é pensar em formas possíveis de inserção dos psicanalistas, como cidadãos e profissionais, e como o seu referencial pode contribuir para criar possibilidades para a construção de uma realidade social mais justa. “A violência do Estado, que caracterizou esses momentos históricos aos quais fazemos referência, a violência como política de Estado, a sustentação e legitimação de um estado de violência, têm consequências aterrorizantes e paralisadoras do pensamento e dos processos de simbolização. Quebram-se as regras do jogo; o Estado, que deveria proteger, persegue e mata. O terror paralisa e o objetivo de destruir os laços sociais é concretizado”, afirma.
A obra chama a atenção para a importância de recuperar a memória; de recontá-la. “Pensamos que, nos movimentos sociais como as Abuelas de Plaza de Mayo, no dos familiares de presos políticos e desaparecidos e no MST há um elemento que permite ao sujeito sair de seu solipsismo traumático e sintomático em direção da construção do espaço público, que ao mesmo tempo em que legitima o lugar de cidadão, permite-lhe juntar forças com os companheiros de rota para traçar um caminho de afirmação do movimento. Um lugar instituído na esfere pública e que torna-se instância possível para mudanças”, analisa Maria Cristina.
CAPÍTULOS
I. Recordar, repetir…como elaborar? Movimentos sociais e psicanálise
As “Abuelas de Plaza de Mayo”; Estela Carloto (testemunho)
Elaboração onírica e representação na literatura de testemunho pós-ditadura no Brasil (Paulo Endo)
Sua única vida (Maria Rita Kehl)
Mesa de debate – Estela Carloto, Paulo Endo e Maria Rita Kehl

II. Os efeitos do trauma histórico na subjetividade
Traumas, Heróis e Resistências e Psicanalistas (Miriam Debieux Rosa e Márcio Gagliato
Psicanálise atua no nível do trauma por meio da memória (Ana Zabala)
O trauma: a pulsão é de morte? (Durval Mazzei Nogueira Filho)
Mesa de debate (Miriam Debieux Rosa, Ana Zabala e Durval Mazzei Nogueira Filho)
III . Memória e Transmissão
Violência, memória e saber (Ana Maria Medeiros Costa)
Memória do inominável (Caterina Koltai)
Psicanálise e Política (Nora Beatriz Susmanscky de Miguelez)
Mesa de Debate (Ana Maria Medeiros Costa, Caterina Koltai e Nora Beatriz Susmanscky de Miguelez)

ORGANIZADORAS 
Maria Cristina Perdomo
A psicanalista Maria Cristina Perdomo é graduada em Psicologia Clínica pela Universidade Nacional de La Plata (Argentina). Membro efetivo do Departamento Formação em Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae, no qual atuou como coordenadora-geral na gestão 2006-2008 e 2008-2010, atualmente é professora e supervisora no Curso Formação em Psicanálise, além de coordenar a Comissão Clínica deste departamento, na gestão 2010-2012.

Marta Cerruti
Psicanalista, mestre em Psicologia Clínica pelo Instituto de Psicologia da USP (IPUSP), Marta Cerruti é membro efetivo do Departamento Formação em Psicanálise do Instituto Sedes Sapientae e do Laboratório Psicanálise e Sociedade (USP) e do Núcleo de Estudos Sujeito, Violência e Política (PUC-SP).
* COLEÇÃO DEPARTAMENTO FORMAÇÃO EM PSICANÁLISE
Coleção Departamento Formação em Psicanálise reúne obras produzidas a partir de eventos científicos e culturais – organizados pelo Departamento –; reflexões sobre a clínica psicanalítica contemporânea; e estudos desenvolvidos pelos integrantes. Os temas tratados são diversos e vão de questões metapsicológicas, técnicas e teóricas, na tentativa de abarcar as diferentes formas de expressão do sofrimento psíquico, até a extensão da psicanálise – além do setting analítico habitual e suas interfaces com outras ciências. Dessa forma, o espaço é pensado como um vetor de formação permanente, interlocução e pesquisa, marcado por uma psicanálise engajada nas questões políticas e sociais, e em conformidade com a Carta de Princípios do Instituto Sedes Sapientiae.
AUTORES
Depoimento de Estela Carlotto
Natural de Buenos Aires (Argentina), Estela Carlotto, presidente das Abuelas de Plaza de Mayo, é bacharel e “Maestra Normal Nacional”, tendo recebido inúmeros títulos de doutorado Honores Causa em diversas universidades na Argentina, Espanha, Estados Unidos e França. Foi agraciada com condecorações em vários países inclusive a Ordem da Legião de Honra da França.
Paulo Endo
Psicanalista e professor doutor do Instituto de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), Paulo Endo realizou o pós-doutoramento no Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (CEBRAP). É membro-pesquisador do Laboratório de Psicanálise, Arte e Política (LAPPAP), do Laboratório de Estudos sobre a Intolerância (LEI/USP) e do GT Psicanálise, Política e Cultura da ANPPEP. Atua como expert no Centro pela Justiça e o Direito Internacional (CEJIL) e é membro do Grupo Interdisciplinar Independente de Combate à Tortura e à Violência Institucional da Secretaria Nacional de Direitos Humanos. Em 2006, foi agraciado com o Prêmio Jabuti pela obraA violência no coração da cidade: um estudo psicanalítico.

Maria Rita Bicalho Kehl
Paulistana, Maria Rita Bicalho Kehl é formada em Psicologia pela Universidade de São Paulo (USP) e possui doutoramento em psicanálise pela Pontifícia Universidade Católoca (PUC-SP) com o tema “Deslocamentos do feminino – a mulher freudiana na passagem da modernidade”. Jornalista free-lance da imprensa paulista entre 1974 e 1980, a psicanalista atua desde 1981 no atendimento em consultório particular. Além de artigos e ensaios, escreve em coletâneas de psicanálise e em periódicos acadêmicos. É autora dos livros: A mínima diferença (Imago, 1996);Deslocamentos do feminino (Imago,1998); Função fraterna (org./Relume-Dumará, 2000); Sobre Ética e Psicanálise (Companhia das Letras, 2001); Ressentimento (Casa do Psicólogo, 2004); eVideologias, ensaios sobre a televisão (em parceria com Eugênio Bucci, Boitempo, 2004); O tempo o cão, a atualidade das depressões (Boitempo, 2009, Prêmio Jabuti em não ficção,  2010).

Miriam Debieux Rosa
Psicanalista e professora doutora do Programa de Psicologia Clínica da Universidade de São Paulo (USP), Miriam Debieux Rosa coordena o Laboratório Psicanálise e  Sociedade, e o Projeto Migração e Cultura. É professora titular do Programa de pós-gradução de Psicologia Social da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), onde coordena o Núcleo Psicanálise e Política. Lidera o Grupo de pesquisa CNPq Sujeito, Sociedade e Política em Psicanálise (USP) e é membro do Laboratório de Pesquisa em Psicanálise, Arte e Política (LAPPAP – UFRGS) e do Grupo de trabalho Psicanálise,   Política e Cultura, da ANPEPP. As suas pesquisas nessas áreas de estudo foram publicadas em vários trabalhos e capítulos de livros.  O livro Histórias que não se contam: psicanálise com crianças e adolescentes foi reeditado pela Editora Casa do Psicólogo, em 2010. Atualmente coordena a pesquisa Responsabilidade e responsabilizacao: diálogos entre Psicologia, Psicanálise e Sistema de Justica Juvenil (CNPQ).

Márcio Gagliato
Psicólogo e mestre em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP), Márcio Gagliato foi bolsista da CNPq – integrou o Columbia University Human Rights Fellowship Program (Estados Unidos) – do curso investigadores no Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra (Portugal). Trabalhou na África e Ásia, atuou na UNESCO e em ONGs internacionais como CARE International, Save the Children e The Center for the Victims of Torture. Atualmente é membro da equipe de delegados em Saúde Mental e Suporte Psicossocial do Comitê Internacional da Cruz Vermelha.
Ana Zabala
natural da Argentina, a psicanalista Ana Zabala atua no Centro de Atencion por el derecho a la Identidad de Abuelas de Plaza de Mayo desde a criação da entidade. É docente titular da cátedra “Estructura del Personaje” na “Escuela Nacional de Cine”.
Durval Mazzei Nogueira Filho
Psicanalista e psiquiatra, Durval Mazzei Nogueira Filho possui mestrado em Psiquiatria pelo HSPE-FMO e é membro do Departamento Formação em Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae e da seção São Paulo, da Escola Brasileira de Psicanálise. Tem artigos, livros e capítulos de livros publicados.

Ana Maria Medeiros Costa
Psicanalista e membro da APPOA, Ana Maria Medeiros Costa atua como professora da pós-graduação em Psicanálise da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Pós-doutorada pela Université de Paris 13, mantém colaboração com professores desta universidade francesa desde 2001. É coordenadora da Rede de Pesquisa Escritas da Experiência, que reúne pesquisadores da França e de universidades de todo o Brasil. Ana Maria é autora de inúmeros artigos publicados em periódicos nacionais e internacionais. Publicou os livros A ficção do si mesmo (Cia. de Freud, 1998); Corpo e escrita – Relações entre memória e transmissão da experiência (Relume-Dumará, 2001); Tatuagem e marcas corporais (Casa do Psicólogo, 2003);Sonhos (Jorge Zahar, 2006); e Clinicando (2008).

Caterina Koltai
Socióloga, psicanalista e tradutora, Caterina Koltai é professora da graduação e pós-graduação em Ciências Sociais da Pontifícia Universidade Católoca (PUC-SP), é autora dos livros Política e Psicanálise: O Estrangeiro e de Totem e Tabu: um mito freudiano, além de possuir de artigos publicados em diversas revistas especializadas em Psicanálise.
Nora B. Susmanscky de Miguelez
A psicanalista Nora B. Susmanscky de Miguelez é membro, professora, supervisora e orientadora do Departamento Formação em Psicanálise, do Instituto Sedes Sapientae. Graduada em Psicologia pela Universidade de Buenos Aires (Argentina) é doutora em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) e especialista em Psicologia Clínica pelo CRP-SP. É autora do livro Complexo de Édipo, hoje?, editado pela Casa do Psicólogo (2007) e de diversos artigos sobre temas psicanalíticos, publicados em revistas especializadas. Tem participado de congressos nacionais e internacionais, seminários, simpósios, palestras, mesas redondas etc.
FICHA TÉCNICA
Categoria: Psicologia
Obra: Trauma, memória e transmissão: a incidência da política na clínica psicanalíticaAutora: Maria Cristina Perdomo e Marta Cerruti (organizadoras)
Formato: 16 x 23 cm
Páginas: 168 páginas
Acabamento: brochura
ISBN: 978- 85 – 61977- 31- 3
Preco sugerido: R$ 42,00
PRIMAVERA EDITORIAL
Alinhada ao conceito de “butique de livros”, a Primavera Editorial adota como proposta  associar a leitura ao entretenimento e lazer qualificado – assim como o cinema, teatro e artes plásticas. Criada na primavera de 2008, a editora possui um catálogo peculiar, composto por obras de autores nacionais e estrangeiros que têm por linha mestra a produção de uma literatura moderna e de qualidade ímpar, que evoca hábitos e costumes de diferentes povos e épocas; uma literatura instigante e criativa, que se transforma em uma maneira lúdica e pouco convencional de entender melhor a influência das culturas na formação dos povos. O portfólio da editora é composto por títulos de FICÇÃO que oferecem aos leitores a possibilidade de viver emoções que não fazem parte do enredo cotidiano. No selo BIZ, o destaque recai para obras relevantes para a gestão de negócios e que oferecem aos leitores a possibilidade de inovar, repensar e alavancar resultados corporativos. O selo EDU – uma alusão à palavra inglesa education, associada à educação continuada – investe na publicação de obras de não ficção que oferecem aos leitores possibilidades de reflexão, aprendizado e aplicação de conceitos. Com o selo PSI, a Primavera Editorial lança obras técnicas que oferecem aos leitores das áreas de psicologia e psicanálise a possibilidade de crescimento, reflexão e aprendizado continuado.

Posted: 23 Nov 2011 12:24 PM PST
A Comissão de Negociação da Abraço (Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária)irá se reunir nesta sexta feira (25) com o Secretário Executivo do Ministério das Comunicações, Cezar Alvarez. A reunião, que terá seu início ás 10h no Minicom, pretende continuar a negociação sobre os 40 pontos pautados pela Abraço em suas reivindicações de benéfico às rádios comunitárias. Dentre as principais questões a serem discutidas no encontro, estão, o conceito de abrangência, alteração da Portaria 462 e o apoio cultural.
Em breve, cobertura completa sobre a reunião.
Bruno Caetano
Da Redação

No próximo dia 13 de Dezembro, á partir das 14:00 horas, o Ministério das Comunicações em parceria com a regional São Paulo da Associação Brasileira de Radiodifusão Comunitária (Abraço) estará realizando na Câmara Municipal de Campinas uma audiência Pública para debater com as Rádios Comunitárias do estado a situação das Rádios Comunitárias no Brasil.
Estarão em debate nesta audiência publica temas importantes, como a Plano Nacional de Outorgas 2012/2013, a nova Norma Complementar 01/2011, além das demandas apresentadas pela Abraço na pauta de reivindicações apresentada ao Governo após o Congresso Nacional que aconteceu em janeiro.
Além destas demandas apresentadas, a Abraço sugeriu para a discussão nesta audiência pública outros temas que serão tratados que são;
a) Marco regulatório (alteração da Lei 9612/98, regulamento, pl de anistia, norma complementar e ECAD)
b) Fiscalizações (convênio Anatel Minicom, fiscalizações da Anatel, anistia de multas)
c) Decisão do MPF sobre os arquivamentos de emissoras que funcionaram sem outorga e que estão com seus processos sendo arquivados.
Além destes debates, entrarão em discussão as propostas de alteração de freqüências (pois infelizmente muitas emissoras do estado estão operando fora do dial, com a atribuição da Anatel para os canais 197, 198 e 199 para as Rádios Comunitárias), bem como cursos de capacitação para rádios comunitárias (através do Convênio do Ministério das Comunicações com a Associação das Rádios Públicas do Brasil, ARPUB) e o desenvolvimento de softwares para uso exclusivo das Rádios Comunitárias, além de outros debates.
A Intenção da Abraço em propor este debate é fomentar o diálogo entre as rádios comunitárias e o Ministério das Comunicações, para que os agentes da estrutura do estado Brasileiro conheça de perto as dificuldades das emissoras comunitárias, que sempre foram deixadas de lado por todos os governos após a promulgação da Lei 9612/98 que institui o Serviço de Radiodifusão Comunitária no Brasil.
Abraço realizará antes da audiência Pública, às 09:00 horas da manhã, uma Assembléia com as Rádios Comunitárias do estado para definir suas prioridades que serão encaminhadas aos representantes do Ministério das Comunicações, que são;
a) permissão de propaganda;
b) aumento de potência para 250 Watts;
c) participação das Rádios Comunitárias no Bolo publicitário dos governos federal, estaduais e Municipais;
d) Anistia das multas;
e) garantia de atendimento das propostas aprovadas na 1 Conferência Nacional de Comunicação.
f) revisão da Portaria que criou a Norma 01/2011
Chegou o momento das Rádios Comunitárias mostrar sua cara e reivindicar cara a cara suas demandas e dificuldades ao Governo federal de forma clara e transparente.
Abraço solicita a presença de todas as Rádios Comunitárias autorizadas, não autorizadas e livres nesta grande atividade, onde mostraremos ao governo e ao monopólio da comunicação que não aceitaremos interferências do Monopólio das Comunicações (rádios e TVs Comerciais) em nossa pauta de reivindicações.
Convocamos todas as Rádios a estarem presentes nesta audiência Pública e na Assembléia das Rádios Comunitárias, que acontecerá no dia 13 de Dezembro de 2011 à partir das 9 horas da manhã na Câmara Municipal de Campinas, localizada na Avenida da Saudade 1004 – Campinas.
Com informações de Jerry – Abraço-SP




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